terça-feira, abril 27, 2010

Passado, mas não esquecido

Estou com cinco dias de atraso. Podem parar de pensar besteira, pois me refiro a um aniversário. Motivo do atraso? Correria e um pouco de preguiça, unidos com a tentiva de não escrever dois posts muito juntos. Affff, agora me dei conta que já passa da meia-noite, então são seis dias de atraso.

De qualquer forma, para mim, é uma data especial. Porque ele está sempre do meu lado. Me entende. Não fica bravo quando eu o esqueço. Está sempre disposto a me ajudar, quando preciso. Me conhece muito bem. Guarda consigo coisas que fiz de bom e de ruim nesta vida, e está sempre alerta para me lembrar e/ou alertar de algo.

É claro que estou falando deste blog, que no último dia 22 de abril completou cinco anos. Apesar de não ter comemorado na data certa, faz uma semana que me lembro todo o dia desta marca. E fico feliz por ter chegado tão longe, mesmo que, às vezes, me dá um peso na consciência, já que poderia tratar-lo melhor.

E o que esta raposa da foto tem a ver com isto tudo? - pergunta o leitor. Nada, só é uma comemoração pela aquisição da minha nova câmera digital. Esta foto é do quintal daqui de casa. Aqui em Londres, as raposas perambulam pela cidade, como cachorros. São vistas à noite e de manhã, quando não há muita gente andando pelas ruas. São ariscas e se assustam com qualquer coisa.

domingo, abril 25, 2010

Alcides X Marconi - Round final

O senador e pré-candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), teceu duras críticas ao governo Alcides Rodrigues (PP), agora pouco, pelo Twitter. Como estou há um ano fora do contexto político estadual, pensei que o tom dos ataques de ambos os lados já estava neste nível. Errei. Perplexos, amigos jornalistas comentavam em tempo real as declarações do tucano e me atualizaram dizendo que esta foi a primeira vez que o senador criticou tão direta e fortemente o governo de seu ex-aliado.

Como o fim da base aliada é coisa que escrevo desde 2007 (já fazem três anos, como o tempo passa, rsrs!!) achei interessante registrar o ocorrido aqui no blog. Abaixo as declarações do senador, extraídas do Twitter:

"Boa noite a todos.

Vou fazer algumas observações sobre as últimas declarações do pré-candidato a governador do PMDB, Iris Rezende.

A primeira: ele está desinformado ou foi leviano na referência à demolição do Estádio Olímpico, que não ocorreu há 10 anos, como ele diz.

Quem demoliu o Estádio Olímpico foi a gestão inoperante de Alcides Rodrigues, que já era governador em julho de 2006.

Infelizmente,o governador Alcides não conseguiu sequer liberar os recursos q a bancada goiana incluiu no Orçamento da União nos últimos anos

Além da deslealdade, a inoperância e a incompetência reinam absolutas desde o início do governo Alcides Rodrigues.

Para ser honesto, Iris deveria centrar seus ataques na gestão inoperante do governo Alcides, que derrubou o Estádio Olímpico.

Aliás, de novo o pré-candidato Iris deveria criticar a inoperância do governo Alcides, que destruiu o Programa Terceira Via.

O Terceira Via foi criado em nosso governo e era responsável pela conservação e melhoria das rodovias estaduais.

Um registro importante: por ineficiência, o governo Alcides perdeu também os recursos do Bird para o setor rodoviário.

Em nossas administrações, recuperamos mais de três mil quilômetros de estradas destruídas quando assumimos em 1999.

O problema agora é que as empresas tercerizadas do Terceira Via estão há mais de seis meses sem receber do governo Alcides.

O governo deve parar de culpar terceiros pelos seus erros e pedir desculpas pela ineficiência e desmedida letargia.

O pré-candidato Iris sabe que digo a mais pura verdade e tenta culpar o PSDB por razões unicamente político-eleitoreiras."

terça-feira, abril 20, 2010

Rapidinhas

- Estou com algumas idéias de posts aqui para o blog, mas os venho adiando. A razão principal é a falta de fotos, já que eles ficariam muito incompletos sem elas. Poderia sair de casa e tirá-las, mas me falta o principal, uma câmera.

- Pois é, a minha virou cacos há um mês. Derrubei-a durante uma visita a Primrose Hill, um monte anexo ao Regent's Park, um dos parques reais aqui de Londres. Como pão do pobre cai sempre com a mantega para baixo, a última coisa que a lente da câmera viu foi uma pedra se aproximando muito rapidamente.

- Eu acho engraçado a noção de "24 horas" na Europa. Para mim, um comércio "24 horas" fica sempre aberto, pelo menos 360 dias por ano. Outro dia fui a um supermercado "24 horas", em um domingo à noite, e chegando lá descubri que ele só funcionava até as 15 horas. "24 horas" era apenas de segunda a sábado (rs).

- Hoje eu estava em um ônibus quando algo me chamou a atenção. Londres deve ser a cidade que mais tem mulheres motoristas de ônibus ou condutoras de metrô. Já vi várias. É claro que os homens ainda são maioria, mas é interessante notar este avanço social.

- A primaveira chegou com sol, menos frio e animação para os londrinos. É tão engraçado ver quanto o espírito do povo daqui muda a medida que vai chegando o verão.

- Os cuidados com os jardins são um exemplo. No inverno ninguém cuida do seu jardim, e a maioria vira depósito de lixo. Um horror!! Depois que mudamos de estação, um dos hobbies de fim de semana da população em geral é ir cuidar de suas áreas verdes.

- Apesar de muita gente no Brasil estar pensando que a Grã-Bretanha foi engolida pelas cinzas do vulcão islandês, por aqui dias sucessivos de muito sol. De diferente só os aeroportos, que continuam fechados.

- Já tem pesquisas indicando virada de Gordon Brown para cima de David Cameron. Veremos no próximo dia 6 de maio, quando os britânicos vão às urnas.

- Aliás, as eleições por aqui é um dos temas de futuros posts. Também quero escrever sobre a mudança do tempo de exposição solar e a gigantesca comunidade brasileira de Londres.

- Sobram-se filmes, falta-se dinheiro. Ainda não assisti Alice in Wonderland. Gostaria também de ver I love you Philip Morris, com Jim Carrey e participação de Rodrigo Santoro.

- Andando por Londres é possível pegar (de graça mesmo) muitos jornais e revistas. Não são a obra-prima da imprensa britânica, é claro, mas é interessante notar que mesmo um periódico gratuito pode ter a sua qualidade. Muito diferente dos de Goânia, por exemplo.

domingo, abril 11, 2010

Londres depois de dois meses

Argh!! Que cidade cara!! Antes de vir morar em Londres veja bem se a relação custo/benefício compensa. Isto não conta para mim, que não vim fazer dinheiro, e sim estudar inglês. Mas para quem pensa em 'enriquecer' por aqui é preciso tomar cuidado, pois guardar dinheiro pode ser uma grande dor de cabeça.

Na verdade nem tudo na cidade é caro, e sim o aluguel e o transporte. Só de pensar que o que gasto por um quarto aqui (na zona 3, não tão perto do centro) eu alugaria um bom apartamento 3 quartos bem localizado em Goiânia. E mais, pagaria aluguel e condominio tranquilamente, e talvez ainda algumas contas, como luz e água.

O transporte é muito bom, mas tem o seu custo. São 25,80 libras por semana para as zonas 1 e 2. Para mim, que moro na zona 3 e quero economizar (já que o passe desta zona é 30,20 libras por semana), eu preciso pegar um ônibus e esperar cerca de 15 minutos até chegar a um metrô zona 2. Lembrando que os ônibus são livres, ou seja, com qualquer bilhete você pode pegar qualquer linha, independente de zonas.

Então por que não andar só de ônibus? Os ônibus daqui são bem melhores do que os da maioria das cidades brasileiras, mas tem um grave problema de velocidade. Londres é uma cidade bem servida de pontos de ônibus, fazendo com que o trâfico não evolua. De 30 em 30 segundos o ônibus para em um ponto. Chega a dar nervoso.

No aspecto positivo, comida, bens de consumo duráveis e não-duráveis e qualquer tipo de bugiganga daquelas que quando a gente bate os olhos não consegue tirar (um celular novo, um relógio, tênis, camisas de futebol, e etc.....) são muito baratos. Assim como diversão (exceto jogos de futebol, que só são baratos se você comprar o season pass, que te dá direito a ver todos os jogos de um time em um ano). Isto tudo com preços bem atrativos, que consegue conquistar até quem não ganha em libra.

Por isto que Londres é o paraíso dos turistas. Qualquer dia que você ande por Piccadily, Leicester ou Trafalgar Squares, Oxford Circus, Westminister ou qualquer outro ponto turístico da cidade é certo que você passára por centenas, ou até milhares deles. Para mim, que pago as contas por aqui, me dá uma pontinha de inveja poder aproveitar isto tudo sem ter que pensar em se manter. Aliás, tenho a ligeira impressão de que os extrangeiros que moram em Londres não aproveitam a cidade. Ou sobrevivem, ou guardam tudo que ganham para mandar ao seu país de origem.

*Em tempo: Hoje foi a primeira vez deste que cheguei aqui que pude sair na rua sem casaco, apenas com a minha camisa polo tradicional. Clima agradável de primavera.

terça-feira, abril 06, 2010

Kick Ass - diversão e sangue

Uma das coisas boas de morar na Europa ou nos EUA é poder conferir os lançamentos do cinema bem antes do que se estivesse no Brasil. Esta tarde eu tirei um tempo livre para assistir Kick Ass, que em 'português' se chamará Kick Ass - Quebrando Tudo. Apesar de já ter entrado em cartaz há uns 15 dias, no Brasil ele só será visto a partir do dia 11 de junho.

O filme é a adaptação da HQ de mesmo nome, do escocês Mark Millar e do norte-americano John Romita Jr. e conta a história de Dave Lizewski (Aaron Johnson) que, encabulado por ninguém nunca ter tentado virar um super-herói, decide vestir uma roupa, adotar uma identidade secreta e ir a luta, literalmente. Adota o nome de Kick Ass ('Chutar o Trazeiro', em tradução literal).

Neste ponto entra a maior diferença em relação as histórias de heróis convencionais. Dave é uma pessoa comum, um nerd para dizer a verdade, que não tem sucesso com as garotas e passa todo o seu tempo livre em uma loja de quadrinhos lendo histórias com seus amigos. Ou seja, nada de poderes especiais ou qualquer coisa do gênero. Toda esta história só podia ter um resultado: ação patética ou violência extrema. Ficamos com o segundo.

Logo na primeira tentativa de virar um herói, Dave é esfaqueado e atropelado. Recuperado, ele tenta de novo e, depois de muito apanhar, consegue salvar a vida de um rapaz, mesmo ao acaso e com muita sorte. O video do "herói sem poderes" cai no You Tube e ele vira celebridade da noite para o dia.

Só que isto não lhe dá poderes, habilidades ou experiência de combate ao crime. Em uma outra investida, Dave esbarra com os interesses de uma corporação do crime organizado, encabeçado por Frank D'Amico (Mark Strong), um chefão que não poupa crueldade. Dave estaria liquidado se não fossem mais dois heróis entrar em cena. O Big Daddy, Damon Macready (Nicolas Cage), e a Hit Girl, Mindy Macready (Chloe Moretz), são pai e filha que chegam para equilibrar a situação.

Nesta hora entra o detalhe que vai deixar até o menos conservador de cabelo em pé. Mindy é nada menos do que uma menininha de 12 anos, mas que em combate se transforma em uma máquina de guerra e não para antes de aniquilar o último bandido. Além de xingar toda hora, a garota 'derrota' os inimigos de uma forma tão violenta que quando entra em cena é difícil ver outra coisa a não ser sangue jorrando pelo chão e paredes. Já na sua primeira aparição, ela acaba com um grupo de oito bandidões, com direito a muita faca atravessando corpos e vôo de pernas multiladas.

A violência é a tônica do filme. Eu que achava que Kill Bill havia passado um pouco dos limites agora tenho um outro patamar de comparação (rsrs). Ou seja, quem não gosta de sangue, dedos multilados a sangue frio ou pessoas sendo rodadas dentro de um micro-ondas até explodir, fique longe das telas. O lado bom para os puritanos de plantão é que o filme deixa bem claro a mensagem: "meninos, não tentem isto em casa".

Como não podia ser diferente, a trama gira em torno da tentativa de Big Daddy e Hit Girl tentar acabar com o bando de Frank, com a ajuda atrapalhada de Kick Ass. No meio ainda aparece Red Misti, Chris D'Amico (Christopher Mintz-Plasse), um quarto 'herói', filho do chefão Frank, que se infiltra para tentar ajudar o pai.

O interessante em Kick Ass é originalidade de trazer o mundo dos super-heróis para a vida real. Neste aspectado a violência tem seu lado positivo, pois o filme mostra que nós somos humanos limitados e qualquer tentativa de combater o crime com as próprias mãos tem 99,9% de chance de acabar em fracasso, ou melhor, morte. Além disto, há várias piadinhas bem boladas, além de cenas que fazem paródias dos filmes de heróis convencionais. Em resumo, uma boa diversão para quem não se importa de ver sangue por toda parte.

domingo, abril 04, 2010

Páscoa de longe

É Páscoa!! Mas Páscoa longe de casa não tem o mesmo gosto. Por mais que você compre um ovo de chocolate, e faça coisas que lembrem o lar. Páscoa longe da família e amigos tem sabor de um dia comum, por mais que não seja. Acho que estar longe de casa vai contra o conceito de dia comemorativo, rsrs.

Enfim, não esqueçamos o valor da Páscoa. Que Cristo ressucitado possa estar no coração de todos e que o coelho possa pular todos os dias de nossas vidas!!

Feliz Páscoa!!

quarta-feira, março 31, 2010

Segurança segura

Duas coisas me fariam viver na Europa para sempre: o baixo preço de carro, roupas, eletrônicos, enfim, bens duráveis, e a segurança. Esta última ainda me chama a atenção e consegue me impressionar profundamente todos os dias, mesmo depois de quase um ano no velho continente.

Mesmo em Londres, cidade que tem cerca de 7 milhões de pessoas, você não se sente nem um pouco inseguro. É maravilhoso poder sair do trabalho quase uma hora da manhã, ir para o ponto de ônibus, esperar tranquilamente, entrar, sentar, ir pensando na vida, totalmente distraído, descer em um bairro afastado, e ir caminhando para a casa sem preocupações.

Ontem ocorreu ainda um fato, comum por aqui, é verdade, mas que impressiona. Logo após descer do ônibus aqui perto de casa, às 1:20 da madrugada exatamente, vi uma mulher, sozinha, sacando dinheiro em um caixa eletrônico. Dois marmanjos passaram por trás dela no momento e ela não não demonstrou nenhuma reação de medo, ou de afobação. Simplesmente continuou a operação.

Infelizmente não podemos dizer o mesmo dos médios e grandes centros do Brasil. Mesmo de carro, a insegurança é frequente. Aqui, ao contrário, você pode andar tranquilamente à noite, bêbado, com 800 libras no bolso (cerca de R$2400,00) sem ficar tenso e nem incerto de que vai chegar bem em casa.

sábado, março 27, 2010

Dúvidas

Não demorou muito para conseguir um emprego aqui em Londres. Quando você procura qualquer coisa normalmente acha na primeira esquina. Foi o que aconteceu. Mas, não obstante as dificuldades do novo desafio, os últimos dias me encheram de dúvidas sobre os caminhos que devo seguir nos próximos meses.

Já não sei mais o que vale a pena e o que não. Ficar sem rumo é o que não dá. Apesar de ter passado dois meses em casa, logo logo completará um ano que estou nesta vida louca, sem ficar raízes de longo prazo em nenhum lugar. Isto cansa e me enche de dúvidas, porque a pergunta: "e aí?", fica no ar. E isto faz me lembrar que na vida não existe caminhos certos ou errados, e sim aquele que a gente constrói.

quinta-feira, março 18, 2010

Ah, as mudanças!!

Mal comecei fazer alguma coisa de útil, depois de um tempo na vida mansa, e eis que já ganho umas férias. Como assim? A minha escola de inglês para uma semana a cada três meses, e eu comecei o curso bem perto da 'entre safra'. Enfim, acho que o destino quer mesmo que eu descanse (rsrs!!) e vamos fazendo isto, até mesmo porque algo me diz que a correria está para começar.

Mas o que isto tem a ver com mudanças, pergunta o leitor sensato? Nada. As mudanças já vieram, e agora o que tenho que fazer é dar prosseguimento a nova vida que elas proporcionaram. Vendo, lendo e ouvindo, porém, me deparo com vários amigos assustados com mudanças, então achei que o tema vem bem a calhar.

Eu morro de medo de mudar. Taí uma afirmação pra lá de verdadeira. O problema é que eu tenho mais medo ainda de ficar estagnado. Então, de vez enquando, eu preciso fazer algumas mudanças na minha vida. Se elas são certas ou erradas, não consigo saber antes de executá-las. Mesmo porque se soubesse, é claro, pegaria o caminho certo. O que posso fazer é apenas seguir a minha intuição e meu coração.

Por que é tão difícil mudar? Porque mudar é dar a cara a tapa. É desistir de uma rotina onde você conhece o caminho. É abandonar uma vida, ou um estilo de vida, que te conforta, já que você faz tudo no automático, e partir para o desconhecido. É trocar o consolidado pelo incerto, não importa o tipo de mudança.

Então por que mudar? Na grande maioria das vezes é porque aquilo que você faz, o estilo de vida que você leva ou o que você costuma fazer não te alegra mais. Por mais que você tente não há como esconder a vontade interna pela mudança.

É necessário mudar? Não sei, depende da pessoa. Tem pessoas que conseguem se resolver sem mudar. Outras que vivem o resto da vida amargas porque não mudaram. Neste caso, quase sempre, falta coragem. Já que mudar é se expor, é entrar em um túnel escuro, é fazer algo que você não sabe onde vai dar, é não saber o que as pessoas vão falar, é não prever onde você estará daqui há alguns dias, meses ou anos, não são todas as pessoas que conseguem pegar outro caminho.

No meu caso, deixei a confortável vida que levava na casa dos meus pais, empregado, fazendo o que queria, na área em que queria, para uma 'aventura' em outro continente. Dúvidas? Milhares. Medos? Um monte. Riscos? Muitos. Garantias? Nenhuma. Parece até uma loucura colocando as coisas deste modo. Mas, às vezes, você percebe que não será completamente feliz se não fizer uma mudança na sua vida. E quando isto acontece eu prefiro mudar do que envelhecer sem saber como teria sido.

Não é fácil. Você ter que lidar com tudo novo, nova vida, novas atitudes e novas pessoas. Ainda vivendo aterrorizado com que as pessoas vão falar se as coisas não derem certo. Ou o que vão falar se derem certo. No caminho muitas dúvidas e incertezas. Vontade de voltar atrás, algumas vezes.

Uma coisa posso dizer: já ralei muito (e vou ralar ainda mais) devido a minha decisão de mudar de país e de vida. Mas mudar é sempre abrir mão de algo em troca de outra coisa maior. Ou seja, se a gente rala, também há o lado positivo. Este compensa tudo. E se no fim nada der certo, pelo menos vou poder sentar na mesa de um bar com os amigos, sem qualquer tipo de amargura, mas feliz, com um copo de cerveja na mão, e contar diversas vezes a história que as mudanças proporcionaram na minha vida. E, discontraído, pelo menos, vou sempre poder dizer: - eu tentei!

sexta-feira, março 12, 2010

Londres depois de um mês

É noite. Madrugrada para falar a verdade. Acabei de comer um congelado comprado por uma libra (cerca de 3 reais) no supermercado. Estou no meu quarto sozinho, dando un rolé básico pela internet. Lá fora, pela janela, tudo está escuro, o céu cor-de-rosa, carregado. As árvores estão sem folhas, tipico de final de inverno aqui no hemisfério norte.

Enfim, esta é minha situação atual, um mês depois de desembarcar em Londres. Confesso que a vida está até muito mais tranquila do que achei que seria. Como aqui é um centro onde as pessoas chegam buscando muito trabalho, parece que todos levam uma rotina agitada. Não é verdade.

O centro da cidade é agitado, como de qualquer metropole. Os bairros, porém, são muito tranquilos, dando a impressão, às vezes, de estarmos em uma cidade no interior de Goiás.

O melhor de morar em Londres é justamente isto. Ter tudo ao nosso alcance, sem a loucura dos grandes centros brasileiros. Aqui tem uma igualdade social muito maior, emprego para todos (e para todos os níveis de escolaridade), muita opção turistica e cultural, várias possibilidades de instrução. As pessoas não vivem inseguras como no Brasil (só, as vezes, em relação ao terrorismo), já que a violência aqui é mínima. Ou seja, um lugar muito bom para morar.

O tranporte público é excelente. É até engraçado, porque hoje o meu professor de inglês, que é londrino, falou na sala de aula que o transporte aqui era muito bom. Achei estranho. Fui procurar nas minhas memórias e percebi que nunca tinha ouvido ninguém falar que o transporte da sua cidade era bom. Pois é. Coisa de brasileiro.

São só algumas primeiras impressões. Veremos quais delas se consolidarão ao longo do tempo, e quais eu terei que mudar nos próximos meses.
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