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segunda-feira, dezembro 06, 2010
Frases V
“Pare de se comparar com os outros, porque você vai se achar melhor ou pior. E as duas coisas são ruins” – Dalai Lama
segunda-feira, outubro 04, 2010
Das derrotas
Faço, sim, piadas sobre as minhas derrotas. Por que, o que é derrota? Derrota não é fracasso, mas apenas uma etapa para a próxima vitória. Pois o mundo gira, e irreversível só a morte.
segunda-feira, julho 26, 2010
Frases IV
"Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto se expor ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada" - Helen Keller
terça-feira, maio 11, 2010
Londres depois de três meses
É engraçado quando a gente tem uma impressão sobre uma coisa, ou, no caso, um lugar e com o passar do tempo ela vai se consolidando. Em três meses ainda não dá para criar uma opinião sólida sobre algo, mas a tendência é que meu ponto de vista inicial sobre Londres se confirme.
Quando cheguei me deparei com um monte de gente preocupada com trabalho. Já sabia desta vocação dos imigrantes, mas gostaria de saber o porquê.
É claro que trabalho é preocupação geral em qualquer parte do mundo, mas o interessante é pensar porque tanta gente vem de tão longe para arrumar um ganha pão em terras inglesas.
Qualidade de trabalho não é, já que a maioria parte para o emprego de pouca instrução. Salvo raras exceções, este tipo de labuta não é nada agradável.
"Quantidade de dinheiro?" - me questionei incialmente, até notar o tão caro que é para se morar aqui. Transporte e aluguel pode facilmente te levar umas 500 libras por mês. Normalmente o tipo de trabalho que um imigrante faz lhe rende, no máximo, 1.000 ou 1.100 libras mensais (trabalhando de 50 a 60 horas por semana), o que, tirando comida e uma diversão ou outra, sobra-se muito pouco para se guardar. É raro aqueles que não reclamam das contas.
Qualidade de vida. Sim, aqui o transporte funciona e quase não existe crime. Pontos muito positivos, sem dúvida nenhuma. Mas, o que é qualidade de vida para você? Morar em uma casa sozinho, por exemplo? Pode esquecer, só se você conseguir passar para o nível 2 dos empregos londrinos. Além disto, se dê por alguém de sorte se você conseguir ter um quarto individual. Para mim (e um monte de gente que conversei) também pesa ficar longe do nosso país de origem, amigos e família. Então, qualidade de vida é um conjunto de tudo isto e muitas vezes a balança pende para o negativo.
Enfim, por que as pessoas gostam tanto de Londres?
Cheguei a conclusão que Londres é uma cidade que te enfeitiça. Oportunidades a cada esquina (mesmo que a maioria seja ilusão), possibilidades de crescimento (por rico aqui é rico mesmo!! rsrs) e, principalmente, poder e opções de consumo são atrativos que fazem qualquer pessoa pós-moderna ficar maluca.
Mais do que uma cidade que nunca dorme, Londres é o lugar onde tudo é possível. Um tipo de América do século XXI para africanos, asiáticos, latino-americanos e pessoas do leste europeu. Se entrar numa loja e ver produtos eletrônicos de última geração a preços totalmente acessíveis conseguem despertar o meu consumismo interno, eu, que sou e vivi toda a minha vida em um país em desenvolvimento, imagino o impacto para quem vem dos países mais pobres do mundo.
Não apenas consumo material, mas também consumo cultural. É impossível andar de metrô e não se esbarrar em dezenas de cartazes de peças de teatro da mais alta qualidade.
Tudo é bem acessível, mas é tanta coisa que você sempre fica pensando naquilo que precisa consumir no próximo mês. Este potencial inesgotável é que prende as pessoas por aqui. E é necessário muito cuidado para o feitiço não se transformar em música, daquelas que a gente não consegue tirar da cabeça e, assim, dias, meses e anos se passem sem que consiguemos sair de uma vez por todas deste país.
Quando cheguei me deparei com um monte de gente preocupada com trabalho. Já sabia desta vocação dos imigrantes, mas gostaria de saber o porquê.
É claro que trabalho é preocupação geral em qualquer parte do mundo, mas o interessante é pensar porque tanta gente vem de tão longe para arrumar um ganha pão em terras inglesas.
Qualidade de trabalho não é, já que a maioria parte para o emprego de pouca instrução. Salvo raras exceções, este tipo de labuta não é nada agradável.
"Quantidade de dinheiro?" - me questionei incialmente, até notar o tão caro que é para se morar aqui. Transporte e aluguel pode facilmente te levar umas 500 libras por mês. Normalmente o tipo de trabalho que um imigrante faz lhe rende, no máximo, 1.000 ou 1.100 libras mensais (trabalhando de 50 a 60 horas por semana), o que, tirando comida e uma diversão ou outra, sobra-se muito pouco para se guardar. É raro aqueles que não reclamam das contas.
Qualidade de vida. Sim, aqui o transporte funciona e quase não existe crime. Pontos muito positivos, sem dúvida nenhuma. Mas, o que é qualidade de vida para você? Morar em uma casa sozinho, por exemplo? Pode esquecer, só se você conseguir passar para o nível 2 dos empregos londrinos. Além disto, se dê por alguém de sorte se você conseguir ter um quarto individual. Para mim (e um monte de gente que conversei) também pesa ficar longe do nosso país de origem, amigos e família. Então, qualidade de vida é um conjunto de tudo isto e muitas vezes a balança pende para o negativo.
Enfim, por que as pessoas gostam tanto de Londres?
Cheguei a conclusão que Londres é uma cidade que te enfeitiça. Oportunidades a cada esquina (mesmo que a maioria seja ilusão), possibilidades de crescimento (por rico aqui é rico mesmo!! rsrs) e, principalmente, poder e opções de consumo são atrativos que fazem qualquer pessoa pós-moderna ficar maluca.
Mais do que uma cidade que nunca dorme, Londres é o lugar onde tudo é possível. Um tipo de América do século XXI para africanos, asiáticos, latino-americanos e pessoas do leste europeu. Se entrar numa loja e ver produtos eletrônicos de última geração a preços totalmente acessíveis conseguem despertar o meu consumismo interno, eu, que sou e vivi toda a minha vida em um país em desenvolvimento, imagino o impacto para quem vem dos países mais pobres do mundo.
Não apenas consumo material, mas também consumo cultural. É impossível andar de metrô e não se esbarrar em dezenas de cartazes de peças de teatro da mais alta qualidade.
Tudo é bem acessível, mas é tanta coisa que você sempre fica pensando naquilo que precisa consumir no próximo mês. Este potencial inesgotável é que prende as pessoas por aqui. E é necessário muito cuidado para o feitiço não se transformar em música, daquelas que a gente não consegue tirar da cabeça e, assim, dias, meses e anos se passem sem que consiguemos sair de uma vez por todas deste país.
domingo, abril 11, 2010
Londres depois de dois meses
Argh!! Que cidade cara!! Antes de vir morar em Londres veja bem se a relação custo/benefício compensa. Isto não conta para mim, que não vim fazer dinheiro, e sim estudar inglês. Mas para quem pensa em 'enriquecer' por aqui é preciso tomar cuidado, pois guardar dinheiro pode ser uma grande dor de cabeça.
Na verdade nem tudo na cidade é caro, e sim o aluguel e o transporte. Só de pensar que o que gasto por um quarto aqui (na zona 3, não tão perto do centro) eu alugaria um bom apartamento 3 quartos bem localizado em Goiânia. E mais, pagaria aluguel e condominio tranquilamente, e talvez ainda algumas contas, como luz e água.
O transporte é muito bom, mas tem o seu custo. São 25,80 libras por semana para as zonas 1 e 2. Para mim, que moro na zona 3 e quero economizar (já que o passe desta zona é 30,20 libras por semana), eu preciso pegar um ônibus e esperar cerca de 15 minutos até chegar a um metrô zona 2. Lembrando que os ônibus são livres, ou seja, com qualquer bilhete você pode pegar qualquer linha, independente de zonas.
Então por que não andar só de ônibus? Os ônibus daqui são bem melhores do que os da maioria das cidades brasileiras, mas tem um grave problema de velocidade. Londres é uma cidade bem servida de pontos de ônibus, fazendo com que o trâfico não evolua. De 30 em 30 segundos o ônibus para em um ponto. Chega a dar nervoso.
No aspecto positivo, comida, bens de consumo duráveis e não-duráveis e qualquer tipo de bugiganga daquelas que quando a gente bate os olhos não consegue tirar (um celular novo, um relógio, tênis, camisas de futebol, e etc.....) são muito baratos. Assim como diversão (exceto jogos de futebol, que só são baratos se você comprar o season pass, que te dá direito a ver todos os jogos de um time em um ano). Isto tudo com preços bem atrativos, que consegue conquistar até quem não ganha em libra.
Por isto que Londres é o paraíso dos turistas. Qualquer dia que você ande por Piccadily, Leicester ou Trafalgar Squares, Oxford Circus, Westminister ou qualquer outro ponto turístico da cidade é certo que você passára por centenas, ou até milhares deles. Para mim, que pago as contas por aqui, me dá uma pontinha de inveja poder aproveitar isto tudo sem ter que pensar em se manter. Aliás, tenho a ligeira impressão de que os extrangeiros que moram em Londres não aproveitam a cidade. Ou sobrevivem, ou guardam tudo que ganham para mandar ao seu país de origem.
*Em tempo: Hoje foi a primeira vez deste que cheguei aqui que pude sair na rua sem casaco, apenas com a minha camisa polo tradicional. Clima agradável de primavera.
Na verdade nem tudo na cidade é caro, e sim o aluguel e o transporte. Só de pensar que o que gasto por um quarto aqui (na zona 3, não tão perto do centro) eu alugaria um bom apartamento 3 quartos bem localizado em Goiânia. E mais, pagaria aluguel e condominio tranquilamente, e talvez ainda algumas contas, como luz e água.
O transporte é muito bom, mas tem o seu custo. São 25,80 libras por semana para as zonas 1 e 2. Para mim, que moro na zona 3 e quero economizar (já que o passe desta zona é 30,20 libras por semana), eu preciso pegar um ônibus e esperar cerca de 15 minutos até chegar a um metrô zona 2. Lembrando que os ônibus são livres, ou seja, com qualquer bilhete você pode pegar qualquer linha, independente de zonas.
Então por que não andar só de ônibus? Os ônibus daqui são bem melhores do que os da maioria das cidades brasileiras, mas tem um grave problema de velocidade. Londres é uma cidade bem servida de pontos de ônibus, fazendo com que o trâfico não evolua. De 30 em 30 segundos o ônibus para em um ponto. Chega a dar nervoso.
No aspecto positivo, comida, bens de consumo duráveis e não-duráveis e qualquer tipo de bugiganga daquelas que quando a gente bate os olhos não consegue tirar (um celular novo, um relógio, tênis, camisas de futebol, e etc.....) são muito baratos. Assim como diversão (exceto jogos de futebol, que só são baratos se você comprar o season pass, que te dá direito a ver todos os jogos de um time em um ano). Isto tudo com preços bem atrativos, que consegue conquistar até quem não ganha em libra.
Por isto que Londres é o paraíso dos turistas. Qualquer dia que você ande por Piccadily, Leicester ou Trafalgar Squares, Oxford Circus, Westminister ou qualquer outro ponto turístico da cidade é certo que você passára por centenas, ou até milhares deles. Para mim, que pago as contas por aqui, me dá uma pontinha de inveja poder aproveitar isto tudo sem ter que pensar em se manter. Aliás, tenho a ligeira impressão de que os extrangeiros que moram em Londres não aproveitam a cidade. Ou sobrevivem, ou guardam tudo que ganham para mandar ao seu país de origem.
*Em tempo: Hoje foi a primeira vez deste que cheguei aqui que pude sair na rua sem casaco, apenas com a minha camisa polo tradicional. Clima agradável de primavera.
domingo, abril 04, 2010
Páscoa de longe
É Páscoa!! Mas Páscoa longe de casa não tem o mesmo gosto. Por mais que você compre um ovo de chocolate, e faça coisas que lembrem o lar. Páscoa longe da família e amigos tem sabor de um dia comum, por mais que não seja. Acho que estar longe de casa vai contra o conceito de dia comemorativo, rsrs.
Enfim, não esqueçamos o valor da Páscoa. Que Cristo ressucitado possa estar no coração de todos e que o coelho possa pular todos os dias de nossas vidas!!
Feliz Páscoa!!
Enfim, não esqueçamos o valor da Páscoa. Que Cristo ressucitado possa estar no coração de todos e que o coelho possa pular todos os dias de nossas vidas!!
Feliz Páscoa!!
sábado, março 27, 2010
Dúvidas
Não demorou muito para conseguir um emprego aqui em Londres. Quando você procura qualquer coisa normalmente acha na primeira esquina. Foi o que aconteceu. Mas, não obstante as dificuldades do novo desafio, os últimos dias me encheram de dúvidas sobre os caminhos que devo seguir nos próximos meses.
Já não sei mais o que vale a pena e o que não. Ficar sem rumo é o que não dá. Apesar de ter passado dois meses em casa, logo logo completará um ano que estou nesta vida louca, sem ficar raízes de longo prazo em nenhum lugar. Isto cansa e me enche de dúvidas, porque a pergunta: "e aí?", fica no ar. E isto faz me lembrar que na vida não existe caminhos certos ou errados, e sim aquele que a gente constrói.
Já não sei mais o que vale a pena e o que não. Ficar sem rumo é o que não dá. Apesar de ter passado dois meses em casa, logo logo completará um ano que estou nesta vida louca, sem ficar raízes de longo prazo em nenhum lugar. Isto cansa e me enche de dúvidas, porque a pergunta: "e aí?", fica no ar. E isto faz me lembrar que na vida não existe caminhos certos ou errados, e sim aquele que a gente constrói.
quinta-feira, março 18, 2010
Ah, as mudanças!!
Mal comecei fazer alguma coisa de útil, depois de um tempo na vida mansa, e eis que já ganho umas férias. Como assim? A minha escola de inglês para uma semana a cada três meses, e eu comecei o curso bem perto da 'entre safra'. Enfim, acho que o destino quer mesmo que eu descanse (rsrs!!) e vamos fazendo isto, até mesmo porque algo me diz que a correria está para começar.
Mas o que isto tem a ver com mudanças, pergunta o leitor sensato? Nada. As mudanças já vieram, e agora o que tenho que fazer é dar prosseguimento a nova vida que elas proporcionaram. Vendo, lendo e ouvindo, porém, me deparo com vários amigos assustados com mudanças, então achei que o tema vem bem a calhar.
Eu morro de medo de mudar. Taí uma afirmação pra lá de verdadeira. O problema é que eu tenho mais medo ainda de ficar estagnado. Então, de vez enquando, eu preciso fazer algumas mudanças na minha vida. Se elas são certas ou erradas, não consigo saber antes de executá-las. Mesmo porque se soubesse, é claro, pegaria o caminho certo. O que posso fazer é apenas seguir a minha intuição e meu coração.
Por que é tão difícil mudar? Porque mudar é dar a cara a tapa. É desistir de uma rotina onde você conhece o caminho. É abandonar uma vida, ou um estilo de vida, que te conforta, já que você faz tudo no automático, e partir para o desconhecido. É trocar o consolidado pelo incerto, não importa o tipo de mudança.
Então por que mudar? Na grande maioria das vezes é porque aquilo que você faz, o estilo de vida que você leva ou o que você costuma fazer não te alegra mais. Por mais que você tente não há como esconder a vontade interna pela mudança.
É necessário mudar? Não sei, depende da pessoa. Tem pessoas que conseguem se resolver sem mudar. Outras que vivem o resto da vida amargas porque não mudaram. Neste caso, quase sempre, falta coragem. Já que mudar é se expor, é entrar em um túnel escuro, é fazer algo que você não sabe onde vai dar, é não saber o que as pessoas vão falar, é não prever onde você estará daqui há alguns dias, meses ou anos, não são todas as pessoas que conseguem pegar outro caminho.
No meu caso, deixei a confortável vida que levava na casa dos meus pais, empregado, fazendo o que queria, na área em que queria, para uma 'aventura' em outro continente. Dúvidas? Milhares. Medos? Um monte. Riscos? Muitos. Garantias? Nenhuma. Parece até uma loucura colocando as coisas deste modo. Mas, às vezes, você percebe que não será completamente feliz se não fizer uma mudança na sua vida. E quando isto acontece eu prefiro mudar do que envelhecer sem saber como teria sido.
Não é fácil. Você ter que lidar com tudo novo, nova vida, novas atitudes e novas pessoas. Ainda vivendo aterrorizado com que as pessoas vão falar se as coisas não derem certo. Ou o que vão falar se derem certo. No caminho muitas dúvidas e incertezas. Vontade de voltar atrás, algumas vezes.
Uma coisa posso dizer: já ralei muito (e vou ralar ainda mais) devido a minha decisão de mudar de país e de vida. Mas mudar é sempre abrir mão de algo em troca de outra coisa maior. Ou seja, se a gente rala, também há o lado positivo. Este compensa tudo. E se no fim nada der certo, pelo menos vou poder sentar na mesa de um bar com os amigos, sem qualquer tipo de amargura, mas feliz, com um copo de cerveja na mão, e contar diversas vezes a história que as mudanças proporcionaram na minha vida. E, discontraído, pelo menos, vou sempre poder dizer: - eu tentei!
Mas o que isto tem a ver com mudanças, pergunta o leitor sensato? Nada. As mudanças já vieram, e agora o que tenho que fazer é dar prosseguimento a nova vida que elas proporcionaram. Vendo, lendo e ouvindo, porém, me deparo com vários amigos assustados com mudanças, então achei que o tema vem bem a calhar.
Eu morro de medo de mudar. Taí uma afirmação pra lá de verdadeira. O problema é que eu tenho mais medo ainda de ficar estagnado. Então, de vez enquando, eu preciso fazer algumas mudanças na minha vida. Se elas são certas ou erradas, não consigo saber antes de executá-las. Mesmo porque se soubesse, é claro, pegaria o caminho certo. O que posso fazer é apenas seguir a minha intuição e meu coração.
Por que é tão difícil mudar? Porque mudar é dar a cara a tapa. É desistir de uma rotina onde você conhece o caminho. É abandonar uma vida, ou um estilo de vida, que te conforta, já que você faz tudo no automático, e partir para o desconhecido. É trocar o consolidado pelo incerto, não importa o tipo de mudança.
Então por que mudar? Na grande maioria das vezes é porque aquilo que você faz, o estilo de vida que você leva ou o que você costuma fazer não te alegra mais. Por mais que você tente não há como esconder a vontade interna pela mudança.
É necessário mudar? Não sei, depende da pessoa. Tem pessoas que conseguem se resolver sem mudar. Outras que vivem o resto da vida amargas porque não mudaram. Neste caso, quase sempre, falta coragem. Já que mudar é se expor, é entrar em um túnel escuro, é fazer algo que você não sabe onde vai dar, é não saber o que as pessoas vão falar, é não prever onde você estará daqui há alguns dias, meses ou anos, não são todas as pessoas que conseguem pegar outro caminho.
No meu caso, deixei a confortável vida que levava na casa dos meus pais, empregado, fazendo o que queria, na área em que queria, para uma 'aventura' em outro continente. Dúvidas? Milhares. Medos? Um monte. Riscos? Muitos. Garantias? Nenhuma. Parece até uma loucura colocando as coisas deste modo. Mas, às vezes, você percebe que não será completamente feliz se não fizer uma mudança na sua vida. E quando isto acontece eu prefiro mudar do que envelhecer sem saber como teria sido.
Não é fácil. Você ter que lidar com tudo novo, nova vida, novas atitudes e novas pessoas. Ainda vivendo aterrorizado com que as pessoas vão falar se as coisas não derem certo. Ou o que vão falar se derem certo. No caminho muitas dúvidas e incertezas. Vontade de voltar atrás, algumas vezes.
Uma coisa posso dizer: já ralei muito (e vou ralar ainda mais) devido a minha decisão de mudar de país e de vida. Mas mudar é sempre abrir mão de algo em troca de outra coisa maior. Ou seja, se a gente rala, também há o lado positivo. Este compensa tudo. E se no fim nada der certo, pelo menos vou poder sentar na mesa de um bar com os amigos, sem qualquer tipo de amargura, mas feliz, com um copo de cerveja na mão, e contar diversas vezes a história que as mudanças proporcionaram na minha vida. E, discontraído, pelo menos, vou sempre poder dizer: - eu tentei!
sexta-feira, março 12, 2010
Londres depois de um mês
É noite. Madrugrada para falar a verdade. Acabei de comer um congelado comprado por uma libra (cerca de 3 reais) no supermercado. Estou no meu quarto sozinho, dando un rolé básico pela internet. Lá fora, pela janela, tudo está escuro, o céu cor-de-rosa, carregado. As árvores estão sem folhas, tipico de final de inverno aqui no hemisfério norte.
Enfim, esta é minha situação atual, um mês depois de desembarcar em Londres. Confesso que a vida está até muito mais tranquila do que achei que seria. Como aqui é um centro onde as pessoas chegam buscando muito trabalho, parece que todos levam uma rotina agitada. Não é verdade.
O centro da cidade é agitado, como de qualquer metropole. Os bairros, porém, são muito tranquilos, dando a impressão, às vezes, de estarmos em uma cidade no interior de Goiás.
O melhor de morar em Londres é justamente isto. Ter tudo ao nosso alcance, sem a loucura dos grandes centros brasileiros. Aqui tem uma igualdade social muito maior, emprego para todos (e para todos os níveis de escolaridade), muita opção turistica e cultural, várias possibilidades de instrução. As pessoas não vivem inseguras como no Brasil (só, as vezes, em relação ao terrorismo), já que a violência aqui é mínima. Ou seja, um lugar muito bom para morar.
O tranporte público é excelente. É até engraçado, porque hoje o meu professor de inglês, que é londrino, falou na sala de aula que o transporte aqui era muito bom. Achei estranho. Fui procurar nas minhas memórias e percebi que nunca tinha ouvido ninguém falar que o transporte da sua cidade era bom. Pois é. Coisa de brasileiro.
São só algumas primeiras impressões. Veremos quais delas se consolidarão ao longo do tempo, e quais eu terei que mudar nos próximos meses.
Enfim, esta é minha situação atual, um mês depois de desembarcar em Londres. Confesso que a vida está até muito mais tranquila do que achei que seria. Como aqui é um centro onde as pessoas chegam buscando muito trabalho, parece que todos levam uma rotina agitada. Não é verdade.
O centro da cidade é agitado, como de qualquer metropole. Os bairros, porém, são muito tranquilos, dando a impressão, às vezes, de estarmos em uma cidade no interior de Goiás.
O melhor de morar em Londres é justamente isto. Ter tudo ao nosso alcance, sem a loucura dos grandes centros brasileiros. Aqui tem uma igualdade social muito maior, emprego para todos (e para todos os níveis de escolaridade), muita opção turistica e cultural, várias possibilidades de instrução. As pessoas não vivem inseguras como no Brasil (só, as vezes, em relação ao terrorismo), já que a violência aqui é mínima. Ou seja, um lugar muito bom para morar.
O tranporte público é excelente. É até engraçado, porque hoje o meu professor de inglês, que é londrino, falou na sala de aula que o transporte aqui era muito bom. Achei estranho. Fui procurar nas minhas memórias e percebi que nunca tinha ouvido ninguém falar que o transporte da sua cidade era bom. Pois é. Coisa de brasileiro.
São só algumas primeiras impressões. Veremos quais delas se consolidarão ao longo do tempo, e quais eu terei que mudar nos próximos meses.
domingo, janeiro 31, 2010
O que fazia há.....
A vida moderna nos priva de muitas coisas importantes. Uma das principais, ao meu ver, é a reflexão. A gente vive, vive e vive, quase sempre ligado no automático, e esquece de pensar o que viveu. Seja por avaliação, recordação, nostalgia, exemplos ou qualquer outra coisa, recordar o próprio passado é necessário. Então, convido a todos fazer o 'joguinho' abaixo para refletir um pouco sobre a própria vida. É bom para saber se está progredindo ou permanece estagnado. Na pior das hipóteses, ajuda a avivar a memória.
O que fazia há.....
..... 1 semana - 24 de janeiro de 2010
Descansava depois de uma maratona de provas de admissão do Instituto Rio Branco. Pescoço e costas doloridas.
..... 1 mês - 31 de dezembro de 2009
Comemorava a chegada do ano novo, juntamente com meus pais, irmão e amigos.
..... 6 meses - 31 de julho de 2009
Derretia no calor insuportável do verão toscano. Esperava a minha não-renuncia para o reconhecimento da cidadania italiana.
..... 1 ano - 31 de janeiro de 2009
Trabalhava no meu posto de repórter e planejava a minha ida à Italia. Preparava para assumir a coluna de política do jornal, nas férias do meu antigo editor.
..... 2 anos e meio - 31 de julho de 2007
Tinha acabado de voltar de férias do Peru e da Bolívia, e planejava a minha vida futura. No trabalho, estava mergulhado no paradão 'entre-eleições', e esperava pelas sucessões municipais.
..... 5 anos - 31 de janeiro de 2005
Continuava firme e forte na Rádio Universitária, trabalhando nos programas 'Banquete Esportivo' e 'Doutores da Bola'. Era monitor do primeiro e me preparava para assumir a monitoria do segundo. Na espera do início do meu último ano letivo no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG).
E aí, topas a fazer um igual?
O que fazia há.....
..... 1 semana - 24 de janeiro de 2010
Descansava depois de uma maratona de provas de admissão do Instituto Rio Branco. Pescoço e costas doloridas.
..... 1 mês - 31 de dezembro de 2009
Comemorava a chegada do ano novo, juntamente com meus pais, irmão e amigos.
..... 6 meses - 31 de julho de 2009
Derretia no calor insuportável do verão toscano. Esperava a minha não-renuncia para o reconhecimento da cidadania italiana.
..... 1 ano - 31 de janeiro de 2009
Trabalhava no meu posto de repórter e planejava a minha ida à Italia. Preparava para assumir a coluna de política do jornal, nas férias do meu antigo editor.
..... 2 anos e meio - 31 de julho de 2007
Tinha acabado de voltar de férias do Peru e da Bolívia, e planejava a minha vida futura. No trabalho, estava mergulhado no paradão 'entre-eleições', e esperava pelas sucessões municipais.
..... 5 anos - 31 de janeiro de 2005
Continuava firme e forte na Rádio Universitária, trabalhando nos programas 'Banquete Esportivo' e 'Doutores da Bola'. Era monitor do primeiro e me preparava para assumir a monitoria do segundo. Na espera do início do meu último ano letivo no curso de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG).
E aí, topas a fazer um igual?
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Tudo é História!
É tão interessante notar o que pessoas tão perto de nós pensam sobre a nossa história. Uma epidemia de quizzes de início de ano no Facebook mostrou que mesmo duas pessoas que se conhecem profundamente podem não conhecer a história uma da outra.
Como história é fascinante! Tanto que comecei a fazer este curso de graduação em 2002 na UEG, em Anápolis, e, depois de um mês, desisti, logo depois de ser aprovado em Jornalismo na UFG, em Goiânia. Pensei que todos soubessem deste meu estágio em terras anapolinas, mas tive uma surpresa quando alguns arriscaram Direito e Relações Internacionais.
E como eu desejei ter feito Relações Internacionais neste último final de semana. Sentando durante seis horas na sede das Faculdades Alfa, tentei fazer o meu melhor na prova do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), do Instituto Rio Branco. O mais difícil para mim foi Direito e Noções de Economia, matérias que eu nunca estudei na vida. Esta última eu deixei quase tudo em branco. Arrisquei só três itens. Não deveria.
O que eu realmente lamentei foi a prova de História. Logo na minha melhor disciplina, os eleboradores foram impiedosos. Foram cobrados assuntos muito específicos, que exige muito mais do que um bom domínio da história geral. Você sabe quem tinha maior população durante a Revolução Industrial, se a Inglaterra ou França? Que a revolução francesa levou à conscrição maciça de homens solteiros entre 18 e 25 anos? Pois é, são alguns exemplos.
O mais estranho é que tudo isto me motiva a estudar cada vez mais, até ficar sabendo de todos estes detalhes. Tenho descoberto muita coisa interessante na História. E pretendo descobrir cada vez mais.
Como história é fascinante! Tanto que comecei a fazer este curso de graduação em 2002 na UEG, em Anápolis, e, depois de um mês, desisti, logo depois de ser aprovado em Jornalismo na UFG, em Goiânia. Pensei que todos soubessem deste meu estágio em terras anapolinas, mas tive uma surpresa quando alguns arriscaram Direito e Relações Internacionais.
E como eu desejei ter feito Relações Internacionais neste último final de semana. Sentando durante seis horas na sede das Faculdades Alfa, tentei fazer o meu melhor na prova do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), do Instituto Rio Branco. O mais difícil para mim foi Direito e Noções de Economia, matérias que eu nunca estudei na vida. Esta última eu deixei quase tudo em branco. Arrisquei só três itens. Não deveria.
O que eu realmente lamentei foi a prova de História. Logo na minha melhor disciplina, os eleboradores foram impiedosos. Foram cobrados assuntos muito específicos, que exige muito mais do que um bom domínio da história geral. Você sabe quem tinha maior população durante a Revolução Industrial, se a Inglaterra ou França? Que a revolução francesa levou à conscrição maciça de homens solteiros entre 18 e 25 anos? Pois é, são alguns exemplos.
O mais estranho é que tudo isto me motiva a estudar cada vez mais, até ficar sabendo de todos estes detalhes. Tenho descoberto muita coisa interessante na História. E pretendo descobrir cada vez mais.
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Até o próximo ano!!
É difícil fazer uma retrospectiva do ano inteiro, já que 365 dias é muito tempo para relembrar todas as coisas boas e ruins que passamos. O que sei é que chego hoje, no último dia do ano, com as minhas três principais metas concluídas: o reconhecimento da minha cidadania italiana, ter conhecido pelo menos uma parte da Europa e estudado um pouco por lá, isto tudo com muita saúde, paz e felicidade, com a graça de DEUS!!
Sem contar nas dezenas de pessoas maravilhosas que cruzaram o meu caminho neste ano, e, novamente, agradeço aos céus por isto. Quando se está sozinho achar amigos sinceros é maravilhoso.
O ano que vem quero, acima de tudo, estes três itens (saúde, paz e felicidade). No mais, penso fazer de 2010 um ano de estudo. E trabalho (isto se eu não ganhar na mega-sena daqui a pouco, rsrs), porque, infelizmente, as minhas reservas ($$$) estão no fim. Mas o mais importante será terminar o ano com uma carga de conhecimento bem maior do que entrei, já que precisarei disto para meus objetivos a partir de 2011.
Sendo assim, seguem algumas metas:
- Ficar fluente no inglês;
- Conseguir uma boa nota no exame do IELTS;
- Conhecer mais alguns lugares novos da Europa e/ou do Brasil;
- Dar pelo menos uma passadinha na Itália, afinal sou italiano (e preciso exercer a minha cidadania em cidades como Veneza e Roma, rsrs);
- Ler, pelo menos, um livro por mês;
- Assistir de 12 a 18 filmes no cinema (parece uma meta pequena, mas para o ano que estou programando será um desafio);
- Não deixar o meu italiano enferrujar;
- Fazer novas amizades tão boas como as que eu fiz este ano;
- Manter viva as antigas amizades;
- Assistir o maior número possível de partidas da Copa do Mundo;
- Escrever mais de 51 posts aqui no blog, já que esta foi a marca alcançada neste ano;
Tá bom, né?? Vamos fazer o balanço daqui um ano.
Para você, leitor deste espaço, muito obrigado por me aguentar estes 365 dias e espero ver todos novamente por aqui nos próximos 365.
Feliz Ano Novo a todos!! Um grande abraço!!
Sem contar nas dezenas de pessoas maravilhosas que cruzaram o meu caminho neste ano, e, novamente, agradeço aos céus por isto. Quando se está sozinho achar amigos sinceros é maravilhoso.
O ano que vem quero, acima de tudo, estes três itens (saúde, paz e felicidade). No mais, penso fazer de 2010 um ano de estudo. E trabalho (isto se eu não ganhar na mega-sena daqui a pouco, rsrs), porque, infelizmente, as minhas reservas ($$$) estão no fim. Mas o mais importante será terminar o ano com uma carga de conhecimento bem maior do que entrei, já que precisarei disto para meus objetivos a partir de 2011.
Sendo assim, seguem algumas metas:
- Ficar fluente no inglês;
- Conseguir uma boa nota no exame do IELTS;
- Conhecer mais alguns lugares novos da Europa e/ou do Brasil;
- Dar pelo menos uma passadinha na Itália, afinal sou italiano (e preciso exercer a minha cidadania em cidades como Veneza e Roma, rsrs);
- Ler, pelo menos, um livro por mês;
- Assistir de 12 a 18 filmes no cinema (parece uma meta pequena, mas para o ano que estou programando será um desafio);
- Não deixar o meu italiano enferrujar;
- Fazer novas amizades tão boas como as que eu fiz este ano;
- Manter viva as antigas amizades;
- Assistir o maior número possível de partidas da Copa do Mundo;
- Escrever mais de 51 posts aqui no blog, já que esta foi a marca alcançada neste ano;
Tá bom, né?? Vamos fazer o balanço daqui um ano.
Para você, leitor deste espaço, muito obrigado por me aguentar estes 365 dias e espero ver todos novamente por aqui nos próximos 365.
Feliz Ano Novo a todos!! Um grande abraço!!
sexta-feira, dezembro 18, 2009
Allora??
Depois de dois posts futebolísticos, só me vem a mente uma palavra: "Allora??". Do italiano, significa "Então??", e abre uma janela no diálogo para que haja uma conclusão, explicação ou decisão, do falante ou por parte do interlocutor.
Faz pouco mais de duas semanas que estou novamente no calor de Goiânia. E haja calor!! Depois de quase seis meses na Europa me vem em mente o constante e, muitas vezes, irritante "Allora??".
Já tenho um plano pré-formulado para o ano que vem, vamos ver como as coisas acontecem até fevereiro, já que fico aqui no Brasil pelo menos até o início deste mês. Até lá, que coisa fazer?? Allora??
Tenho descansado muito e estudado um pouco. Não quero perder o pouco de italiano que aprendi nestes últimos meses e, pensando nisto, comprei alguns livros e uma gramática ainda em Perugia. Estou trabalhando com eles. Já tomei a decisão de que 2010, seja como for, será um ano de estudos. Só espero que as necessidades financeiras e laborais não me desanimem.
Mas o "Allora??" que mais me preocupa é em relação ao futuro profissional. Não só a mim, pelo que percebo conversando com as pessoas ao meu redor. Hora de ativar um antigo projeto que está no fundo do baú? Talvez. Mais um motivo para mim voltar com tudo para os estudos.
Por tudo isto, não vou esperar 2010 chegar para começar a por em prática as resoluções de ano novo. Voltei com as relações de livros lidos e filmes assistidos no lado direito deste blog. Estes indicadores podem parecer uma vaidade do titular de um espaço como este, mas ajuda muito na auto cobrança. É tão triste chegar em agosto, por exemplo, e ver que só tem dois livros na lista.
Ainda tem muita coisa que quero escrever sobre 2009. A começar por alguns rankings que já prometi há um tempão. Allora?? Então, neste blog 2010 já chegou, mas 2009 ainda não acabou.
Faz pouco mais de duas semanas que estou novamente no calor de Goiânia. E haja calor!! Depois de quase seis meses na Europa me vem em mente o constante e, muitas vezes, irritante "Allora??".
Já tenho um plano pré-formulado para o ano que vem, vamos ver como as coisas acontecem até fevereiro, já que fico aqui no Brasil pelo menos até o início deste mês. Até lá, que coisa fazer?? Allora??
Tenho descansado muito e estudado um pouco. Não quero perder o pouco de italiano que aprendi nestes últimos meses e, pensando nisto, comprei alguns livros e uma gramática ainda em Perugia. Estou trabalhando com eles. Já tomei a decisão de que 2010, seja como for, será um ano de estudos. Só espero que as necessidades financeiras e laborais não me desanimem.
Mas o "Allora??" que mais me preocupa é em relação ao futuro profissional. Não só a mim, pelo que percebo conversando com as pessoas ao meu redor. Hora de ativar um antigo projeto que está no fundo do baú? Talvez. Mais um motivo para mim voltar com tudo para os estudos.
Por tudo isto, não vou esperar 2010 chegar para começar a por em prática as resoluções de ano novo. Voltei com as relações de livros lidos e filmes assistidos no lado direito deste blog. Estes indicadores podem parecer uma vaidade do titular de um espaço como este, mas ajuda muito na auto cobrança. É tão triste chegar em agosto, por exemplo, e ver que só tem dois livros na lista.
Ainda tem muita coisa que quero escrever sobre 2009. A começar por alguns rankings que já prometi há um tempão. Allora?? Então, neste blog 2010 já chegou, mas 2009 ainda não acabou.
sexta-feira, agosto 07, 2009
As regras do jogo
Eu sei que já comparei a minha saga pelo reconhecimento da cidadania italiana com o Big Brother, mas a cada dia que passa as semelhanças são tantas que é inevitável voltar ao assunto. As vezes me deito na cama e fico olhando para o alto, a procura das camaras. Não é possível que ninguém esteja assistindo isto. Que desperdício, rs.
Mesmo podendo sair de casa, ver novas pessoas e entrar em novas aventuras, a situação do jogo atual não nos poupa da rotina de não ter nada de produtivo para fazer. Há praga pior para o cérebro do que isto? As vezes acordo angustiado e o sentimento só vai passando com o desenrolar do dia. É, a pior espera é aquela que voce não sabe quando vai terminar.
Menos mal que há toda uma política de relacionamento entre os participantes deste jogo, o que não o deixa tanto monótono. Os sentimentos, porém, muitas vezes, parecem mergulhados em um bojo de liquidificador, pronto para bater. Pode ir do insuportável ao maravilhoso em poucos minutos.
O jogo, enfim, é assim. As regras são estas, o caminho é este. Quando mais chego perto do final, mais ele espicha. É como um labirinto, que voce não sabe quando conseguirá sair. A palavra por aqui é controlar os sentimentos e torcer para que o tempo passe rápido. Espero que consiga atingir a linha de chegada antes que o liquidificador estrague e a massa vaze sobre a pia e respingue no chão.
PS: A série Roma ainda terá outros capítulos por vir. Este post foi só um intervalo.
Mesmo podendo sair de casa, ver novas pessoas e entrar em novas aventuras, a situação do jogo atual não nos poupa da rotina de não ter nada de produtivo para fazer. Há praga pior para o cérebro do que isto? As vezes acordo angustiado e o sentimento só vai passando com o desenrolar do dia. É, a pior espera é aquela que voce não sabe quando vai terminar.
Menos mal que há toda uma política de relacionamento entre os participantes deste jogo, o que não o deixa tanto monótono. Os sentimentos, porém, muitas vezes, parecem mergulhados em um bojo de liquidificador, pronto para bater. Pode ir do insuportável ao maravilhoso em poucos minutos.
O jogo, enfim, é assim. As regras são estas, o caminho é este. Quando mais chego perto do final, mais ele espicha. É como um labirinto, que voce não sabe quando conseguirá sair. A palavra por aqui é controlar os sentimentos e torcer para que o tempo passe rápido. Espero que consiga atingir a linha de chegada antes que o liquidificador estrague e a massa vaze sobre a pia e respingue no chão.
PS: A série Roma ainda terá outros capítulos por vir. Este post foi só um intervalo.
sábado, julho 04, 2009
Big Brother..... Itália
Sempre tive uma opinião pouco republicana sobre o Big Brother, programa criado na Holanda e comercializado em todo o mundo pela Endemol. Enquanto vários ‘diplomados’ e politicamente corretos não se cansam de pichar o reality-show, eu vou na contra-mão e consigo enxergar aspectos interessantes.
Você deve estar pensando que falo das bundas estrategicamente bem focadas, ou do prêmio de R$1 milhão, bolada levada pelo último vencedor da versão brasileira. Não. É claro que as ‘traseiras’ das participantes são desejadas, assim como o dinheiro me viria bem a calhar, mas me refiro a algo mais profundo.
A convivência diária e intensiva com pessoas, até então, desconhecidas, e a necessidade da criação de toda uma política de interação e sobrevivência, sempre me cativou. Não escondo que tenho um lado de interesses psicológicos intensos e que uma experiência deste tipo é desejada.
Ainda não fui selecionado para o Big Brother Brasil, Itália, Argentina ou Fim-do-Mundo, mas ando tendo uma experiência interessante aqui no velho continente. Já que não conhecia pessoalmente nenhuma das pessoas das quais estou compartilhando o mesmo espaço, sinto-me no meio de um jogo como o da TV.
Para deixar a coisa ainda mais ‘realista’, há cerca de 15 dias estou meio que confinado em casa, à espera do vigile (tipo de um policial municipal) para a confirmação da minha residência. Não posso sair nos dias úteis, no horário comercial. Quando o relógio chega às 18:30 me sinto como se tivesse terminado o ‘castigo’ do dia.
Por enquanto não tenho enlouquecido. Principalmente porque as pessoas aqui ‘da casa’ são muito gente boa e eu já vim preparado psicologicamente para toda esta situação. Sinto que esta é a primeira, mas não será a última vez que passarei por uma situação deste tipo. Tomara, já que são ocasiões ricas e de aprendizagem. Talvez, sei lá, no futuro, esta experiência possa ser realmente rica, literalmente, rsrs.
Você deve estar pensando que falo das bundas estrategicamente bem focadas, ou do prêmio de R$1 milhão, bolada levada pelo último vencedor da versão brasileira. Não. É claro que as ‘traseiras’ das participantes são desejadas, assim como o dinheiro me viria bem a calhar, mas me refiro a algo mais profundo.
A convivência diária e intensiva com pessoas, até então, desconhecidas, e a necessidade da criação de toda uma política de interação e sobrevivência, sempre me cativou. Não escondo que tenho um lado de interesses psicológicos intensos e que uma experiência deste tipo é desejada.
Ainda não fui selecionado para o Big Brother Brasil, Itália, Argentina ou Fim-do-Mundo, mas ando tendo uma experiência interessante aqui no velho continente. Já que não conhecia pessoalmente nenhuma das pessoas das quais estou compartilhando o mesmo espaço, sinto-me no meio de um jogo como o da TV.
Para deixar a coisa ainda mais ‘realista’, há cerca de 15 dias estou meio que confinado em casa, à espera do vigile (tipo de um policial municipal) para a confirmação da minha residência. Não posso sair nos dias úteis, no horário comercial. Quando o relógio chega às 18:30 me sinto como se tivesse terminado o ‘castigo’ do dia.
Por enquanto não tenho enlouquecido. Principalmente porque as pessoas aqui ‘da casa’ são muito gente boa e eu já vim preparado psicologicamente para toda esta situação. Sinto que esta é a primeira, mas não será a última vez que passarei por uma situação deste tipo. Tomara, já que são ocasiões ricas e de aprendizagem. Talvez, sei lá, no futuro, esta experiência possa ser realmente rica, literalmente, rsrs.
quinta-feira, abril 09, 2009
Sobre coelhos e pulos
A Páscoa representa muito mais que chocolates e folga. Para nós, cristãos, é a comemoração da ressurreição de Cristo. Ou melhor, morte e renascimento. Em outras palavras, mudança. Neste feriado é interessante fazer intensa reflexão na nossa vida para descobrir o que pode ser mantido e o que deve ser mudado.O coelho representa a Páscoa por ser um animal extremamente fértil, que se reproduz em quantidade. Mas há também os pulos. Nada muda em nossa vida se não dermos alguns pulos de vez em quando. É claro, um pulo deve ser muito bem planejado e realizado aos poucos (ou talvez em várias etapas, vários pulinhos). Para pulos grandes temos os gatos. Mesmo os felinos, porém, planejam muito bem antes de saltar.
É interessante observar o passado. Este foi um dos motivos que criei este blog. Estacionar em alguns momentos e ler os posts anteriores serve como um aprendizado próprio. Um livro de nós mesmo, que, de tempos em tempos, fica inédito. Isto porque é inevitável esquecer aquilo que pensávamos, aquilo que éramos. Da leitura de nós mesmos, tiramos várias lições.
Hoje andei relendo alguns posts do passado e percebi o tanto que eu mudei. Ou melhor, o mundo mudou, as pessoas a minha volta mudaram. Daqui a alguns dias, 22 de abril, meu blog fará quatro anos. Em altos e baixos, com crises de identidade, escravos da rotina, ou levemente esquecidos, eu e ele vivemos e aprendemos muito nos últimos anos. É uma prova maior que o mundo gira, as épocas passam e se o coelho não pula há risco de ficarmos presos em um mundo que não é mais nosso.
Boa Páscoa a todos,
Que Cristo ressuscitado possa estar em nossos corações, sempre!
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Carnaval = Descanso
Não. Eu nunca fui a favor desta premissa. Carnaval é uma manifestação cultural que tem destaque internacional no sudeste (principalmente São Paulo e Rio de Janeiro) e no nordeste (Bahia e Pernambuco, os mais badalados). Em outros lugares, carnaval não passa de replica dos tradicionais, e a data nada mais é do que um feriado qualquer.
Como um bom goiano eu nunca liguei para carnaval. Para mim, sempre foi muito mais uma oportunidade de descanso, do que qualquer outra coisa. Foi o que fiz este ano. Sem recursos para uma viagem rápida, fiquei em casa matando a saudades da minha cama. Diferente do ano passado, quando a convite do meu amigo Hebert (Baiano), fui ao oeste baiano conferir o carnaval de Barreiras, com meu amigo Rodrigo. É de se impressionar o gosto dos baianos pelo carnaval. E olha que nem fui a Salvador!
(Como para mim carnaval é muito mais descanso, na foto Hebert (E), eu e Rodrigo (D) no agradável e calmo Rio de Ondas, em Barreiras)
sexta-feira, novembro 28, 2008
Bobeou.... Passou!!
Férias é uma m..... droga!! Chega a aposentadoria, mas não chega o dia de levantar as pernas para cima. Quando começa, passa voando: piscou, dançou..... acabou!! Mas uma coisa que eu aprendi com a vida é que férias só tem gosto bom quando é precedida de uma boa jornada de trabalho. E olha que a minha foi grande, rs.
Encerro o período de descanso com a certeza de que valeu a pena. E como valeu. Não registrei quase nada aqui porque tenho uma filosofia: férias são férias, não dá para se preocupar em atualizar blog. Tenho, porém, vários projetos de futuras viagens, que não terão caráter de férias, e que terei o maior prazer em fazer relatos periódicos. Aliás, não sou especialista em Jornalismo Literário, como muito dos meus amigos, mas narrativas de viagens me fascinam muito.
Deixe-me ir. Vou trocar, agora, de dor nas costas: de ficar deitado pela de sentar na cadeira de um boteco, beber e papear.
Encerro o período de descanso com a certeza de que valeu a pena. E como valeu. Não registrei quase nada aqui porque tenho uma filosofia: férias são férias, não dá para se preocupar em atualizar blog. Tenho, porém, vários projetos de futuras viagens, que não terão caráter de férias, e que terei o maior prazer em fazer relatos periódicos. Aliás, não sou especialista em Jornalismo Literário, como muito dos meus amigos, mas narrativas de viagens me fascinam muito.
Deixe-me ir. Vou trocar, agora, de dor nas costas: de ficar deitado pela de sentar na cadeira de um boteco, beber e papear.
quarta-feira, novembro 05, 2008
Particularidades
Bonito (MS) - Há alguma coisa neste Estado que me fascina. Algo que não encontro em Goiânia, ou em outra parte de Goiás. Acredito que seja, na verdade, um conjunto de fatores que se juntam e criam parte da cultura daqui.
Eu nasci e morei a maior parte da minha vida na capital do meu Estado, mas semprei me senti atraído por culturas externas. A proximidade que esta cidade tem de outros países é algo que me deixa impressionado. Seja na Bolívia, onde a linha de fronteira política também é cultural - um passo dentro do país vizinho e tudo muda - seja no Paraguai, onde você começa a conversar com as pessoas em portunhol e, quase sempre, testemunha comentários paralelos em Guarany, a língua indígena local.
O turismo internacionalmente conhecido de Bonito e do Pantanal também atrai muitas pessoas de fora. Estes são majoritariamente gringos (estadunidenses, europeus ou asiáticos). É só chegar em Campo Grande que você começa a ouvir pessoas de todos os lados tentando se comunicar em gringoglês (mistura de inglês e português). Estes, quase sempre, embarcam em um ônibus com destino a Corumbá.
Aqui também tem uma cultura rural muito maior que em Goiás. Olha que eu imaginei que isto não fosse possível. Enquanto a 'modernidade' já adentrou bastante nas terras goianas, por aqui as coisas ainda são muito ligadas a terra. Parece o meu Estado há algumas décadas.
Ah, sim, nem preciso falar que tudo aqui é longe. As principais cidades do Estado (Dourados, Campo Grande e Corumbá) ficam a 300km. Ou seja, em um raio de 300km não tem nada. Percorrer mais de 100km sem nenhuma cidade ou vila também é super comum por aqui. Costumo dizer que 40km de Goiás equivale a 120km de MS.
Eu nasci e morei a maior parte da minha vida na capital do meu Estado, mas semprei me senti atraído por culturas externas. A proximidade que esta cidade tem de outros países é algo que me deixa impressionado. Seja na Bolívia, onde a linha de fronteira política também é cultural - um passo dentro do país vizinho e tudo muda - seja no Paraguai, onde você começa a conversar com as pessoas em portunhol e, quase sempre, testemunha comentários paralelos em Guarany, a língua indígena local.
O turismo internacionalmente conhecido de Bonito e do Pantanal também atrai muitas pessoas de fora. Estes são majoritariamente gringos (estadunidenses, europeus ou asiáticos). É só chegar em Campo Grande que você começa a ouvir pessoas de todos os lados tentando se comunicar em gringoglês (mistura de inglês e português). Estes, quase sempre, embarcam em um ônibus com destino a Corumbá.
Aqui também tem uma cultura rural muito maior que em Goiás. Olha que eu imaginei que isto não fosse possível. Enquanto a 'modernidade' já adentrou bastante nas terras goianas, por aqui as coisas ainda são muito ligadas a terra. Parece o meu Estado há algumas décadas.
Ah, sim, nem preciso falar que tudo aqui é longe. As principais cidades do Estado (Dourados, Campo Grande e Corumbá) ficam a 300km. Ou seja, em um raio de 300km não tem nada. Percorrer mais de 100km sem nenhuma cidade ou vila também é super comum por aqui. Costumo dizer que 40km de Goiás equivale a 120km de MS.
terça-feira, outubro 14, 2008
Antes e depois
Vou evitar inícios como: "Olha só, quanto tempo não posto aqui!". Na verdade a demora para escrever alguma coisa é bem planejada. Não tenho feito nada demais que mereça tal registro. Pensando bem, porém, qualquer coisa pode ser muito bem narrada e esmiuçada, por mais que seja um ato pequeno. Quer saber de uma coisa, deixa eu parar de filosofar que assim não vai dar certo.
As eleições já se passaram, e que venha 2010. Esta é a lógica do meu trabalho. Nada como ser jornalista político que vive na sombra dos pleitos eleitorais. Aliás, me faltam sinôminos para 'eleições'. Nos textos que escrevo, fico alternando entre eleições, pleito eleitoral, processo político e assim vai, para ver se consigo dar uma enganada. Mas no fim é tudo a mesma coisa, mesmo.
Como o tempo passa!! Parece mentira que outro dia eu estava me auto-flagelando porque faltavam longos seis meses para as minhas férias. Há três semanas do meu merecido descanso, não sei mais o que pensar. Espero que no meu período de ócio-criativo posso chegar às respostas que necessito. Se é que necessito de alguma. Enfim, que, no mínimo, possa dar uma boa descansada.
As eleições já se passaram, e que venha 2010. Esta é a lógica do meu trabalho. Nada como ser jornalista político que vive na sombra dos pleitos eleitorais. Aliás, me faltam sinôminos para 'eleições'. Nos textos que escrevo, fico alternando entre eleições, pleito eleitoral, processo político e assim vai, para ver se consigo dar uma enganada. Mas no fim é tudo a mesma coisa, mesmo.
Como o tempo passa!! Parece mentira que outro dia eu estava me auto-flagelando porque faltavam longos seis meses para as minhas férias. Há três semanas do meu merecido descanso, não sei mais o que pensar. Espero que no meu período de ócio-criativo posso chegar às respostas que necessito. Se é que necessito de alguma. Enfim, que, no mínimo, possa dar uma boa descansada.
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