O que falar de Barcelona? Ela é tudo que eu pensava que Bruxelas seria, e vice-e-versa. O que significa isto? Pelo seu tamanho e centro importante da Espanha, achei que a cidade fosse um caos, como quase a totalidade das grandes cidades. Errei feio.
Já Bruxelas pensava ao contrário. Um centro pequeno, de um país minúsculo, reconhecido por sua organização. Tinha esperanças de encontrar uma cidade calma, limpa, bonita, segura e tranqüila. Errei feio.
Meu objetivo, porém, não é comparar duas cidades tão diferentes. Deixarei Bruxelas para um outro post, já explicando porque fiz tanta questão de visitá-la.
Acho que posso resumir Barcelona pela minha chegada. Como já escrevi aqui, meu avião atrasou cinco horas em Treviso e eu cheguei de madrugada a Girona, onde pousam os vôos da Ryanair.
Fui todo o trajeto imaginando como chegaria ao meu albergue, longe do centro da cidade. Tinha três desafios a minha frente. Primeiro, haver ônibus de Girona a Barcelona. Depois, conseguir um transporte público para chegar ao albergue. Por último, o albergue ainda estar aberto, aceitando check-in.
Não me preocupava muito com o primeiro. Como estes transfers do aeroporto para a cidade são orientados pelos horários dos vôos, tinha fé que teria lá um ônibus à espera. E assim foi.
Depois de uma hora e meia de estrada, cheguei a Estação Norte de Barcelona, onde enfrentaria a pior situação: procurar um ônibus para o meu albergue, no meio da madrugada e numa cidade grande e desconhecida.
Na saída já comecei procurar um bom lugar para dormir, ali mesmo no chão da estação, quando me chamou a atenção algumas pessoas que entravam no túnel do metrô. Pensei: “O que estará havendo, já que certamente o metrô está fechado”? É claro, fui atrás.
Que surpresa ao me deparar com a estação aberta e meia dúzia de pessoas comprando bilhetes. Ainda estava incrédulo, mas também fui lá comprar. Passei a catraca e só acreditei que pegaria um metrô as DUAS da manhã quando o trem parou de frente a mim e abriu a porta.
Era sábado, talvez isto explique o horário tardio de funcionamento do transporte público, não sei. Logo que entrei, fiquei mais surpreendido ainda quando eu vi um grupo de jovens cantando e dançado no meio do metrô (é claro, depois de uma biritinha). Alguns dias depois descobri que aquela cena resumi Barcelona.
A capital da Catalunha é cheio de energia. Não só não dorme, como tudo é motivo para festa. Imaginem uma cidade grande, bem arquitetada, com praia e montanha, onde as ruas são tranqüilas, cheia de eventos e belos monumentos.
Lá se destacam as obras do arquiteto Antonio Gaudì, como a catedral da Sagrada Família (ainda em construção, com previsão de término em 2020) e o Parque Güell. Este último é maravilhoso, situado em cima de uma montanha dá para ver toda Barcelona e respirar ar puro. Entre suas subidas e descidas, as obras naturalistas de Gaudì. De tirar o fôlego (e não falo só dos barrancos).
Barcelona é uma cidade ‘quase’ perfeita. Digo ‘quase’ porque um centro de 1,5 milhões de habitantes deve ter algum ponto negativo forte. Não consegui detectar nenhum nos quatro dias que ali fiquei. Roteiro mais do que obrigatório para quem vem a Europa.
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Barcelona: a cidade 'quase' perfeita
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Nas ruas de Monte Carlo
Apesar de ser um espaço para poucos, a Fórmula 1 é um universo fascinante. De todas as corridas, sem dúvida, a mais aguardada do ano é o GP de Mônaco, por seu charme e glamour. No Brasil ele ficou ainda mais famoso depois das seis vitórias do inesquecível Ayrton Senna, cinco de forma consecutiva (1989-1993).
A prova ocorre nas ruas de Monte Carlo, uma fração de Mônaco. Ela inicia em uma reta que curva para a direita, vira na Saint Devote, segue até a subida do Casino, entra na parte do Mirabeau Haute e Bas (a curva mais famosa), desce até o túnel. Na saída, passa pela chicane, parte para o Tabac e o mergulho da piscina. Para completar ainda tem a curva da Rascasse e a Antony Noghes, que leva os pilotos novamente à reta inicial.
Por ser nas ruas da cidade, é muito fácil dirigir neste circuito. Basta pegar um carro e se aventurar no trânsito. No nosso caso, alugamos um em Marseille e rumamos para Mônaco, tendo sempre em mente, claro, este famoso trecho.
Não podíamos de deixar de fazer um video. Este ficou a cargo do Rodrigo. A Erika ficou no banco de trás só observando e anotando todas as contas dolorosas da nossa aventura. E eu guio vocês todos, a partir de agora, pelas ruas de Monte Carlo.
Marcadores: Formula 1, Monte Carlo, Mônaco, viagem
Terça-feira, Outubro 27, 2009
De volta ao blog
Depois de um mês viajando por cinco países diferentes, eis que voltei a fixar residência, agora em uma nova cidade. Ontem pela manhã cheguei em Perugia, onde pretendo aprimorar o meu italiano durante o próximo mês. É a minha última escala nesta passagem pela Europa, já que em dezembro, se DEUS quiser, volto ao Brasil.
No início da minha maratona até que tentei manter o blog atualizado, mas foram tantos lugares, albergues, hotéis e situações diferentes que ficou impossível escrever aqui. Então, agora mais tranquilo, volto a este espaço para contar o que de melhor aconteceu. Até porque servirá de terapia para mim não enlouquecer sozinho aqui dentro do meu quarto, rsrs.
Só repitulando, a primeira parte desta viagem eu fiz sozinho. Saí de Roma e fui a Veneza (23/09), de lá parti para Barcelona, na Espanha (26/09), e acabei em Bruxelas, na Bégica (30/09).
Da capital da União Européia voltei para a Itália, voando para Turim (03/10), desci novamente a Roma (04/10), de onde eu comecei a segunda parte, desta vez com meus amigos Erika e Rodrigo.
Saímos de Roma, cruzamos a Toscana e fomos a Volterra, cidade etrusca, de mais de 3 mil anos (05/10). Demos um pulo em Florença (06/10) e fizemos uma escala em Gênova (08/10). Daí fomos a Marselha, na França (09/10), fizemos Mônaco, Cannes e Nice (10/10) e chegamos a Paris (11/10). Partimos para Londres (17/10), retornando a Roma (21/10). Se você já se cansou de ler, imagina eu, viajando, rsrs!!
Enfim, nos próximos dias estarei bem afiado aqui no blog, contando o que vi de mais interessante neste pacote todo. Já na próxima oportunidade, um video muito legal, principalmente para quem gosta de Fómula 1.
Domingo, Outubro 04, 2009
De volta a Itália
Já estou de volta ao bel paese, depois de uma semana em Barcelona e Bruxelas. Duas cidades tão diferentes, mais com contrastes tão impactantes. Deixo para um próximo post as minhas impressões, porque neste momento estou no aeroporto de Fiumicino (Internacional Leonardo da Vinci) a espera de dois grandes amigos meus, a Erika Lettry e o Rodrigo Alves, que chegam daqui a pouquinho.
O tour Ryanair a 1(um) euro foi um sucesso, graças a DEUS. Fiz quatro trechos (Roma Ciampiano-Treviso/Venezia-Girona/Barcelona-Charleroi/Bruxelas-Caselles/Torino), num total de 4 euros, com tudo incluso. É claro que nem tudo foi flores, não pude despachar bagagem, apenas carregar uma pequena bagagem de mão de no máximo dez quilos, mas no final valeu a pena.
Desci em Torino porque não achei promoção de volta para Roma. Até já tinha comprado o roteiro Roma-Venezia-Barcelona-Roma, mas acabei achando melhor incluir a Bélgica. Além da curiosidade de conhecer um país onde todo mundo fala muito bem, é claro que não poderia perder a oportunidade de fazer um Tintin Tour, já que estamos falando da cidade do seu criador, o famoso cartunista Hergè.
Gostaria de ter alugado um carro para descer de Torino a capital italiana, mas por motivos de força maior (limite de cartão de crédito é @$#;*) acabei voltando de trem noturno. Dormi um pouco, mas hoje estou um caco. Preciso de uma noite descente de sono urgente, em uma cama macia e limpa.
Domingo, Setembro 27, 2009
Ryanair paga para eu voar
A grande maioria das pessoas que já vieram para a Europa, ou que pesquisam sobre companhias aéreas, conhece a Ryanair, empresa de aviação irlandesa famosa por suas ofertas incríveis. Há quase uma semana, este que vos escreve está fazendo um giro voando Ryanair, com trechos comprados por apenas um euro, tudo incluso.
O curioso, porém, ocorreu ontem, sábado, 26, quando me preparava para decolar de Treviso, Itália, rumo à cidade espanhola de Girona, há cerca de 100 km de Barcelona. Cheguei ao aeroporto, passei pela fiscalização, aguardei, entrei na fila, entreguei a passagem e desci as escadas até a porta que dá para a pista. Até aí tudo normal. Por volta das 18:15, horário marcado para a decolagem, uma voz no alto falante anunciou um atraso de meia-hora, por motivos técnicos.
Já descrente, mas ainda incrédulo de que ali seria o início de uma via crucis, subi de volta juntamente com os outros passageiros e esperei o novo horário. Quando o relógio estava perto das 18:45, contudo, o display eletrônico foi atualizado, jogando o nosso vôo para 22:15.
Levantei da onde estava sentado e fui achar um local calmo para tentar conectar à internet wi-fi. Com dor no coração, ainda recebi a última notícia: o avião estava com atraso indeterminado.
Foram uns 20 minutos de mal humor, até quando me conformei e comecei a me divertir com a situação. Já que a internet não funcionava, aproveitei uma tomada embaixo das escadas para carregar a bateria esgotada do meu notebook. Acomodei a minha mochila como um travesseiro e dentei, meio que fechando aquele espaço, delimitando um “home-office” (rs!!).
Fiz de tudo para passar o tempo. Ouvi músicas, joguei paciência, liguei para casa, descansei um pouco. A única preocupação era em relação ao meu destino. Se voasse ainda naquele sábado chegaria de madrugada em Girona, mais de madrugada ainda em Barcelona e teria dificuldades de chegar ao meu albergue já reservado.
Às 21:15, já com três horas de atraso, um novo anúncio. A Ryanair, como forma de atenuar os problemas, ofereceu um voucher de comida aos viajantes entediados. Corri, juntamente com os outros, para pegar o meu.
Eram cinco euros para gastar com lanche e bebidas não-alcoólicas. De imediato fui para a lanchonete e enfrentei uma fila gigantesca para pegar o rango “de graça”. Foi aí que, olhando aquele voucher, me dei conta. Pera lá!! Se eu paguei um euro pela a passagem e a Ryanair me deu cinco para comer, então a companhia está pagando quatro euros para eu voar.
Comi o lanche (muito bom!!) e voltei para o tédio da espera. Pouco depois das 10 horas, um grupo de técnicos chegou no avião que vinha de Londres e começaram a consertar a nossa aeronave. O problema era na porta. Uns 20 minutos bastaram para que tudo se resolvesse. Embarcamos e, com a graça de DEUS, chegamos a Girona a uma da manhã.
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Veneza: labirinto sedutor
Nao é nada fàcil andar em Veneza. Suas ruas sao tao variadas em tamanho, distancia, curvas e finalidades que aqui, certamente mais do que qualquer outro lugar, eu me senti em um labirinto.
Quem nao se lembra da historia do Minotauro do Labirinto? Pois e, aqui em Veneza eu diria que nao existe uma besta no final das ruas, mas com certeza ha sereias, espalhadas por todo lugar. Estas sim, é o personagem mitologico ideal para esta cidade. No momento que voce adentra as ruas de Veneza, sente uma vontade louca de se perder por ali, como se fosse atraido por um cantico desconhecido.
Como nao se perder por esta cidade tao serena?? Facil!! Como na lenda das sereias, o segredo e enganar os sentidos. Nao olhe para os lados, nao veja nada e nao pare. Pegue o mapa e continue firme para o seu destino. Porque se voce der um passo em falso ira se perder e se apaixonar pelas ruas de Veneza. Assim como milhares de turistas que lontam as suas ruas.
PS: Desculpem a falta de assentos e perdoem a falta de correcao ortografica. Computador europeu e tempo na lan house se esgotando, rsrs.
Sábado, Setembro 19, 2009
Roma IV - Os monumentos
Outro dia descobri aquela ferramenta que vê o que a pessoa escreveu no orkut para acabar acessando o seu blog. Achei legal que, pelo que escreveram, a maioria das pessoas foram parar em posts que respondiam as suas perguntas. Fiquei feliz por este espaço estar cumprindo bem o seu papel informativo.
Vamos lá para mais um post, digamos, útil? Seguindo a série 'Roma - Aventurações', queria sugerir algumas dicas para quem vem e quer ver o melhor da cidade em pouco tempo. Eis os monumentos indispensáveis em Roma.
Gosto de dividir um passeio na capital italiana em três partes: as piazzas, a região do Coliseu e dos Foruns Romanos, além do Vaticano. Você pode querer saber: dá para reservar um dia para cada um? A resposta: depende do grau de profundidade que você quer ter na sua visita. Explico melhor, parte por parte.1 - As 'Piazzas'
São quatro que você não pode perder: Repubblica, Spagna, Popolo e Navona. Ficam todas relativamente perto uma das outras, então o acesso não é difícil. O problema, em relação a tempo, é que elas ficam localizadas bem no centro da cidade, no meio de ruas fascinantes, tanto por sua arquitetura, como pelo comércio tentador. Para quem tem $ e quer fazer compras, recomendo a Via del Corso, Via del Tritone, Via del Babuino, além de todas as outras que cruzam estas, como a famosa Via Condotti. Não deixem de ver também as dezenas de igrejas e palácios que existem na região. O Pantheon, perto da Piazza Navona, é visita obrigatória. (Observação depois do post publicado, atualizado 20/09: Como fui me esquecer do que, para muitos, é o monumento mais belo de Roma. A Fontana de Trevi é mais do que obrigatório, é intimação conhecê-la. E jogar uma moedinha, se quiser voltar a Roma. Fica na mesma região das praças).
2 - Coliseu e arredores
Falar de Roma é, sem dúvida, falar do Coliseu. Se você gosta de história e arqueologia, esta é a sua região. Pode-se ver o Coliseu de fora, tirar fotos, apreciar, mas entrar e conferir por dentro não tem preço. Ou melhor, tem, já que o passeio custa 12 euros. Com o mesmo bilhete, porém, dá para entrar também no Palatino e nos Fóruns Romanos. Não deixe de conferir os arcos, principalmente o de Constantino e o de Titus. Logo atrás do Palatino há o Circo Massimo, ou o que restou dele. Lá era onde ocorria as famosas corridas de bigas. Hoje, porém, é apenas um velho campo gramado. Mas vale a pena a visita.3 - Vaticano
Três são os pontos principais: a Basílica de São Pedro, os Museus Vaticanos e o Castel Sant`Angelo. A Basílica é de graça, mas não se esqueça de ir vestido apropriadamente, com vestes discretas, pelo menos até o joelho, e camisas, ou camisetas, que cubram os ombros. Caso contrário será barrado. Lá dentro passe nas tumbas dos papas e, se tiver com o orçamento em dia, pague 6 euros para subir até a cúpula. Para os museus, dê a volta nas muralhas e pegue a fila quilômétrica. São 14 euros, mas vale a pena. Principalmente pela visita à Capela Sisitina, obra prima de Michelângelo. Há também vários outros museus que você poder visitar com o mesmo ingresso. O Castel Sant'Angelo é 6,5 euros, outra visita que não pode faltar.
E o tempo: vai do gosto de cada um. Acho que o mínimo é um dia para cada área. Mas se você gostar de compras e ar livre, vai querer passar mais tempo nas belas ruelas do centro de Roma. Se prefere história, certamente terá que retornar aos sítios arqueológicos perto do Colisseu. Se ama a arte, não vai passar menos que um dia só nos Museus Vaticanos. Se é muito religioso, vai ficar mais de mês conferindo as centenas de igrejas. A opção é sua.
Terça-feira, Setembro 15, 2009
Roma III - Prós e contras
Já estou alguns dias na segunda etapa da minha viagem. Depois da cidadania reconhecida, estou passando alguns dias em Roma. Aliás, a capital italiana deverá ser o meu QG até o final desta viagem. Na semana que vem, porém, já parto em um giro por algumas cidades européias. Falarei mais no futuro.
Esta é a segunda vez que venho para Roma. Na primeira fiquei apenas dois dias e foi muito corrido. Contudo, foi sensacional, pois vim com um pessoal muito gente boa que também estão por aqui em busca do reconhecimento da cidadania.
Agora, com mais tempo, estou avaliando melhor a cidade. Como eu já escrevi por aqui, Roma é grande. A riqueza arqueológica é impressionante. As ruas respiram história. É tanta coisa para ver, tocar e sentir que a gente fica até perdido.
Por outro lado, Roma tem um lado muito caótico. O trânsito é terrível. Nos horários de pico há congestionamentos por toda a cidade. Me lembra Goiânia, naquelas tarde insuportáveis, em que cruzar a T-9 é impossível por qualquer rua que se pegue. Roma também tem um problema de falta de limpeza. É uma pena, mesmo sabendo que o lado positivo compensa de longe o negativo.
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Missão cumprida!!
Após 86 dias desde a minha chegada aqui na Itália, fiz a última visita ao comune (prefeitura) como cidadão extra-comunitário. Depois de anos e mais anos recolhendo informações, documentos, tocando processos judiciais, fazendo telefonemas, enviando e-mails, idas e vindas, espera, espera, e mais espera, finalmente fui reconhecido cidadão italiano. Hoje, dia 10 de setembro de 2009, às 11 horas da manhã (hora de Roma).
Neste momento só posso agradecer a todos os meus amigos, família, parentes, e todas as pessoas que me ajudaram nesta caminhada. Acima de tudo agradeço a DEUS, pela paciencia e perseverança. E, é claro, lembrar do meu avo, João Batista Sartorato (Giovanni Sartorato), italiano de Santa Lucia di Piave, Treviso, que imigrou para o Brasil com poucos anos de idade. Tive o privilégio e a alegria de conhece-lo e estar ao seu lado em várias oportunidades. Muito obrigado vo, e a todos!!
Sexta-feira, Setembro 04, 2009
Ótima surpresa - Lucca
Quando se pensa em Itália logo vem a mente várias cidades famosas como Roma, Milano, Torino, Pisa, Firenze, Napoli..... Quem nunca viu uma imagem do Coliseu, escutou as histórias da renascencia em Firenze ou ouviu falar da torre inclinada de Pisa? A Itália, porém, é mais do que a imagem criada no consciente coletivo. Como todo país, há jóias escondidas, prontas a serem descobertas.
Apesar de ser a capital de uma província, um leigo nunca pensaria em ir a Lucca, cerca de 30 minutos de trem de Pisa. Desde que cheguei por aqui ouvia falar sobre esta cidade, mas nunca tive vontade de visitá-la. Até que, há algumas semanas, topei em dar um pulo por aquelas bandas.
Lucca foi uma colonia romana que, durante a idade média, viu a construção do mais moderno muro de proteção daquela época. A muralha demorou um século e meio para ser construída e circunda todo o centro antigo. O detalhe mais legal é que não é apenas um muro, mas sim um nível superior, já que a sua espessura é tão grande que em cima há árvores, pequenas casas, área para passeio e até um calçadão. Ele tem cinco quilometros de comprimento e, como nunca foi utilizado em batalha, permanece inteiro até os dias atuais.
Aproveitando a polivalencia dos recursos da internet (rsrs) resolvi fazer alguns pequenos videos para ilustrar o post. Este primeiro é da entrada da cidade.
Já em cima da muralha, dá para ver a cidade do lado de fora e o centro antigo, no lado de dentro.
Explicando um pouco melhor como funciona o muro da cidade.
Mostrando como funciona os portais da cidade, que podiam isolar o centro urbano em caso de guerra.
Novamente em cima do muro, agora em uma outra parte, falando sobre o sistema antigo de vigilancia da cidade.
Nas ruas antigas e estreitas, o charme da cidade de Lucca.
Na Piazza Anfiteatro.
Despedindo de Lucca, passando sob as muralhas.
Fica a dica para quem vem a Itália: tendo um tempinho vale a pena incluir Lucca no roteiro. O tamanho e a arquitetura do local não só nos deixam fascinados como turistas, mas também nos faz bater uma pontinha de vontade até mesmo de fixar residencia em tão belo local.