A Revolução Francesa, iniciada em 1789 (com a queda da prisão Bastilha, marco do movimento), deflagrou um processo que durou décadas, mas que acabou gradativamente com o absolutismo monarca na Europa e no mundo.
No Brasil, o período que vai de 1822 (independência) até 1889 (república), marca a época de decisões soberanas por parte de uma só pessoa. Este tempo, porém, não acabou, pelo menos no futebol.
O esporte mais popular dos brasileiros é reinado desde 1989 por um rei absoluto, que impõe as suas mais esdrúxulas vontades. Às suas decisões quase não há questionamentos, a não ser de um ou outro jornalista desobediente que ousa, de vez enquando, denunciar as suas artimanhas.
O bloqueio a ele foi furado uma vez, quando no final da década passada as suas relações com empresas e a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foram investigadas pela CPI CBF-Nike, criada e tocada pelo Congresso Federal.
Talvez a proteção que o maior meio de comunicação do país concede a ele (leia-se aos seus próprios interesses comerciais com a CBF), tenha o ajudado um pouquinho a se safar de um destino que, segundo a investigação parlamentar, era certo e inevitável.
Hoje ele reina mais do que nunca. Todas as decisões do futebol brasileiro passam por suas mãos. Não importa se o que decide tem, ou não, base técnica. Tomou uma decisão, está tomada - respeite-a.
Isto vale desde o novo técnico da seleção brasileira, até mesmo a decisão de qual clube foi campeão brasileiro em um determinado ano. Não há discussões na CBF, e sim uma relação de obediência e vassalagem. O futebol brasileiro, talvez a nossa maior expressão cultural e certamente um dos nossos maiores produtos, está nas mãos de uma só pessoa.
Como vários indivíduos de bem no Brasil, este blog comunica que não respeita as decisões da Vossa Majestade do futebol. Principalmente em relação a aqueles reconhecimentos de títulos nacionais pré-1971, fato consumado apenas para atender a interesses políticos. Para este espaço, o que continua valendo é o bom senso.
Obs.: Vale lembrar que este blog respeita os clubes que conquistaram a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, mas não considera que tais campeonatos possam ser igualados ao atual Campeonato Brasileiro.
Obs2.: Já sobre a questão do título de 1987, este blog concordaria com a decisão de dividí-lo entre Flamengo e Sport Recife se fosse tomada naquele ano ou, nos dias atuais, se estudada friamente por um corpo de técnicos. A demora da resolução de um assunto de 24 anos atrás e, sobretudo, a natureza essencialmente POLÍTICA da mudança de postura do soberano do futebol tornam a decisão questionável e condenável.
Obs3.: A Obs2 foi modificada após a divulgação do post devido a interpretações errôneas advindas do texto original.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Jornalistas devem ter "privilégios"?
A meia-entrada para jornalistas pode virar lei em Pernambuco. Segundo notícia do blog do Josias de Souza, o governador Eduardo Campos (PSB) mandou uma mensagem para a Assembléia Legislativa do Estado para que o desconto em eventos culturais vire lei estadual.
O que me chamou a atenção foi a revolta do titular do blog com o que chama de "privilégio". Para mim foi uma opinião, digamos, politicamente correta demais.
Calma!! Antes de me condenarem, leiam, por favor, os meus argumentos.
Ele tem toda razão em condenar o absurdo do sindicato local em querer cobrar que o desconto seja apenas para os filiados e, além disto, exigir deste que esteja em dia com a instituição.
Mas, ora, criticar o desconto, que poderia dar acesso facilitado ao conhecimento e cultura para o profissional de comunicação, isto eu achei exagerado. Aliás, acho que políticas como estas deveriam ser adotadas como bandeira pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Lembro, por exemplo, que na França jornalistas não pagam para entrar em museus. Até mesmo nos clássicos, como o Louvre e o Palácio de Versailles, o profissional entra de graça (e sem fila) apenas com a apresentação de uma carteira internacional que prove o desempenho da profissão.
Na Itália, até pouco tempo, a Ordem dos Jornalistas tinha um convênio com a empresa ferroviária Ferrovie dello Stato (que praticamente monopoliza o serviço no país), onde os jornalistas tinham um bom desconto para viajar entre qualquer localidade.
No Brasil, os responsáveis pela informação não possuem nenhum incentivo para melhorar a sua formação.
O jornalista brasileiro não precisa de incentivos apenas para ter acesso a cultura, mas principalmente para continuar na profissão. Hoje, a situação do jornalismo é de penúria. Na maior parte do país o piso da categoria (que muitas vezes se transforma em teto) não ultrapassa R$ 1.500,00.
Em Goiás, meu Estado, o valor mínimo bruto é R$ 1.362,00. Poucos jornalistas ganham mais do que isto. Quando ocorre, o valor adicional não passa de R$300,00 ou R$400,00.
Questiono: Será que este valor é suficiente para que os responsáveis pelas notícias e opiniões, que entram todos os dias na casa de praticamente todos os brasileiros, tenham uma vida tranquila e sustente a si e a sua família? E como este profissional ainda terá condições de buscar melhorar a sua formação?
Talvez não deveria mesmo haver o chamado "privilégio", já que os jornalistas precisam ser "independentes". Diante da nossa situação profissional, porém, acredito que estes benefícios poderiam ser, pelo menos, discutidos. Não condenados.
O que me chamou a atenção foi a revolta do titular do blog com o que chama de "privilégio". Para mim foi uma opinião, digamos, politicamente correta demais.
Calma!! Antes de me condenarem, leiam, por favor, os meus argumentos.
Ele tem toda razão em condenar o absurdo do sindicato local em querer cobrar que o desconto seja apenas para os filiados e, além disto, exigir deste que esteja em dia com a instituição.
Mas, ora, criticar o desconto, que poderia dar acesso facilitado ao conhecimento e cultura para o profissional de comunicação, isto eu achei exagerado. Aliás, acho que políticas como estas deveriam ser adotadas como bandeira pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Lembro, por exemplo, que na França jornalistas não pagam para entrar em museus. Até mesmo nos clássicos, como o Louvre e o Palácio de Versailles, o profissional entra de graça (e sem fila) apenas com a apresentação de uma carteira internacional que prove o desempenho da profissão.
Na Itália, até pouco tempo, a Ordem dos Jornalistas tinha um convênio com a empresa ferroviária Ferrovie dello Stato (que praticamente monopoliza o serviço no país), onde os jornalistas tinham um bom desconto para viajar entre qualquer localidade.
No Brasil, os responsáveis pela informação não possuem nenhum incentivo para melhorar a sua formação.
O jornalista brasileiro não precisa de incentivos apenas para ter acesso a cultura, mas principalmente para continuar na profissão. Hoje, a situação do jornalismo é de penúria. Na maior parte do país o piso da categoria (que muitas vezes se transforma em teto) não ultrapassa R$ 1.500,00.
Em Goiás, meu Estado, o valor mínimo bruto é R$ 1.362,00. Poucos jornalistas ganham mais do que isto. Quando ocorre, o valor adicional não passa de R$300,00 ou R$400,00.
Questiono: Será que este valor é suficiente para que os responsáveis pelas notícias e opiniões, que entram todos os dias na casa de praticamente todos os brasileiros, tenham uma vida tranquila e sustente a si e a sua família? E como este profissional ainda terá condições de buscar melhorar a sua formação?
Talvez não deveria mesmo haver o chamado "privilégio", já que os jornalistas precisam ser "independentes". Diante da nossa situação profissional, porém, acredito que estes benefícios poderiam ser, pelo menos, discutidos. Não condenados.
sábado, janeiro 01, 2011
Feliz Ano Novo!!
Não poderia faltar a tradicional mensagem de "Feliz Ano Novo". E um post no primeiro dia do ano, mesmo que seja no apagar das luzes, é sinal de que vou escrever aqui o ano inteiro.
Um ótimo ano a todos!!
Um ótimo ano a todos!!
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Renovação
Algumas coisas que ocorreram no final do ano passado me indicaram a necessidade de mundanças. Uma delas era a confirmação de que o template anterior estava defasado em relação aos meus objetivos. O que fazer? Mudar, é claro.
Tentei encontrar algo mais moderno e funcional. Gostei deste. As cores são leves, fundamental para não se estressar. O fundo do texto é branco, arrumando, ao meu ver, um dos principais problemas do antigo.
Fui pesquisar quanto tempo havia permanecido com o "Visual dos Hobbits", e me surpreendi - foram 995 dias. Se soubesse, esperaria mais cinco dias para completar mil. Isto não ocultará, porém, os quase três anos que aquele velho template possui na história deste blog. E bola para frente.
Aproveitando, um Feliz Natal atrasado a todos!! Como Natal é época de renovação, nada melhor do que estreiar uma nova fase neste blog.
Tentei encontrar algo mais moderno e funcional. Gostei deste. As cores são leves, fundamental para não se estressar. O fundo do texto é branco, arrumando, ao meu ver, um dos principais problemas do antigo.
Fui pesquisar quanto tempo havia permanecido com o "Visual dos Hobbits", e me surpreendi - foram 995 dias. Se soubesse, esperaria mais cinco dias para completar mil. Isto não ocultará, porém, os quase três anos que aquele velho template possui na história deste blog. E bola para frente.
Aproveitando, um Feliz Natal atrasado a todos!! Como Natal é época de renovação, nada melhor do que estreiar uma nova fase neste blog.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Lista Negra
Segue a lista dos deputados goianos que votaram "SIM" para o projeto de urgência e possibilitaram o aumento de 61,7% em seus próprios salários, do presidente, vice e ministros. A partir de fevereiro de 2011, eles vão receber R$ 26,7 mil.
Não houve nenhum goiano que votou "NÃO". Os que não estão listados não compareceram à sessão.
Luiz Bittencourt (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Roberto Balestra (PP)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)
Pedro Wilson (PT)
Apesar de apenas Balestra e Leréia terem sido reeleitos (os outros não disputaram), vale a pena passar esta lista para frente e dar uma "queimada" nesta turma.
Não houve nenhum goiano que votou "NÃO". Os que não estão listados não compareceram à sessão.
Luiz Bittencourt (PMDB)
Marcelo Melo (PMDB)
Roberto Balestra (PP)
Carlos Alberto Leréia (PSDB)
Professora Raquel Teixeira (PSDB)
Pedro Wilson (PT)
Apesar de apenas Balestra e Leréia terem sido reeleitos (os outros não disputaram), vale a pena passar esta lista para frente e dar uma "queimada" nesta turma.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Quando a mídia brasileira 'bailó' tango
“O Goiás é o Brasil na Copa Sulamericana”. Esta foi a frase dita, mas pouco respeitada pela mídia brasileira na edição 2010 da final da Copa Sulamericana entre Goiás e Independiente da Argentina.
Os portais e televisões nacionais pouco se interessaram na oportunidade do time goiano em trazer este título para o Brasil. Nos dias que precederam os dois jogos, pouco foi noticiado nos telejornais esportivos e quase nada encontrado nos principais portais da internet.
Este blog acompanhou os três principais portais esportivos (UOL, G1 e R7) em dias chaves desta decisão e constatou o que já sabia – no futebol o Brasil se resume a Rio-São Paulo-Sul, com algumas exceções as Minas Gerais. O restante é respeitado como coadjuvante, nada mais.
Com a concorrência da semana decisiva do Campeonato Brasileiro, a mídia nacional fez de tudo para valorizar a disputa praticamente encerrada entre Fluminense e Corinthians pelo título nacional e ignorou o primeiro jogo da final da Sulamericana.
Um dia antes da partida, não havia praticamente nenhuma informação nos portais. O G1 chegou a ressuscitar o confronto Goiás X Palmeiras das semifinais, com uma matéria onde o volante Assunção do time paulista dizia que não assistiria a final, magoado com a eliminação. Sobre a final, nada.

Após a primeira partida, e as notícias comuns da vitória do Goiás, a final da Sulamericana sumiu totalmente das páginas e deu lugar à decisão do Brasileirão. A mesma tática era usada por programas especializados na televisão, como o Globo Esporte.
Este, inclusive, conseguiu esgotar todas as pautas possíveis e impossíveis para contar o futuro título do tricolor carioca. Uma foi até caricata, quando perguntaram a um vidente quem seria o campeão. O título só escaparia das mãos do Flu se ocorresse uma catástrofe.
Com o fim do campeonato brasileiro, o Goiás e a final da Copa Sulamericana ganharam espaço do noticiário nacional, não? Negativo. Além da festa do Flu, os portais passaram a destacar sub-notícias dos clubes, o Inter a caminho do mundial e reforços para a próxima temporada.
Para total surpresa, o destaque do UOL um dia antes da finalíssima não era o Goiás – o time brasileiro que lutaria para trazer mais um título internacional a ‘pátria-amada’ – e sim o Independiente da Argentina. A matéria contava que o time argentino lotaria o estádio.

Um prova de que não existia matéria do Goiás, que mostraria a preparação do esmeraldino para a partida, é o fato de que a notícia do Independiente virou até mesmo ‘notícia do dia’ do clube goiano.

Até o site da Fifa trouxe mais destaque ao Goiás do que a mídia brasileira. Enquanto o clube do centro brasileiro era menosprezado pela imprensa de seu próprio país, era destaque no site da Federação Internacional de Futebol.

No dia do jogo final ficou clara a prioridade das televisões brasileiras. A Sportv preparou uma transmissão de primeira linha, mandando equipe completa para Buenos Aires. Encontrou, porém, uma solução de ‘valorizar’ o seu produto.
O Grêmio, quarto colocado do Brasileirão, esperava a decisão do Goiás para definir se participaria, ou não, da Copa Libertadores da América 2011. Assim, o canal adotou a opção calhorda de inserir o time gaúcho na transmissão, como se a final fosse Goiás X Grêmio.
A emissora mostrou que apesar de ser uma decisão Brasil X Argentina, a vitória dos nossos vizinhos serviria para parte do Brasil (e verdade seja dita, para eles, a parte que importa). Não fizeram cerimônia ao colocar flashes de Porto Alegre com a torcida do Grêmio vibrando com a derrota do time brasileiro.
Na Globo, o ‘tubão’ (transmissão de estúdio, quando a equipe não está no estádio) do Cléber Machado foi, no mínimo, mais neutro e interessante. Ele apenas citou que o Grêmio seria o time beneficiado com a vitória argentina e tratou o Goiás como protagonista do jogo.
Um dia depois da derrota esmeraldina, os portais voltaram a ser ‘infames’. O UOL finalmente lembrou do Goiás – em destaque na sua página principal - com uma matéria enfocada no ano ‘pífio’ do time do Planalto Central.

Já o G1, finalmente, pôde respirar aliviado e mostrar o que queria há tempos – uma foto da torcida gremista comemorando o resultado, com o time goiano, abaixo, ajoelhado e com jogadores de cabeças baixas.

Apenas o Blog do Juca Kfouri destacou o Goiás como um time brasileiro em busca de um título internacional. Além dos constantes posts analisando a situação do Esmeraldino, o blogueiro publicou o belo texto do torcedor Randall Neto, entitulado “Obrigado aos 33”, no dia da decisão.
Moral da história: dificilmente um time fora do eixo será o Brasil em algum torneiro internacional. Quando isto ocorre é ruim para o faturamento da mídia, que torce para que o ‘desagradável’ que rompeu o status quo do futebol perca logo e dê lugar para um clube mais representativo. Assim, para a linha editorial da imprensa nacional, o Goiás (como o Sport, Coritiba, Vitória, Vila Nova, Atlético-GO e etc...) dificilmente serão Brasil em alguma competição.
Os portais e televisões nacionais pouco se interessaram na oportunidade do time goiano em trazer este título para o Brasil. Nos dias que precederam os dois jogos, pouco foi noticiado nos telejornais esportivos e quase nada encontrado nos principais portais da internet.
Este blog acompanhou os três principais portais esportivos (UOL, G1 e R7) em dias chaves desta decisão e constatou o que já sabia – no futebol o Brasil se resume a Rio-São Paulo-Sul, com algumas exceções as Minas Gerais. O restante é respeitado como coadjuvante, nada mais.
Com a concorrência da semana decisiva do Campeonato Brasileiro, a mídia nacional fez de tudo para valorizar a disputa praticamente encerrada entre Fluminense e Corinthians pelo título nacional e ignorou o primeiro jogo da final da Sulamericana.
Um dia antes da partida, não havia praticamente nenhuma informação nos portais. O G1 chegou a ressuscitar o confronto Goiás X Palmeiras das semifinais, com uma matéria onde o volante Assunção do time paulista dizia que não assistiria a final, magoado com a eliminação. Sobre a final, nada.

Após a primeira partida, e as notícias comuns da vitória do Goiás, a final da Sulamericana sumiu totalmente das páginas e deu lugar à decisão do Brasileirão. A mesma tática era usada por programas especializados na televisão, como o Globo Esporte.
Este, inclusive, conseguiu esgotar todas as pautas possíveis e impossíveis para contar o futuro título do tricolor carioca. Uma foi até caricata, quando perguntaram a um vidente quem seria o campeão. O título só escaparia das mãos do Flu se ocorresse uma catástrofe.
Com o fim do campeonato brasileiro, o Goiás e a final da Copa Sulamericana ganharam espaço do noticiário nacional, não? Negativo. Além da festa do Flu, os portais passaram a destacar sub-notícias dos clubes, o Inter a caminho do mundial e reforços para a próxima temporada.
Para total surpresa, o destaque do UOL um dia antes da finalíssima não era o Goiás – o time brasileiro que lutaria para trazer mais um título internacional a ‘pátria-amada’ – e sim o Independiente da Argentina. A matéria contava que o time argentino lotaria o estádio.

Um prova de que não existia matéria do Goiás, que mostraria a preparação do esmeraldino para a partida, é o fato de que a notícia do Independiente virou até mesmo ‘notícia do dia’ do clube goiano.

Até o site da Fifa trouxe mais destaque ao Goiás do que a mídia brasileira. Enquanto o clube do centro brasileiro era menosprezado pela imprensa de seu próprio país, era destaque no site da Federação Internacional de Futebol.

No dia do jogo final ficou clara a prioridade das televisões brasileiras. A Sportv preparou uma transmissão de primeira linha, mandando equipe completa para Buenos Aires. Encontrou, porém, uma solução de ‘valorizar’ o seu produto.
O Grêmio, quarto colocado do Brasileirão, esperava a decisão do Goiás para definir se participaria, ou não, da Copa Libertadores da América 2011. Assim, o canal adotou a opção calhorda de inserir o time gaúcho na transmissão, como se a final fosse Goiás X Grêmio.
A emissora mostrou que apesar de ser uma decisão Brasil X Argentina, a vitória dos nossos vizinhos serviria para parte do Brasil (e verdade seja dita, para eles, a parte que importa). Não fizeram cerimônia ao colocar flashes de Porto Alegre com a torcida do Grêmio vibrando com a derrota do time brasileiro.
Na Globo, o ‘tubão’ (transmissão de estúdio, quando a equipe não está no estádio) do Cléber Machado foi, no mínimo, mais neutro e interessante. Ele apenas citou que o Grêmio seria o time beneficiado com a vitória argentina e tratou o Goiás como protagonista do jogo.
Um dia depois da derrota esmeraldina, os portais voltaram a ser ‘infames’. O UOL finalmente lembrou do Goiás – em destaque na sua página principal - com uma matéria enfocada no ano ‘pífio’ do time do Planalto Central.

Já o G1, finalmente, pôde respirar aliviado e mostrar o que queria há tempos – uma foto da torcida gremista comemorando o resultado, com o time goiano, abaixo, ajoelhado e com jogadores de cabeças baixas.

Apenas o Blog do Juca Kfouri destacou o Goiás como um time brasileiro em busca de um título internacional. Além dos constantes posts analisando a situação do Esmeraldino, o blogueiro publicou o belo texto do torcedor Randall Neto, entitulado “Obrigado aos 33”, no dia da decisão.
Moral da história: dificilmente um time fora do eixo será o Brasil em algum torneiro internacional. Quando isto ocorre é ruim para o faturamento da mídia, que torce para que o ‘desagradável’ que rompeu o status quo do futebol perca logo e dê lugar para um clube mais representativo. Assim, para a linha editorial da imprensa nacional, o Goiás (como o Sport, Coritiba, Vitória, Vila Nova, Atlético-GO e etc...) dificilmente serão Brasil em alguma competição.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Frases V
“Pare de se comparar com os outros, porque você vai se achar melhor ou pior. E as duas coisas são ruins” – Dalai Lama
quinta-feira, novembro 25, 2010
Goiás!! Grande Goiás!!
A melhor forma de registrar a vitória histórica do Goiás sobre o Palmeiras, ontem, em São Paulo - por 2 a 1, que consolidou a classificação do verde goiano à final da Copa Sulamericana - é postar o texto abaixo, do grande cronista esportivo Juca Kfouri.
Posso até não concordar com algumas de suas opiniões, como a sua defesa contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, mas não posso deixar que elogiar o grande trabalho que realiza e sempre realizou em prol do jornalismo esportivo brasileiro, além de possuir um dos melhores textos da imprensa nacional.
O Goiás não sabia que era impossível
por Juca Kfouri
O Goiás provou mais uma vez que nada é impossível no futebol.
E que por mais que insistamos em fazer previsões estas são apenas lúdicas, nada além disso.
E que por isso o Fluminense não pode mesmo se considerar campeão brasileiro, porque tudo pode acontecer.
Até ter um Palmeiras titular pela frente no domingo, embora só uma coisa pareça pior para o palmeirense do que estar eliminado da Copa Sul-Americana: ajudar o rival Corinthians.
O Goiás está na final que o Palmeiras tinha como dele e vai saber nesta quinta-feira se o adversário será a LDU ou o Independiente.
Para gremistas, botafoguenses e torcedores do Furacão, aparentemente, a chance do G4 valer Libertadores aumentou, mas só aparentemente, porque duvidar que o Goiás seja campeão da Copa Sul-Americana é coisa mais que duvidosa.
A torcida do Galo sim, pode comemorar, porque o Goiás que estará em Sete Lagoas no domingo certamente não será o titular, o que deve, pode, quem sabe, valer a manutenção do Atlético Mineiro na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
Enfim, pelo menos hoje, nada de previsões.
Apenas congratulações.
Ao Goiás, heróico Goiás.
Fonte: Blog do Juca - http://blogdojuca.uol.com.br/2010/11/o-goias-nao-sabia-que-era-impossivel
Posso até não concordar com algumas de suas opiniões, como a sua defesa contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, mas não posso deixar que elogiar o grande trabalho que realiza e sempre realizou em prol do jornalismo esportivo brasileiro, além de possuir um dos melhores textos da imprensa nacional.
O Goiás não sabia que era impossível
por Juca Kfouri
O Goiás provou mais uma vez que nada é impossível no futebol.
E que por mais que insistamos em fazer previsões estas são apenas lúdicas, nada além disso.
E que por isso o Fluminense não pode mesmo se considerar campeão brasileiro, porque tudo pode acontecer.
Até ter um Palmeiras titular pela frente no domingo, embora só uma coisa pareça pior para o palmeirense do que estar eliminado da Copa Sul-Americana: ajudar o rival Corinthians.
O Goiás está na final que o Palmeiras tinha como dele e vai saber nesta quinta-feira se o adversário será a LDU ou o Independiente.
Para gremistas, botafoguenses e torcedores do Furacão, aparentemente, a chance do G4 valer Libertadores aumentou, mas só aparentemente, porque duvidar que o Goiás seja campeão da Copa Sul-Americana é coisa mais que duvidosa.
A torcida do Galo sim, pode comemorar, porque o Goiás que estará em Sete Lagoas no domingo certamente não será o titular, o que deve, pode, quem sabe, valer a manutenção do Atlético Mineiro na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
Enfim, pelo menos hoje, nada de previsões.
Apenas congratulações.
Ao Goiás, heróico Goiás.
Fonte: Blog do Juca - http://blogdojuca.uol.com.br/2010/11/o-goias-nao-sabia-que-era-impossivel
quinta-feira, novembro 04, 2010
Quem é mais poderoso?
Nos últimos meses deixei este espaço sem atualizações por questões profissionais, já que, devido aos meus ofícios, preferi diminuir o nível de opinião. Agora, passado este período, voltarei a escrever por aqui. Depois deste post, teremos atualizações mais constantes a partir do dia 23, quando voltarei de férias.
A revista norte-americana Forbes divulgou a habitual lista das pessoas mais poderosas do mundo. Ao analizá-la, resolvi não só postá-la aqui, como também esmiuçá-la. É interessante que mesmo sendo pessoas públicas, existem figurinhas que nós (eu pelo menos) não conhecemos de nome. Aí vem a parte da pesquisa. Eis a lista com as devidas apresentações:
1º Hu Jintao - 12o e atual presidente da República Popular da China. Comanda a maior população (1.321.851.888 habitantes), a segunda maior economia (US$ 8.791 trilhões) e o terceiro maior território (9.596.960 km2) do mundo.
2º Barack Obama - 44o e atual presidente dos Estados Unidos. Comanda a maior economia ( US$ 14,02 trilhões), a terceira maior população (308 758 000 habitantes) e o quarto maior território (9 372 610 km2) do mundo. Foi o primeiro negro a assumir o cargo e ganhou o prêmio nobel da paz em 2009.
3º Abdallah bin Abdul Aziz al Saud - Rei da Arábia Saudita, coroado em 2005. Acumula os títulos de Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, Comandante da Guarda Nacional Saudita e Primeiro-Ministro da Arábia Saudita. Comanda um país rico por suas reservas de petróleo e, por isto, tem um grande poder estratégico no mundo.
4º Vladimir Putin - Atualmente ocupa o cargo de primeiro-ministro da Rússia. Apesar de ser um cargo abaixo do presidente Dmitri Medvedev, tem mais poder de influência que o mandatário do poder russo.
5º Papa Bento 16 - Líder do catolicismo romano, principal vertente do cristianismo, a maior religião do mundo com mais de 2 bilhões de seguidores. Foi eleito em 2005 o 226o Papa. Acumula os cargos de Bispo de Roma e Chefe de Estado da Cidade do Vaticano.
6º Angela Merkel - Chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, lidera a maior economia da Europa. No ano passado foi eleita a mulher mais poderosa do mundo, pela mesma revista Forbes.
7º David Cameron - Eleito este ano primeiro-ministro do Reino Unido, derrotando nas urnas o ex-mandatário Gordon Brown e terminando com 13 anos de poder dos trabalhistas. É líder do Partido Conservador britânico.
8º Ben Bernanke - Atual presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), cargo que ocupa desde 2006. No ano passado foi eleito a Pessoa do Ano pela revista Times.
9º Sonia Gandhi - Viúva do ex-primeiro ministro da Índia Rajiv Gandhi. Nasceu na Itália, mas milita na política indiana, onde é presidente do Partido do Congresso. Em 2004 venceu as eleições legislativas, mas não assumiu, indicando Manmohan Singh em seu lugar.
10º Bill Gates - É o fundador da Microsoft, a maior e mais conhecida empresa de software do mundo. Eleito pela Forbes como o homem mais rico do mundo em 2010, com uma fortuna de US$ 53 bilhões.
11º Zhou Xiaochuan - Presidente do Banco Central da China desde 2002, cuja as reservas somam mais de US$ 2 trilhões. Responsável pelas reformas da economia chinesa na última década.
12º Dmitry Medvedev - Atual presidente da Rússia, eleito para o cargo em 2008 ajudado pela forte popularidade do governo Putin. Comanda o maior território e a oitava economia do mundo.
13º Rupert Murdoch - Magnata da comunicação e CEO da News Corporation, o terceiro maior conglomerado midiático do mundo, que inclui centenas de empresas no mundo inteiro. Fundador da Fox Broadcasting Company, carro-chefe de suas empresas.
14º Silvio Berlusconi - Primeiro-ministro italiano e magnata da comunicação na Europa. Apesar de ter sido eleito a pouco mais de dois anos, o seu governo está desgastado com seus escândalos sexuais, recessão no país e perda de apoio no Congresso.
15º Jean-Claude Trichet - Presidente do Banco Central Europeu deste 2003. Nascido em Lyon, França.
16º Dilma Rousseff - Presidenta eleita do Brasil para o período de 2011-2014. Conseguiu êxito graças a popularidade do governo Lula, seu maior apoiador durante a campanha. Integra o PT, partido de centro-esquerda trabalhista.
17º Steve Jobs - Magnata dos negócios e inventor, comandante principal da Apple, cuja empresa é co-criador.
18º Manmohan Singh - Atual primeiro-ministro da Índia. Comanda a segunda maior população do mundo, com mais de 1,1 bilhões de habitantes.
19º Nicolas Sarkozy - Presidente francês, casado com a cantora e modelo italiana Carla Bruni. Atualmente desgastado pelo recuo da economia e a impopularidade da sua reforma previdenciária.
20º Hillary Clinton - Atual secretária de Estado do governo Obama, disputou acirradamente com o próprio a indicação da candidatura presidencial no Partido Democrata, em 2008. Esposa do popular ex-presidente Bill Clinton.
A revista norte-americana Forbes divulgou a habitual lista das pessoas mais poderosas do mundo. Ao analizá-la, resolvi não só postá-la aqui, como também esmiuçá-la. É interessante que mesmo sendo pessoas públicas, existem figurinhas que nós (eu pelo menos) não conhecemos de nome. Aí vem a parte da pesquisa. Eis a lista com as devidas apresentações:
1º Hu Jintao - 12o e atual presidente da República Popular da China. Comanda a maior população (1.321.851.888 habitantes), a segunda maior economia (US$ 8.791 trilhões) e o terceiro maior território (9.596.960 km2) do mundo.
2º Barack Obama - 44o e atual presidente dos Estados Unidos. Comanda a maior economia ( US$ 14,02 trilhões), a terceira maior população (308 758 000 habitantes) e o quarto maior território (9 372 610 km2) do mundo. Foi o primeiro negro a assumir o cargo e ganhou o prêmio nobel da paz em 2009.
3º Abdallah bin Abdul Aziz al Saud - Rei da Arábia Saudita, coroado em 2005. Acumula os títulos de Guardião das Duas Mesquitas Sagradas, Comandante da Guarda Nacional Saudita e Primeiro-Ministro da Arábia Saudita. Comanda um país rico por suas reservas de petróleo e, por isto, tem um grande poder estratégico no mundo.
4º Vladimir Putin - Atualmente ocupa o cargo de primeiro-ministro da Rússia. Apesar de ser um cargo abaixo do presidente Dmitri Medvedev, tem mais poder de influência que o mandatário do poder russo.
5º Papa Bento 16 - Líder do catolicismo romano, principal vertente do cristianismo, a maior religião do mundo com mais de 2 bilhões de seguidores. Foi eleito em 2005 o 226o Papa. Acumula os cargos de Bispo de Roma e Chefe de Estado da Cidade do Vaticano.
6º Angela Merkel - Chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, lidera a maior economia da Europa. No ano passado foi eleita a mulher mais poderosa do mundo, pela mesma revista Forbes.
7º David Cameron - Eleito este ano primeiro-ministro do Reino Unido, derrotando nas urnas o ex-mandatário Gordon Brown e terminando com 13 anos de poder dos trabalhistas. É líder do Partido Conservador britânico.
8º Ben Bernanke - Atual presidente do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), cargo que ocupa desde 2006. No ano passado foi eleito a Pessoa do Ano pela revista Times.
9º Sonia Gandhi - Viúva do ex-primeiro ministro da Índia Rajiv Gandhi. Nasceu na Itália, mas milita na política indiana, onde é presidente do Partido do Congresso. Em 2004 venceu as eleições legislativas, mas não assumiu, indicando Manmohan Singh em seu lugar.
10º Bill Gates - É o fundador da Microsoft, a maior e mais conhecida empresa de software do mundo. Eleito pela Forbes como o homem mais rico do mundo em 2010, com uma fortuna de US$ 53 bilhões.
11º Zhou Xiaochuan - Presidente do Banco Central da China desde 2002, cuja as reservas somam mais de US$ 2 trilhões. Responsável pelas reformas da economia chinesa na última década.
12º Dmitry Medvedev - Atual presidente da Rússia, eleito para o cargo em 2008 ajudado pela forte popularidade do governo Putin. Comanda o maior território e a oitava economia do mundo.
13º Rupert Murdoch - Magnata da comunicação e CEO da News Corporation, o terceiro maior conglomerado midiático do mundo, que inclui centenas de empresas no mundo inteiro. Fundador da Fox Broadcasting Company, carro-chefe de suas empresas.
14º Silvio Berlusconi - Primeiro-ministro italiano e magnata da comunicação na Europa. Apesar de ter sido eleito a pouco mais de dois anos, o seu governo está desgastado com seus escândalos sexuais, recessão no país e perda de apoio no Congresso.
15º Jean-Claude Trichet - Presidente do Banco Central Europeu deste 2003. Nascido em Lyon, França.
16º Dilma Rousseff - Presidenta eleita do Brasil para o período de 2011-2014. Conseguiu êxito graças a popularidade do governo Lula, seu maior apoiador durante a campanha. Integra o PT, partido de centro-esquerda trabalhista.
17º Steve Jobs - Magnata dos negócios e inventor, comandante principal da Apple, cuja empresa é co-criador.
18º Manmohan Singh - Atual primeiro-ministro da Índia. Comanda a segunda maior população do mundo, com mais de 1,1 bilhões de habitantes.
19º Nicolas Sarkozy - Presidente francês, casado com a cantora e modelo italiana Carla Bruni. Atualmente desgastado pelo recuo da economia e a impopularidade da sua reforma previdenciária.
20º Hillary Clinton - Atual secretária de Estado do governo Obama, disputou acirradamente com o próprio a indicação da candidatura presidencial no Partido Democrata, em 2008. Esposa do popular ex-presidente Bill Clinton.
segunda-feira, outubro 04, 2010
Das derrotas
Faço, sim, piadas sobre as minhas derrotas. Por que, o que é derrota? Derrota não é fracasso, mas apenas uma etapa para a próxima vitória. Pois o mundo gira, e irreversível só a morte.
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