Mostrando postagens com marcador goiás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador goiás. Mostrar todas as postagens

terça-feira, maio 17, 2011

Goiás é o 23o da América do Sul

O Goiás Esporte Clube ocupa posição de destaque no novo ranking da Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol). O clube goiano ocupa o 23o lugar na lista que foi divulgada hoje (terça, 17), à frente de vários clubes tradicionais do futebol brasileiro, como Flamengo (28), Botafogo (38), Corinthians (41), Atlético Mineiro (45) e Vasco (71).

O clube goiano também está na frente de times importantes de outros países da América do Sul, como Peñarol (URU), River Plate (ARG), San Lorenzo (ARG) e Emelec (EQU).

Com o seu novo ranking, a Conmebol passa contar apenas os cinco últimos anos. O objetivo é elencar os  melhores clubes de um passado recente, ao invés da fórmula antiga, que considerava os resultados desde 1960.

Seguem os primeiros 26 colocados do ranking:

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Quando a mídia brasileira 'bailó' tango

“O Goiás é o Brasil na Copa Sulamericana”. Esta foi a frase dita, mas pouco respeitada pela mídia brasileira na edição 2010 da final da Copa Sulamericana entre Goiás e Independiente da Argentina.

Os portais e televisões nacionais pouco se interessaram na oportunidade do time goiano em trazer este título para o Brasil. Nos dias que precederam os dois jogos, pouco foi noticiado nos telejornais esportivos e quase nada encontrado nos principais portais da internet.

Este blog acompanhou os três principais portais esportivos (UOL, G1 e R7) em dias chaves desta decisão e constatou o que já sabia – no futebol o Brasil se resume a Rio-São Paulo-Sul, com algumas exceções as Minas Gerais. O restante é respeitado como coadjuvante, nada mais.

Com a concorrência da semana decisiva do Campeonato Brasileiro, a mídia nacional fez de tudo para valorizar a disputa praticamente encerrada entre Fluminense e Corinthians pelo título nacional e ignorou o primeiro jogo da final da Sulamericana.

Um dia antes da partida, não havia praticamente nenhuma informação nos portais. O G1 chegou a ressuscitar o confronto Goiás X Palmeiras das semifinais, com uma matéria onde o volante Assunção do time paulista dizia que não assistiria a final, magoado com a eliminação. Sobre a final, nada.



Após a primeira partida, e as notícias comuns da vitória do Goiás, a final da Sulamericana sumiu totalmente das páginas e deu lugar à decisão do Brasileirão. A mesma tática era usada por programas especializados na televisão, como o Globo Esporte.

Este, inclusive, conseguiu esgotar todas as pautas possíveis e impossíveis para contar o futuro título do tricolor carioca. Uma foi até caricata, quando perguntaram a um vidente quem seria o campeão. O título só escaparia das mãos do Flu se ocorresse uma catástrofe.

Com o fim do campeonato brasileiro, o Goiás e a final da Copa Sulamericana ganharam espaço do noticiário nacional, não? Negativo. Além da festa do Flu, os portais passaram a destacar sub-notícias dos clubes, o Inter a caminho do mundial e reforços para a próxima temporada.

Para total surpresa, o destaque do UOL um dia antes da finalíssima não era o Goiás – o time brasileiro que lutaria para trazer mais um título internacional a ‘pátria-amada’ – e sim o Independiente da Argentina. A matéria contava que o time argentino lotaria o estádio.



Um prova de que não existia matéria do Goiás, que mostraria a preparação do esmeraldino para a partida, é o fato de que a notícia do Independiente virou até mesmo ‘notícia do dia’ do clube goiano.



Até o site da Fifa trouxe mais destaque ao Goiás do que a mídia brasileira. Enquanto o clube do centro brasileiro era menosprezado pela imprensa de seu próprio país, era destaque no site da Federação Internacional de Futebol.



No dia do jogo final ficou clara a prioridade das televisões brasileiras. A Sportv preparou uma transmissão de primeira linha, mandando equipe completa para Buenos Aires. Encontrou, porém, uma solução de ‘valorizar’ o seu produto.

O Grêmio, quarto colocado do Brasileirão, esperava a decisão do Goiás para definir se participaria, ou não, da Copa Libertadores da América 2011. Assim, o canal adotou a opção calhorda de inserir o time gaúcho na transmissão, como se a final fosse Goiás X Grêmio.

A emissora mostrou que apesar de ser uma decisão Brasil X Argentina, a vitória dos nossos vizinhos serviria para parte do Brasil (e verdade seja dita, para eles, a parte que importa). Não fizeram cerimônia ao colocar flashes de Porto Alegre com a torcida do Grêmio vibrando com a derrota do time brasileiro.

Na Globo, o ‘tubão’ (transmissão de estúdio, quando a equipe não está no estádio) do Cléber Machado foi, no mínimo, mais neutro e interessante. Ele apenas citou que o Grêmio seria o time beneficiado com a vitória argentina e tratou o Goiás como protagonista do jogo.

Um dia depois da derrota esmeraldina, os portais voltaram a ser ‘infames’. O UOL finalmente lembrou do Goiás – em destaque na sua página principal - com uma matéria enfocada no ano ‘pífio’ do time do Planalto Central.



Já o G1, finalmente, pôde respirar aliviado e mostrar o que queria há tempos – uma foto da torcida gremista comemorando o resultado, com o time goiano, abaixo, ajoelhado e com jogadores de cabeças baixas.



Apenas o Blog do Juca Kfouri destacou o Goiás como um time brasileiro em busca de um título internacional. Além dos constantes posts analisando a situação do Esmeraldino, o blogueiro publicou o belo texto do torcedor Randall Neto, entitulado “Obrigado aos 33”, no dia da decisão.

Moral da história: dificilmente um time fora do eixo será o Brasil em algum torneiro internacional. Quando isto ocorre é ruim para o faturamento da mídia, que torce para que o ‘desagradável’ que rompeu o status quo do futebol perca logo e dê lugar para um clube mais representativo. Assim, para a linha editorial da imprensa nacional, o Goiás (como o Sport, Coritiba, Vitória, Vila Nova, Atlético-GO e etc...) dificilmente serão Brasil em alguma competição.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Goiás!! Grande Goiás!!

A melhor forma de registrar a vitória histórica do Goiás sobre o Palmeiras, ontem, em São Paulo - por 2 a 1, que consolidou a classificação do verde goiano à final da Copa Sulamericana - é postar o texto abaixo, do grande cronista esportivo Juca Kfouri.

Posso até não concordar com algumas de suas opiniões, como a sua defesa contra a obrigatoriedade do diploma para jornalistas, mas não posso deixar que elogiar o grande trabalho que realiza e sempre realizou em prol do jornalismo esportivo brasileiro, além de possuir um dos melhores textos da imprensa nacional.


O Goiás não sabia que era impossível
por Juca Kfouri

O Goiás provou mais uma vez que nada é impossível no futebol.
E que por mais que insistamos em fazer previsões estas são apenas lúdicas, nada além disso.
E que por isso o Fluminense não pode mesmo se considerar campeão brasileiro, porque tudo pode acontecer.
Até ter um Palmeiras titular pela frente no domingo, embora só uma coisa pareça pior para o palmeirense do que estar eliminado da Copa Sul-Americana: ajudar o rival Corinthians.
O Goiás está na final que o Palmeiras tinha como dele e vai saber nesta quinta-feira se o adversário será a LDU ou o Independiente.
Para gremistas, botafoguenses e torcedores do Furacão, aparentemente, a chance do G4 valer Libertadores aumentou, mas só aparentemente, porque duvidar que o Goiás seja campeão da Copa Sul-Americana é coisa mais que duvidosa.
A torcida do Galo sim, pode comemorar, porque o Goiás que estará em Sete Lagoas no domingo certamente não será o titular, o que deve, pode, quem sabe, valer a manutenção do Atlético Mineiro na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
Enfim, pelo menos hoje, nada de previsões.
Apenas congratulações.
Ao Goiás, heróico Goiás.
Fonte: Blog do Juca - http://blogdojuca.uol.com.br/2010/11/o-goias-nao-sabia-que-era-impossivel

quarta-feira, maio 13, 2009

Aventurações testa o Citybus

Já havia algum tempo que queria fazer o 'test-drive' na nova cria do transporte coletivo de Goiânia. Como todo bom goianiense, me assusto com o preço de R$4,50 do serviço e o valor sempre foi impedimento. Para que deixar de utilizar o meu carro e pegar um micro-ônibus se para mim não será financeiramente compensador?

Idéia
Acordei hoje às 08:50 da manhã e não tinha mais sono - para quem me conhece sabe que é um milagre -, quando resolvi levantar. Fui futricar um pouco na internet, ler jornais, ver as últimas, quando comecei pensar como iria a Assembléia Legislativa, já que acompanhar as votações do legislativo era o meu trabalho do dia.

Estava cansado de pagar R$6,50 de estacionamento, e não me passava pela cabeça atravessar a cidade até o jornal, então fiquei imaginando como chegaria ao parlamento. Na mesma hora pensei um pouquinho e resolvi: vou testar o novo city-bus.

Planejamento
A pauta estava lançada, mas precisava me preparar para aquela 'aventura'. Em primeiro lugar, abri um informativo que tenho aqui em casa sobre o serviço e chequei a rota. Quase desanimei quando vi que teria que ir até o Flamboyant para depois guinar ao centro. A curiosidade, porém, falou mais alto.

O informativo (quatro páginas standard de jornal) não indicava os pontos em que passavam as vans. Em se tratando das companhias de ônibus locais não é nada que foge do normal. Entrei então no site da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) para ver se conseguia maiores informações. Lá nem constava o novo serviço.

Acessei o Google Maps e, pelas avenidas do roteiro, tentei imaginar o trajeto dos citybuses. Como pegaria, primeiro, o 901, e ele passa na Av. Quarta Radial, acreditei que haveria um ponto na frente do Supermercado Marcos. Percebi também, que não teria que mudar de ponto lá no Flamboyant para pegar o 902, que liga o shopping à Praça do Avião.

Sitpass
Logo após o almoço, encarei a missão. Saí do meu prédio exatamente às 13:27, e comecei a caminhar tranquilamente rumo a Av. Quarta Radial. Como pegaria duas vans, e o informativo do Citybus foi bem claro ao comunicar que só teria direito de fazer a integração de uma van a outra quem usasse o famigerado sitpass, sai logo a sua procura.

Entrei na primeira loja que vi, uma papelaria, e perguntei se lá vendia o passe. O rapaz respondeu negativamente e, após uma nova questão da minha parte, me informou que vendiam em um guichê, em frente ao supermercado Marcos.

Atravessei a Av. Circular e encontrei logo o lugar. É uma daquelas cabines que vendem recarga e cartões de telefone. Tinha um garoto na minha frente, mas fiquei aliviado logo quando vi uma pilha de sitpass de duas viagens. Vale lembrar que por aqui é difícil de achá-los, daí a sua qualificação de 'famigerado'. Gastei sete minutos da porta do meu prédio à compra do passe.

SPL-Flamboyant
Atravessei a avenida e comecei a esperar no ponto. Como nunca tinha visto ninguém dentro dos citybuses me senti estranho. Fiquei imaginando como seria andar em um ônibus sem ninguém. Já fui esperando pelo pior, já que no informativo dizia que a espera máxima para aquela linha era de 20 minutos. Em Goiânia, quando dizem 20, na verdade, querem dizer 40.

Me surpreendi. Em quatro minutos (cronometrados), eis que surge a minha van fazendo a curva na Avenida Circular. Dei o sinal, ela parou e fiquei esperando a porta abrir. Ao subir os degraus, outra surpresa. O motorista virou a cabeça na minha direção e, antes de qualquer reação da minha parte, sorriu e disse: "Boa tarde!".

Era muito para mim. Andei anos e mais anos de ônibus minha vida e nunca um motorista me havia cumprimentado. Retribui a saudação e passei a catraca. Pensa que as surpresas acabaram? Claro que não. Havia uma passageira sentada no primeiro banco da van. Surpreendente!

Sentei um pouco mais atrás e verifiquei que não cabia no banco. Normal. Sou grande e nunca coube nestas vans. O banco, porém, era muito confortável. A limpeza estava impecável. A van cheirava novo - fiquei imaginando quantos passageiros aquele carro já havia transportado. Não eram muitos, com certeza.

Em nosso caminho até o shopping, percebi que o motorista não tinha pressa alguma. Pelo contrário. Andava calmamente e se preocupava em fazer as curvas sem 'jogar ninguém pela janela'. Depois de seis minutos desci no Flamboyant.

Flamboyant-Assembléia Legislativa
Quando vi que a van não pararia naquela plataforma gigantesca atrás do shopping, apertei o botãozinho de parada e segui para a porta de desembarque. Não apitou, parecia desligado, mas percebi que o motorista logo veria que eu estava querendo descer.

Não deu outra. "Ah, este botão não está funcionando. Você quer ficar aqui?", questionou. Com o meu positivo, ele parou imediatamente e eu desci. Achei estranho ele parar em qualquer lugar, mas, enfim, não discutiria. Mesmo porque o próximo ponto estava a uns 50 metros e eu poderia caminhar tranquilamente.

Chegando lá, confirmei com o vendedor de sitpass se era ali que eu pegaria a van para o centro. Me disse que sim e me informou que era a linha 902. Sentei no banco do ponto e comei a esperar. Em pouco tempo passaram-se alguns ônibus e umas duas vans. Novamente, em quatro minutos desde a minha chegada, não é que o citybus já estava diante de mim?

Entrei e, novamente, o motorista me cumprimentou. Já acostumado às gentilezas, retribuí e perguntei qual ponto eu desceria para ir à Assembléia. "Eu passo lá na frente", respondeu, dando a entender que ele pararia lá para mim descer. Agradeci novamente e sentei. Não sei se foi impressão minha, mas a poltrona desta van parecia um pouco maior.

O carro estava, novamente, impecável. O ar-condicionado mantinha uma temperatura agradável dentro da van, mas nada de frio. Parecia estar tudo perfeito. Saiu do shopping, foi até a Av. 90, passou pela Praça do Cruzeiro, contornou a Praça Cívica e rumou até a Alameda dos Buritis.

Como, desta vez, só tinha eu de passageiro, logo que chegou à Assembléia eu me posicionei na porta de saída e, sem falar mais nada, ele parou a van bem em frente ao parlamento. Desci e atravessei a rua tranquilamente. Foram 16 minutos do Flamboyant até a Assembléia Legislativa, passando por pontos críticos do trânsito goianiense. Às 14:10 estava dentro do prédio.

Conclusão
Me baseando nesta minha primeira experiência, aprovo os serviços do Citybus. Quando saí de casa pensei que estava entrando numa fria (e nem era pelo ar condicionado, rs), mas a viagem foi muito boa. A única ressalva é em relação ao preço. Continuo defendendo apenas 50% a mais da tarifa convencional, ao contrário dos 100%. O preço do citybus é mais caro que muito transporte coletivo eficiente da Europa.

Sugiro, então, R$2,00 para o ônibus e R$3,00 para o citybus. Seria uma tarifa mais decente. Sem esquecer, é claro, que o transporte convencional está sedento por melhorias. Não tenho dúvidas em afirmar que o nosso transporte coletivo é um dos piores do Brasil. Que tal algumas melhorias? Fica a sugestão para os 'barões do transporte' de Goiânia.

Foto: Divulgação - Prefeitura de Goiânia

segunda-feira, março 23, 2009

Colapso em Goiás

Há alguns meses eu viajava em um ônibus da viação São Luiz, de Goiânia a Campo Grande, quando, às 5 horas da matina, o motorista abriu a porta, falou alguma coisa e todos começaram a descer.

Havia acabado de acordar e ainda estava tonto, por isto não consegui perceber o que estava ocorrendo. Segui os outros passageiros, até porque queria esticar as pernas, e, ao descer do ônibus, dei de cara com uma balsa.

Explico a minha surpresa. Estávamos trafegando pela GO-206, entre Caçu e Itarumã, a principal ligação entre as capitais de Goiás e Mato Grosso do Sul. O que será que havia ocorrido para que este importante eixo viário do Centro-Oeste estivesse nestas condições?

- Caiu a ponte? - Perguntei ao motorista, logo depois de cruzar o Rio Corrente em um breu que lembrava os mais temerosos filmes de terror.

- Ixi, já tá é fazendo aniversário! - respondeu o homem desolado, com cara de que já vinha passando por aquela balsa todos os dias, há quase um ano.

Foi neste momento que me lembrei da notícia da quebra de uma barragem na região de Lagoa Santa, não muito longe dali, e que havia mesmo derrubado uma ponte. Isto fazia uns 10 meses.

Cinco meses depois desta viagem, hoje, nada de ponte, e a balsa ainda está a pleno vapor. Quase um ano e meio depois a população do sudoeste goiano, além das pessoas que transitam entre Goiânia e Campo Grande, sem falar nos caminhões que escoam a produção da região mais produtiva de Goiás, precisam pegar um atalho de terra e cruzar o rio via balsa, que, calculo, não tem mais que uns 20 metros.

Este é apenas um dos casos de descaso viário no Centro-Oeste, apontado pela matéria "Colapso da Infraestrutura", da Folha de São Paulo de domingo, 22, assinada pelo jornalista Agnaldo Brito. A imprensa goiana demorou, e a Folha deu a matéria com exclusividade. Leia o resumo, e veja fotos.

Foto: Balsa próxima a Itarumã. Crédito: Joel Silva / Folha de São Paulo
powered by Blogger | WordPress by Newwpthemes | Converted by BloggerTheme