Não sei se consigo, ainda, avaliar o meu ano de 2006. Foi um período de grande crescimento profissional, com toda certeza. Ano de abdicar certas coisas em busca de consolidar naquilo que eu escolhi para minha vida – ser jornalista. E como todo bom jornalista em início de carreira, com muitas crises pessoais em relação à profissão. Mas com um final feliz - pelo menos é o que deixo para 2007.
Penso em escrever aqui uma retrospectiva, nos moldes que fiz no ano passado, mas apenas para depois do Natal. Mas, em todo caso, acho que o espírito do momento é olhar para frente e pensar 2007.
Internacional
Queria ter escrito algo em relação ao título mundial do Internacional na semana passada, mas não tive tempo. Um título para lá de merecido. Um time que levou a sério todas as etapas do processo de ser campeão do mundo. Com planejamento e humildade. Coisas que o Barcelona, maior adversário do Colorado, não chegou nem perto.
Porém, uma coisa precisa ser ressaltada, sem querer tirar o mérito do clube que honrou muito o futebol brasileiro e sul-americano. Analisando o grupo de jogadores e o desempenho do conjunto, percebe-se que o time é mais fraco, tecnicamente, do que aquele que ganhou a Libertadores no meio do ano contra o São Paulo. Também, pudera, perdeu três jogadores muito importantes, como, principalmente, o artilheiro Rafael Sóbis.
O time não apresentou, em nenhuma das duas partidas, um futebol empolgante, como aquele Inter que jogou a Libertadores. Contra o Barcelona, se defendeu mais e atacou pouquíssimas vezes. O time espanhol, por sua vez, pensou que ganharia o jogo na hora que quisesse. Não foi assim.
Outro dia, conversando com um amigo, chegamos à conclusão que, analisando todos os campeões mundiais brasileiros, o time do Internacional seria o mais fraco de todos. Não se compara ao Santos, de Pelé, ao Grêmio, de Renato Gaúcho, ao Flamengo, de Zico e nem ao São Paulo, de Raí e Telê Santana. E é um pouco inferir ao São Paulo, campeão no ano passado.
Contudo, volto a dizer, nada disto diminui o mérito dos gaúchos!!
E Viva o Internacional!!
sábado, dezembro 23, 2006
quarta-feira, dezembro 13, 2006
É só Dezembro
Cada mês do ano tem uma característica em especial. Janeiro é o mês do verão. Fevereiro, do carnaval. Março, do Oscar e do meu aniversário. Abril, Páscoa e metade do semestre. Maio, fim das chuvas. Junho, quase férias. Julho, inverno(apesar de Goiânia ter apenas uma semana de frio e olhe lá). Agosto é aquele mês enorme que nunca acaba. Setembro é aquele pequeninho que passa rápido. Outubro, o mês dos feriados. Novembro, o mês do “se toca, o ano tá terminando”. E Dezembro.....
Dezembro, para mim, é o mês normalmente alegre. Mês de festas. Dias em que as pessoas, geralmente, estão felizes. Mês de pouco trabalho. Tudo, ou quase tudo, pára na metade final do mês. De prenuncio de férias. Ou de auto-enganação daqueles que não vão ter. De chuvas e períodos nublados. Um mês quieto, onde nem vira-latas conseguem por fim ao silêncio das ruas de uma cidade em uma véspera de Natal.
Dezembro é o mês da esperança. É hora de fazer novos planos, e de perdoar a si próprio por aqueles projetos do ano passado que você não cumpriu. É um mês de perdoar as outras pessoas e de agradecer e prestigiar as almas que estão ao nosso lado durante todo ano, mas que nunca falamos um “obrigado”. É um momento para demonstrar mais alegria e se apagar as coisas espirituais, não importando qual a sua crença.
Dezembro é o mês em que nos remetemos a nossa infância. São dias em que nos elevamos para esperar aquilo que, no fundo, sabemos que não existe – Papai Noel. Mas, com isto, nos preparamos para uma coisa que é bem real – o Natal. É se acostumar com o fim (do ano), para que, com o passar dos anos, você se conforme com o fim (da vida). É um sentimento de final, juntamente com o começo, seja ele qual for.
É só Dezembro.....
Dezembro, para mim, é o mês normalmente alegre. Mês de festas. Dias em que as pessoas, geralmente, estão felizes. Mês de pouco trabalho. Tudo, ou quase tudo, pára na metade final do mês. De prenuncio de férias. Ou de auto-enganação daqueles que não vão ter. De chuvas e períodos nublados. Um mês quieto, onde nem vira-latas conseguem por fim ao silêncio das ruas de uma cidade em uma véspera de Natal.
Dezembro é o mês da esperança. É hora de fazer novos planos, e de perdoar a si próprio por aqueles projetos do ano passado que você não cumpriu. É um mês de perdoar as outras pessoas e de agradecer e prestigiar as almas que estão ao nosso lado durante todo ano, mas que nunca falamos um “obrigado”. É um momento para demonstrar mais alegria e se apagar as coisas espirituais, não importando qual a sua crença.
Dezembro é o mês em que nos remetemos a nossa infância. São dias em que nos elevamos para esperar aquilo que, no fundo, sabemos que não existe – Papai Noel. Mas, com isto, nos preparamos para uma coisa que é bem real – o Natal. É se acostumar com o fim (do ano), para que, com o passar dos anos, você se conforme com o fim (da vida). É um sentimento de final, juntamente com o começo, seja ele qual for.
É só Dezembro.....
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Por que mudar?
Acho que muitos de vocês que freqüentavam este blog pensaram que ele tinha acabado. Mas, felizmente, não é verdade. Eu parei de escrever aqui porque eu estava imerso em uma realidade onde a reflexão foi necessária para reagrupar as coisas e reconstruir este espaço. Então, mesmo que a reflexão não tenha acabado, cheguei à conclusão de que preciso voltar a utilizar este blog.
Por que mudar? Quando criei este blog estava em uma realidade diferente, com outros sonhos, cotidiano, pensamentos e gostos. Porém, tudo na vida muda. Neste tempo, desisti de alguns sonhos que não valiam a pena e agreguei outros que parecem ser tentadores. Deixei um dia-a-dia para integrar um outro cotidiano cheio de novos desafios. Apesar de muitos pensamentos serem mantidos, a reciclagem é natural em todo ser humano. E também há alguns novos gostos agregados e outros desprezados.
Também via a necessidade de ter um espaço onde eu pudesse falar sobre esportes, que é uma de minhas paixões nesta vida. O “Na Grande Área” não deu certo, pois, apesar de gostar muito de escrever lá, o ritmo de atualização de dois blogs não era muito agradável. Aqui vou poder misturar os assuntos e ter mais motivos para estar sempre atualizando.
Penso também em investir nas narrativas de viagens, outra paixão. Sem a pretensão de se fazer jornalismo literário, já que não domino o assunto, pretendo escrever a minha visão dos lugares que visitar (se DEUS quiser muitos, rs.) ou apenas do cotidiano em que eu estiver inserido. Assim vocês fiquem a vontade para concordar, ou discordar, com as minhas idéias, porque o importante aqui será entrelaçar as visões de cada um.
É isso, grande abraço a todos e espero que gostem.....
PS.: Ah, espero que ninguém fique chateado com as fotos acima. Elas só são um apanhado geral do que tinha aqui no meu computador. A idéia era colocar fotos só de mim, sozinho, mas daí eu pensei que poderia ficar muito egocentrista ou solitário. Então, como tenho muitos amigos (graças a DEUS), pensei em dividir o espaço com as pessoas que fazem parte do meu cotidiano. Porém, existem outras pessoas que eu gosto muito e que não estão presentes. É por isto que penso em renová-las com o passar do tempo.
PS2.: Ah, Did, obrigado por suas palavras. Na verdade você conseguiu visitar o blog antes mesmo de terminar as “obras”. Espero que 2007 sejam de grandes mudanças na vida de todos nós, mas apenas nas coisas que não estão dando certo.
Por que mudar? Quando criei este blog estava em uma realidade diferente, com outros sonhos, cotidiano, pensamentos e gostos. Porém, tudo na vida muda. Neste tempo, desisti de alguns sonhos que não valiam a pena e agreguei outros que parecem ser tentadores. Deixei um dia-a-dia para integrar um outro cotidiano cheio de novos desafios. Apesar de muitos pensamentos serem mantidos, a reciclagem é natural em todo ser humano. E também há alguns novos gostos agregados e outros desprezados.
Também via a necessidade de ter um espaço onde eu pudesse falar sobre esportes, que é uma de minhas paixões nesta vida. O “Na Grande Área” não deu certo, pois, apesar de gostar muito de escrever lá, o ritmo de atualização de dois blogs não era muito agradável. Aqui vou poder misturar os assuntos e ter mais motivos para estar sempre atualizando.
Penso também em investir nas narrativas de viagens, outra paixão. Sem a pretensão de se fazer jornalismo literário, já que não domino o assunto, pretendo escrever a minha visão dos lugares que visitar (se DEUS quiser muitos, rs.) ou apenas do cotidiano em que eu estiver inserido. Assim vocês fiquem a vontade para concordar, ou discordar, com as minhas idéias, porque o importante aqui será entrelaçar as visões de cada um.
É isso, grande abraço a todos e espero que gostem.....
PS.: Ah, espero que ninguém fique chateado com as fotos acima. Elas só são um apanhado geral do que tinha aqui no meu computador. A idéia era colocar fotos só de mim, sozinho, mas daí eu pensei que poderia ficar muito egocentrista ou solitário. Então, como tenho muitos amigos (graças a DEUS), pensei em dividir o espaço com as pessoas que fazem parte do meu cotidiano. Porém, existem outras pessoas que eu gosto muito e que não estão presentes. É por isto que penso em renová-las com o passar do tempo.
PS2.: Ah, Did, obrigado por suas palavras. Na verdade você conseguiu visitar o blog antes mesmo de terminar as “obras”. Espero que 2007 sejam de grandes mudanças na vida de todos nós, mas apenas nas coisas que não estão dando certo.
terça-feira, novembro 07, 2006
Por que?
Por que já é tão tarde?
Por que o tempo insiste em passar?
Por que eu não posso ficar aqui futricando no computador?
Por que eu não posso assistir televisão?
Por que eu não posso ler um bom livro?
Por que eu não posso estudar?
Por que eu tenho que me deitar na hora que eu não quero?
Por que minha consciência fica pesada ao dormir tarde?
Por que as pessoas olham com desprezo quando você acorda ao meio-dia, em um dia útil?
Por que elas te julgam sem ao menos saber se você produziu algo, ou não, durante à noite?
Por que mesmo sem nada para fazer eu tenho que acordar cedo?
Por que eu gosto de ficar sozinho à noite acordado?
Por que agora já são três e trinta da manhã?
Por que eu vou ter que ir para cama agora?
Por que eu tenho a impressão de que amanhã vou acordar para o almoço, mais uma vez?
Por que tem noites que eu luto para ficar acordado e outras que me desespero para dormir pelo menos por uma hora?
Por que o tempo insiste em passar?
Por que eu não posso ficar aqui futricando no computador?
Por que eu não posso assistir televisão?
Por que eu não posso ler um bom livro?
Por que eu não posso estudar?
Por que eu tenho que me deitar na hora que eu não quero?
Por que minha consciência fica pesada ao dormir tarde?
Por que as pessoas olham com desprezo quando você acorda ao meio-dia, em um dia útil?
Por que elas te julgam sem ao menos saber se você produziu algo, ou não, durante à noite?
Por que mesmo sem nada para fazer eu tenho que acordar cedo?
Por que eu gosto de ficar sozinho à noite acordado?
Por que agora já são três e trinta da manhã?
Por que eu vou ter que ir para cama agora?
Por que eu tenho a impressão de que amanhã vou acordar para o almoço, mais uma vez?
Por que tem noites que eu luto para ficar acordado e outras que me desespero para dormir pelo menos por uma hora?
segunda-feira, outubro 09, 2006
Eleições e reformulação
Nossa, acho que nunca passei tanto tempo sem escrever aqui. Também pudera, setembro de um ano eleitoral para um jornalista político é igual final de campeonato - passa e a gente não vê.
O problema que o primeiro de outubro passou, mas trouxe mais um mês turbulento. Segundo turno presidencial, para o governo, e mais algumas semanas de muito trabalho e apreensão.
Então vou ter que esperar passar o 29 de outubro para reavaliar muita coisa. Uma delas o meu blog. Quero fazer algo mais dinâmico. Penso em uní-lo com o "Na Grande Área" que não funciona há algum tempo. Enfim, pretendo construir um espaço onde eu possa escrever mais e sobre vários assuntos.
É isso. Antes de acabar, deixa eu fazer uma enquete. Quem for comentar o post, por favor diga quem, na opinião de cada um, irá vencer as eleições para governo e presidência. Alcides ou Maguito? Alckmin ou Lula?
abraço a todos, e até mais se DEUS quiser,
O problema que o primeiro de outubro passou, mas trouxe mais um mês turbulento. Segundo turno presidencial, para o governo, e mais algumas semanas de muito trabalho e apreensão.
Então vou ter que esperar passar o 29 de outubro para reavaliar muita coisa. Uma delas o meu blog. Quero fazer algo mais dinâmico. Penso em uní-lo com o "Na Grande Área" que não funciona há algum tempo. Enfim, pretendo construir um espaço onde eu possa escrever mais e sobre vários assuntos.
É isso. Antes de acabar, deixa eu fazer uma enquete. Quem for comentar o post, por favor diga quem, na opinião de cada um, irá vencer as eleições para governo e presidência. Alcides ou Maguito? Alckmin ou Lula?
abraço a todos, e até mais se DEUS quiser,
terça-feira, setembro 05, 2006
O Mundo das Aparências
Havia tão pouco tempo que eu estava por ali, mas já notava algo de anormal. Entrava e saía por aquela porta e ninguém nem “tchum”. Isto mesmo, ninguém não estava nem aí para mim. Não queria saber se estava bem, se precisava de ajuda, se estava feliz, ou se estava triste, grilado ou contente, com frio ou com calor. E olha que havia duas ou três pessoas por ali, paradas, vigiando o dia inteiro. Tudo o que eles faziam eram observar, mas de uma forma que os seus olhares me perfuravam em vários pontos, e suas vistas iam buscar um ponto do outro lado da calçada.
Por ali passei várias vezes. Nunca cruzei tanto uma porta quanto aquela, nas poucas horas que estive naquele local.
Era noite. Naquele crepúsculo eu precisava ficar um tempo estacionado, em frente a aquela porta, do lado de fora. A passagem que dava acesso era estreita, e uma obra logo a frente dizia que não era um bom lugar para ficar parado. Mesmo porque o trânsito de pessoas era muito grande. Ora, mas preciso ficar esperando aqui e vou – pensei. É claro que minha presença naquele pequeno espaço causou confusão. Olhei para trás, vi os vigias que conversavam animadamente entre eles. É agora – animei.
O plano era simples. Ficar ali parado num lugar tão pouco propício seria motivo para chamar-lhes a atenção. Seria a minha vingança contra o desprezo sufocante típico daquele lugar. Não que eu quisesse algo, pelo contrário, apenas me surpreendia com a frieza que tudo era encarado por ali. Inclusive os seres humanos. E eu queria tirar a prova e descobrir se tinha me tornado mesmo um Gasparzinho, ou se era apenas a minha impressão.
Lugar pior não havia, mesmo assim fiquei por ali. No mesmo instante, um daqueles guardas virou na minha direção e disse – Ei, aí não!! Ahá, deu certo!! Até que enfim consegui modificar aquela rotina e aquele individualismo preponderante. Não sou um fantasma!!
Quando virei para me desculpar e lhe dar garantias de que não ficaria mais ali, percebi que o vigia não olhava para mim. Pelo contrário, quase me derrubou no intuito de chegar mais rápido e solucionar de vez o seu problema. Era um taxi que entrava em um local proibido. Putz, que tragédia!! Nada me restou além de esperar. Fiquei mais de meia hora naquele local e nada. Já ficava tarde e ninguém me notava. A única coisa que eu fazia era desviar das pessoas que passavam por ali, pois senão elas me levariam consigo, com se fosse apenas um objeto. É isso, perdi.
Era um dia especial, e por isto precisava me vestir bem. Camisa para dentro, calça social, cinta aparecendo e sapato com meias finas. Perfeito. Estava bem vestido. Um pouco de perfume e estava pronto para descer.
A porta se aproximava. Eu estava tão perdido em pensamentos que nem percebi. Bem vestido, finalmente comecei a me sentir bem no meio de pessoas com ternos e camisas de seda, típicas daquele lugar. Fiquei pensando nisto. Mesmo porque, dentro daquele mar de indiferença, a única coisa que tinha comigo eram os meus pensamentos.
A porta se abriu automaticamente, como sempre. – Precisa de táxi, senhor? – me surpreendeu um dos vigias. Não acreditei. Passei por aquela porta mais de uma dúzia de vezes nas últimas 24 horas e nenhuma palavra. Quase impedi o fluxo de pessoas, e nada. E agora, isto.....
Não me entreguei, arrumando a gola da minha camisa, continuei o passo sem um único desvio. – Não, obrigado - disse apenas, e dobrando a esquina rumei para o metrô.
Por ali passei várias vezes. Nunca cruzei tanto uma porta quanto aquela, nas poucas horas que estive naquele local.
Era noite. Naquele crepúsculo eu precisava ficar um tempo estacionado, em frente a aquela porta, do lado de fora. A passagem que dava acesso era estreita, e uma obra logo a frente dizia que não era um bom lugar para ficar parado. Mesmo porque o trânsito de pessoas era muito grande. Ora, mas preciso ficar esperando aqui e vou – pensei. É claro que minha presença naquele pequeno espaço causou confusão. Olhei para trás, vi os vigias que conversavam animadamente entre eles. É agora – animei.
O plano era simples. Ficar ali parado num lugar tão pouco propício seria motivo para chamar-lhes a atenção. Seria a minha vingança contra o desprezo sufocante típico daquele lugar. Não que eu quisesse algo, pelo contrário, apenas me surpreendia com a frieza que tudo era encarado por ali. Inclusive os seres humanos. E eu queria tirar a prova e descobrir se tinha me tornado mesmo um Gasparzinho, ou se era apenas a minha impressão.
Lugar pior não havia, mesmo assim fiquei por ali. No mesmo instante, um daqueles guardas virou na minha direção e disse – Ei, aí não!! Ahá, deu certo!! Até que enfim consegui modificar aquela rotina e aquele individualismo preponderante. Não sou um fantasma!!
Quando virei para me desculpar e lhe dar garantias de que não ficaria mais ali, percebi que o vigia não olhava para mim. Pelo contrário, quase me derrubou no intuito de chegar mais rápido e solucionar de vez o seu problema. Era um taxi que entrava em um local proibido. Putz, que tragédia!! Nada me restou além de esperar. Fiquei mais de meia hora naquele local e nada. Já ficava tarde e ninguém me notava. A única coisa que eu fazia era desviar das pessoas que passavam por ali, pois senão elas me levariam consigo, com se fosse apenas um objeto. É isso, perdi.
Era um dia especial, e por isto precisava me vestir bem. Camisa para dentro, calça social, cinta aparecendo e sapato com meias finas. Perfeito. Estava bem vestido. Um pouco de perfume e estava pronto para descer.
A porta se aproximava. Eu estava tão perdido em pensamentos que nem percebi. Bem vestido, finalmente comecei a me sentir bem no meio de pessoas com ternos e camisas de seda, típicas daquele lugar. Fiquei pensando nisto. Mesmo porque, dentro daquele mar de indiferença, a única coisa que tinha comigo eram os meus pensamentos.
A porta se abriu automaticamente, como sempre. – Precisa de táxi, senhor? – me surpreendeu um dos vigias. Não acreditei. Passei por aquela porta mais de uma dúzia de vezes nas últimas 24 horas e nenhuma palavra. Quase impedi o fluxo de pessoas, e nada. E agora, isto.....
Não me entreguei, arrumando a gola da minha camisa, continuei o passo sem um único desvio. – Não, obrigado - disse apenas, e dobrando a esquina rumei para o metrô.
segunda-feira, agosto 28, 2006
A Avenida Paulista
“Um dia eu ainda irei morar perto da Av. Paulista”
Esta frase ilustra bem a minha última visita a São Paulo. Desta vez resolvi trocar o Arouche pela Consolação. Se a tática não foi boa no quesito superstição, pelo menos me deixou em contato com o esplendor da avenida mais famosa do Brasil.
Acordar de manhã, sair de casa, andar alguns metros e cruzar a esquina pode ser algo comum para muitas pessoas. Uma ação que cai na rotina e dificilmente é realizada com consciência. Mas naquele pequeno pedaço da maior metrópole do Brasil é difícil não pensar na emoção que emergirá no nosso coração ao dobrar a Consolação e ingressar na Avenida Paulista.
Aquele mar de pessoas indo e vindo, arranha-céus que parecem infinitos tanto vertical como horizontalmente, prédios históricos como o Masp, a Fiesp, o consulado italiano, bancos, shoppings, igrejas centenárias, monumentos, museus..... Isto sem falar dos carros que trafegam diariamente, 24 por dia. Quando os sinaleiros suspendem o tráfego na avenida, é como se o país também parasse naqueles poucos segundos em que os pedestres estão permitidos a cometerem a ousadia de cruzar o seu asfalto selvagem.
Andar, observar e ouvir pela Avenida Paulista foi a minha diversão nesta última passada por São Paulo. Principalmente, observá-la a noite, cheia de luzes e esplendor. E como fazia frio. Pena que a minha última lembrança foi uma Paulista sem graça, encoberta por uma névoa típica das 5:45 da manhã. Mas, pensando bem, até neste ponto ela fica interessante. Pois encobrir o topo dos prédios atiça nossa imaginação para que acreditemos realmente que eles não tenham fim. Um verdadeiro reino encantado de pedras.
Esta frase ilustra bem a minha última visita a São Paulo. Desta vez resolvi trocar o Arouche pela Consolação. Se a tática não foi boa no quesito superstição, pelo menos me deixou em contato com o esplendor da avenida mais famosa do Brasil.
Acordar de manhã, sair de casa, andar alguns metros e cruzar a esquina pode ser algo comum para muitas pessoas. Uma ação que cai na rotina e dificilmente é realizada com consciência. Mas naquele pequeno pedaço da maior metrópole do Brasil é difícil não pensar na emoção que emergirá no nosso coração ao dobrar a Consolação e ingressar na Avenida Paulista.
Aquele mar de pessoas indo e vindo, arranha-céus que parecem infinitos tanto vertical como horizontalmente, prédios históricos como o Masp, a Fiesp, o consulado italiano, bancos, shoppings, igrejas centenárias, monumentos, museus..... Isto sem falar dos carros que trafegam diariamente, 24 por dia. Quando os sinaleiros suspendem o tráfego na avenida, é como se o país também parasse naqueles poucos segundos em que os pedestres estão permitidos a cometerem a ousadia de cruzar o seu asfalto selvagem.
Andar, observar e ouvir pela Avenida Paulista foi a minha diversão nesta última passada por São Paulo. Principalmente, observá-la a noite, cheia de luzes e esplendor. E como fazia frio. Pena que a minha última lembrança foi uma Paulista sem graça, encoberta por uma névoa típica das 5:45 da manhã. Mas, pensando bem, até neste ponto ela fica interessante. Pois encobrir o topo dos prédios atiça nossa imaginação para que acreditemos realmente que eles não tenham fim. Um verdadeiro reino encantado de pedras.
segunda-feira, agosto 14, 2006
São Paulo, a cidade dos preconceitos
- Ei moço, quanto custa uma corrida até o Arouche?
No mesmo instante que a pergunta era feita, um inevitável sorrisinho sarcástico era proferido pela face do taxista. Assim ocorria toda vez que precisávamos de uma condução mais segura para o nosso hotel, localizado no centro da capital paulista.
A nossa sorte foi que logo viríamos a descobrir o porquê daquela cena se repetir. O Largo do Arouche é o centro do homossexualismo de São Paulo. E olha que isto não é apenas a “fama” do bairro – as redondezas do Arouche e da praça da República é um local assumidamente gay, e chega ao ponto de algumas casas e estabelecimentos usarem a bandeira do arco-íris no lado de fora.
O curioso é que aquele fato nos rendeu boas risadas em toda a nossa viagem. Começamos a testar os motoristas de táxis que nos guiava pela metrópole:
- Moço, é verdade que o Arouche é, o senhor sabe.....?
- Olha, aquele região só tem gay.....
Era só eles confirmarem para a gente cair na gargalhada. Mesmo porque se a vizinhança não era totalmente agradável, também não nos causava problema. A nossa maior preocupação era pela outra característica da região.
- As pessoas que andam pelo Arouche e pela República não prestam. Se eu ficasse ali o dia inteiro, o dia inteiro eu ficaria prendendo bandidos que assaltam no Largo do Arouche. Tem assalto o dia todo, naquela região.
Esta confirmação quem nos deu foi um policial da guarda municipal. Graças a DEUS não nos deparamos com nenhum problema desta natureza. Apesar das expressões fechadas e individualistas das pessoas que passavam por ali, aquela região não me pareceu, ora nenhuma, perigosa a ponto de haver crimes o dia inteiro.
O que vi por lá era vários mendigos. E por falar nisso, como tem mendigos em São Paulo. Se você der apenas um centavo para cada pessoa que te pedir dinheiro, no fim do mês pode ter certeza de que perdeu uma soma considerável. O pedinte que mais ficou na memória foi, surpreendentemente, o único que contribui com alguma coisa. Foram os R$0,50 que mais me arrependi de ter dado a alguém. Isto porque ele não ficou contente, veio atrás de nós e ainda me xingou pelas costas. Fazer o que?
Mas o que mais marcou nos quatro dias em que ficamos na região central de São Paulo foi a diversidade do povo e a segregação das diferenças. São Paulo é uma cidade de guetos. Além dos homossexuais, por ali havia guetos de nigerianos e de bolivianos. Apesar da grande metrópole ser, talvez, a cidade mais heterogênea do país, o preconceito é algo embutido nas pessoas.
- Vocês deviam ter ficado em outro lugar, por aqui não há nada que preste – disse um motorista de táxi.
A gente se divertia bastante naquela situação. A viagem não teria o mesmo valor sem notar as contradições daquele mini-universo que possui, ao mesmo tempo, pessoas que se juntam para terem forças a fim de lutar contra o preconceito, e de outras que não querem, nem mortas, passarem perto. E, no Arouche, nós éramos apenas testemunhas daquele processo. Na realidade, para nós o lugar significava apenas uma melhor localização e, assim, um menor valor na hora de pagar o táxi.
- Moço, vamos até a Vila Madalena, faz a corrida por R$20,00?
- Não dá, só por R$30,00!
- Mas um outro cara ontem fez para a gente por R$20,00. Faz por pelo menos R$25,00?
- Tudo bem, entra aí!
No mesmo instante que a pergunta era feita, um inevitável sorrisinho sarcástico era proferido pela face do taxista. Assim ocorria toda vez que precisávamos de uma condução mais segura para o nosso hotel, localizado no centro da capital paulista.
A nossa sorte foi que logo viríamos a descobrir o porquê daquela cena se repetir. O Largo do Arouche é o centro do homossexualismo de São Paulo. E olha que isto não é apenas a “fama” do bairro – as redondezas do Arouche e da praça da República é um local assumidamente gay, e chega ao ponto de algumas casas e estabelecimentos usarem a bandeira do arco-íris no lado de fora.
O curioso é que aquele fato nos rendeu boas risadas em toda a nossa viagem. Começamos a testar os motoristas de táxis que nos guiava pela metrópole:
- Moço, é verdade que o Arouche é, o senhor sabe.....?
- Olha, aquele região só tem gay.....
Era só eles confirmarem para a gente cair na gargalhada. Mesmo porque se a vizinhança não era totalmente agradável, também não nos causava problema. A nossa maior preocupação era pela outra característica da região.
- As pessoas que andam pelo Arouche e pela República não prestam. Se eu ficasse ali o dia inteiro, o dia inteiro eu ficaria prendendo bandidos que assaltam no Largo do Arouche. Tem assalto o dia todo, naquela região.
Esta confirmação quem nos deu foi um policial da guarda municipal. Graças a DEUS não nos deparamos com nenhum problema desta natureza. Apesar das expressões fechadas e individualistas das pessoas que passavam por ali, aquela região não me pareceu, ora nenhuma, perigosa a ponto de haver crimes o dia inteiro.
O que vi por lá era vários mendigos. E por falar nisso, como tem mendigos em São Paulo. Se você der apenas um centavo para cada pessoa que te pedir dinheiro, no fim do mês pode ter certeza de que perdeu uma soma considerável. O pedinte que mais ficou na memória foi, surpreendentemente, o único que contribui com alguma coisa. Foram os R$0,50 que mais me arrependi de ter dado a alguém. Isto porque ele não ficou contente, veio atrás de nós e ainda me xingou pelas costas. Fazer o que?
Mas o que mais marcou nos quatro dias em que ficamos na região central de São Paulo foi a diversidade do povo e a segregação das diferenças. São Paulo é uma cidade de guetos. Além dos homossexuais, por ali havia guetos de nigerianos e de bolivianos. Apesar da grande metrópole ser, talvez, a cidade mais heterogênea do país, o preconceito é algo embutido nas pessoas.
- Vocês deviam ter ficado em outro lugar, por aqui não há nada que preste – disse um motorista de táxi.
A gente se divertia bastante naquela situação. A viagem não teria o mesmo valor sem notar as contradições daquele mini-universo que possui, ao mesmo tempo, pessoas que se juntam para terem forças a fim de lutar contra o preconceito, e de outras que não querem, nem mortas, passarem perto. E, no Arouche, nós éramos apenas testemunhas daquele processo. Na realidade, para nós o lugar significava apenas uma melhor localização e, assim, um menor valor na hora de pagar o táxi.
- Moço, vamos até a Vila Madalena, faz a corrida por R$20,00?
- Não dá, só por R$30,00!
- Mas um outro cara ontem fez para a gente por R$20,00. Faz por pelo menos R$25,00?
- Tudo bem, entra aí!
quinta-feira, agosto 10, 2006
Sampa em Imagens
quarta-feira, agosto 09, 2006
Simplesmente São Paulo
Foi tão bom que é duro voltar à realidade. São Paulo é realmente uma cidade magnífica que alimenta os sonhos de todos que visitam sua grandeza e que sonham ir além do Paranaíba.
Isto porque São Paulo é uma cidade sem limites. Tudo o que você imagina é possível encontrar por lá. Por mais que você ande dificilmente chegará até o final.
A grande metrópole enfeitiça os seus visitantes que passam por suas ruas cheias de arranha-céus e placas indicando que a realização de um sonho é logo ali.
Até mesmo as gafes de um grupo de pessoas que vêm de fora são totalmente perdoáveis e motivos de risos e brincadeiras. São Paulo parece se divertir com os estrangeiros que se perdem por seus labirintos de pedras.
Lá é um local de desafios. Você não consegue chegar ao “baú do tesouro” sem ter que se arrisca e encarar os obstáculos. Em São Paulo você está sempre muito exposto, mesmo que seja apenas mais um na multidão.
É difícil explicar todos os sentimentos e todas as sensações de visitar uma cidade como São Paulo. Só agradeço a DEUS os quatro dias passados entre 20 milhões de almas que batalham todos os dias para vencer naquela apaixonante cidade.
Cidade não, um país, independente de tudo e de todos.....
Isto porque São Paulo é uma cidade sem limites. Tudo o que você imagina é possível encontrar por lá. Por mais que você ande dificilmente chegará até o final.
A grande metrópole enfeitiça os seus visitantes que passam por suas ruas cheias de arranha-céus e placas indicando que a realização de um sonho é logo ali.
Até mesmo as gafes de um grupo de pessoas que vêm de fora são totalmente perdoáveis e motivos de risos e brincadeiras. São Paulo parece se divertir com os estrangeiros que se perdem por seus labirintos de pedras.
Lá é um local de desafios. Você não consegue chegar ao “baú do tesouro” sem ter que se arrisca e encarar os obstáculos. Em São Paulo você está sempre muito exposto, mesmo que seja apenas mais um na multidão.
É difícil explicar todos os sentimentos e todas as sensações de visitar uma cidade como São Paulo. Só agradeço a DEUS os quatro dias passados entre 20 milhões de almas que batalham todos os dias para vencer naquela apaixonante cidade.
Cidade não, um país, independente de tudo e de todos.....
Assinar:
Postagens (Atom)






