sexta-feira, março 28, 2008

Jogo Diplomático

Olha só. Cá estou eu, barbudo olhando para a tela do computador quando me lembro que deixei para postar neste blog apenas quando tivesse algo que valesse a pena e, até agora, não postei nada. As linhas deste espaço estão precisando de tinta nova, assim como eu estou precisando fazer a barba, rsrs.

O detalhe é que do início do ano para cá eu postei apenas um texto. Foi sobre a imigração na Espanha, assunto bastante discutido na mídia durante o mês de fevereiro. Para mim tudo relacionado a isto é interessantíssimo, já que aprecio muito as relações internacionais. É intrigante notar como que as eleições de um país distante podem mudar a vida (no caso leia-se atrapalhar) de brasileiros que querem ir para a Europa (ou espanhóis vindo ao Brasil).

O engraçado é que ninguém costuma levar muito a sério a fiscalização de fronteiras nos aeroportos. A excessão, talvez, seja os Estados Unidos da era Bush, com o medo contínuo do chamado "terrorismo". Apesar do caso recente, os países europeus são menos rigorosos, e às vezes pegam alguns "bodes" espiatórios. Basta ver o relato de um monte de pessoas que vão sem os requisitos mínimos para adentrar a União Européia e passam numa boa.

No caso da Espanha, a eleição marcada pelo polêmico debate sobre a imigração no país fez com que o governo espanhol endurecesse o jogo. Mais engraçado de tudo, foi ver o Brasil ativar a política de reciprocidade e barrar espanhóis que vinham ao nosso país sem possuírem os minímos necessários para passar pela imigração.

Não há como condenar quando pessoas são barradas por não cumprirem a lei, seja onde for. O difícil é ver que dezenas de pessoas (brasileiros e espanhóis) foram usados como peões em um jogo político mais complexo. Passadas as eleições espanholas e a vitória de Zapatero, é inevitável notar que tudo voltou ao normal. E o assunto 'imigração' saiu da pauta da imprensa (principalmente televisiva) tão rápido como entrou.

segunda-feira, março 10, 2008

Folha manda repórter 'testar' imigração espanhola

No meio do fogo cruzado entre autoridades diplomáticas da Espanha e do Brasil, o repórter da Folha On Line, André Caramante, não só entrou no país europeu sem nenhum pré-requisito, como arrumou um emprego ilegalmente, tudo isto em 24 horas.

Creio que o motivo incial da reportagem era mostrar como os brasileiros barrados no aeroporto de Barajas, em Madrid, eram tratados, já que o repórter nem mesmo preencheu corretamente a ficha de imigração. A reportagem é bastante interessante, confira o início: (o conteúdo completo só está disponível para assinantes Folha ou UOL)

"Entrei na Espanha e já consegui emprego"

Repórter da Folha teve de responder a uma só pergunta da imigração ("o que veio fazer aqui?") para entrar no país

Menos de 24 horas bastaram para conseguir um emprego de garçom na Espanha, ganhando cerca de 800 euros mensais (R$ 2.032)

ANDRÉ CARAMANTE
ENVIADO ESPECIAL A MADRI

Sem declarar o endereço do lugar onde pretendia ficar hospedado e mesmo sem informar se tinha um local para ficar, sem preencher corretamente a ficha de imigração exigida pela Espanha para os estrangeiros que tentam entrar em seu território, sem dizer quanto portava em dinheiro e sem o obrigatório cartão de seguro de saúde para turistas.

Foi dessa maneira, sem esclarecer todos os requisitos exigidos pela Espanha para liberar a entrada de estrangeiros em seu território, que a reportagem da Folha, sem se identificar como tal, entrou sábado no país. Mais do que isso: conseguiu emprego em menos de 24 horas.

O desembarque ocorreu no aeroporto internacional de Barajas, em Madri, por volta das 10h30 (6h30 no horário de Brasília), no vôo JJ 8064, da TAM, que deixou São Paulo sexta-feira à noite.Para conseguir o carimbo de autorização de entrada na Espanha, bastou a reportagem responder a uma única pergunta ao agente de "La Migra" espanhola que ocupava, no sábado, o guichê número sete da imigração em Barajas. "O que o senhor veio fazer aqui?", foi a dúvida do agente. "Turismo."

veja a matéria completa

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Nova Divisão

Primeiramente, Feliz 2008 a todos.....

Resolvi, novamente, dividir os assuntos do meu blog. Desta vez é para o 'eterno sempre', rsrs. Neste blog eu continuarei a escrever textos relacionados ao cotidiano e outros assuntos de tema livre. Já a parte esportiva eu passarei a comentar no meu antigo blog de futebol - http://www.nagrandearea.blogspot.com/, que será reativado. Em ano olímpico, também darei espaço para os outros esportes. Ah, naturalmente, a atualização deste blog será mais lenta do que a do outro. Isto porque usarei duas táticas diferentes. Aqui, a minha intenção é dar espaço a textos mais elaborados. No 'Na Grande Área', pretendo atualizar mais, mas com textos mais simples e rápido. Então, como sempre, fico aguardando os comentários de todos, agora em dois blogs.

Um grande abraço!!

domingo, dezembro 02, 2007

Novo Visual

Olá Pessoas,

Comecei a mexer no blog para construir um novo visual para 2008. Mudanças para breve

segunda-feira, novembro 19, 2007

O futuro dos goianos na Série C

Com a Série A paralisada, devido aos jogos do Brasil nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, vamos ligar a bola de cristal e tentar analisar as chances e possibilidades dos três times goianos na Série do Campeonato Brasileiro:

Atlético
Posição atual: 6ª. Colocação
Pontos: 15
Possibilidade de Classificação (de 1 a 10): 3
Próximos jogos:

Quinta-Feira (22/11) – Vila Nova (C)
Domingo (25/11) – ABC (C)
Quarta-Feira (28/11) – Barras (F)

A situação do Atlético é complicada. Hoje seriam necessários 24 pontos para se confirmar entre os quatro que ascenderão a Série B no ano que vem. Ou seja, para conseguir subir terá que vencer os três jogos restantes. Há uma possibilidade de alcançar êxito com duas vitórias e um empate, porém necessitaria de torcer por outros resultados. O jogo mais duro é o próximo, contra o Vila Nova. Se vencer volta ao páreo, pois seus dois últimos compromissos são mais fáceis. Mas, clássico é sempre clássico e os rubro-negros jogarão na pressão, pois até mesmo um empate é ruim. É decisão para o dragão.

CRAC
Posição atual: 5ª. Colocação
Pontos: 18
Possibilidade de Classificação (de 1 a 10): 5
Próximos jogos:

Quinta-Feira (22/11) – Bragantino (F)
Domingo (25/11) – Nacional (F)
Quarta-Feira (28/11) – Bahia (C)

O CRAC é o mais difícil para fazer qualquer previsão. A equipe varia muito e seus resultados não possuem uma lógica a ser seguida. A tendência da competição é que o time lute por vaga contra o Vila Nova e/ou ABC/RN. Hoje, a equipe do sudeste tem um ponto a menos que o Vila e dois a menos que o ABC. A exemplo dos outros dois, possui dois jogos fora e um em casa (é verdade que o Vila tem o clássico, mas este promete ser tão duro quanto um jogo fora). Se vencer o Bahia em casa e o Nacional fora fatalmente estará entre os quatro. Mas o jogo contra os baianos será muito difícil, na última rodada, o que indica a importância do CRAC pontuar em Bragança Paulista.

Vila Nova
Posição atual: 4ª. Colocação
Pontos: 19
Possibilidade de Classificação (de 1 a 10): 8
Próximos jogos:

Quinta-Feira (22/11) – Atlético (F)
Domingo (25/11) – Bahia (F)
Quarta-Feira (28/11) – Nacional (C)

O Vila é o que tem a melhor chance e a situação mais clara dentre os goianos. Se vencer o Atlético praticamente garante a vaga e brigará pelo título nas duas últimas rodadas. Se perder pode se desestruturar emocionalmente – fato ocorrido diversas vezes durante o campeonato – e pode ficar fora dos quatro que passam a Série B, em 2008. Um empate não é ruim para o Vila, mas ficará dependendo do jogo na Fonte Nova, onde o Bahia botará grande pressão, na penúltima rodada. A vantagem dos colorados é enfrentar o fraco Nacional de Patos, no Serra Dourada, na última rodada. Ou seja, para subir precisa somar dois pontos antes da última rodada. É possível que até com um ponto possa conseguir a classificação.

Também é importante para os goianos a vida do ABC/RN:

ABC/RN
Posição atual: 1ª. Colocação
Pontos: 20
Possibilidade de Classificação (de 1 a 10): 6
Próximos jogos:

Quinta-Feira (22/11) – Bahia (F)
Domingo (25/11) – Atlético (F)
Quarta-Feira (28/11) – Bragantino (C)

É líder, mas uma primeira posição que é ilusória. Isto porque fora do Frasqueirão (seu estádio em Natal) só venceu o fraco Nacional/PB, ainda assim por 1 a 0, com gol na metade do segundo tempo. Além disto, fora de seus domínios, perdeu três jogos (Bragantino, CRAC e Vila Nova) e empatou com o vice-lanterna Barras/PI. Ou seja, o ABC não joga bem fora de Natal. E tem dois compromissos importantes longe de sua torcida.

Joga primeiro em Salvador, contra o Bahia, e com o Atlético, na seqüência, em Goiânia. Ainda assim, enfrenta o difícil Bragantino em casa, na última rodada. Se seguir a tendência, o ABC perderá os dois jogos fora e ganhará em casa. Terminando com 23 pontos abre mais uma vaga para um dos goianos. Mas, como é futebol, o jeito é esperar antes de concluir alguma coisa. O interessante é que mesmo se o Atlético já estiver eliminado quanto enfrentar o ABC, terá a torcida dos outros dois times goianos, pois sua vitória certamente facilitará a vida para a ascensão de Vila e Crac.

OBS.: Ah, matematicamente o Estado de Goiás já tem uma vaga na Série B, no ano que vem. Apenas a confirmação de um detalhe, já que isto era previsível há muito tempo.

domingo, novembro 04, 2007

Copa 2014: Uma humilde sugestão

Por bem, ou por mal, a Copa de 2014 será no Brasil. A partir daí começa a ‘guerra’ das cidades para sediar o evento. Pensei um pouco e ousei a definir um esboço de tabela que possa prestigiar a maior parte do Brasil. Torço para que a ‘politicagem’ penda para algo parecido com isto, para podermos realmente chamar o torneio de “A Copa do Brasil”.

Obs.: A tabela será apresentada na forma Cidade (número de jogos)

Copa do Mundo 2014

Primeira Fase

3 (três) grupos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba:

1 grupo – São Paulo (2), Rio de Janeiro (2) e Belo Horizonte (2);
1 grupo – Rio de Janeiro (3), Belo Horizonte (3);
1 grupo – São Paulo (3), Curitiba (3);

1 (um) grupo nas cidades de Curitiba e Porto Alegre:

Porto Alegre (4), Curitiba (2);

2 (dois) grupos nas cidades Recife, Fortaleza e Salvador:

1 grupo – Fortaleza (4), Recife (2);
1 grupo – Salvador (4), Recife (2);

1 (um) grupo nas cidades de Goiânia e Brasília:

Goiânia (3), Brasília (3);

1 (um) grupo nas cidades de Manaus e Belém:

Manaus (3), Belém (3);

Oitavas-de-Finais

Jogo 1 – Manaus
Jogo 2 – Belém
Jogo 3 – Goiânia
Jogo 4 – Brasília
Jogo 5 – Fortaleza
Jogo 6 – Recife
Jogo 7 – Rio de Janeiro
Jogo 8 – Curitiba

Quartas-de-Finais

Jogo 1 – São Paulo
Jogo 2 – Belo Horizonte
Jogo 3 – Porto Alegre
Jogo 4 – Salvador

Semi-Finais

Jogo 1 – São Paulo
Jogo 2 – Rio de Janeiro

Decisão de 3º. Lugar

Jogo – Brasília

Final

Jogo – Rio de Janeiro

Total de Jogos

Rio de Janeiro – 8 jogos (Oitavas, Semi e Final)
São Paulo – 7 jogos (Abertura, Quartas e Semi)
Belo Horizonte – 6 jogos (Quartas)
Curitiba – 6 jogos (Oitavas)
Porto Alegre – 5 jogos (Quartas)
Salvador – 5 jogos (Quartas)
Brasília – 5 jogos (Oitavas e 3/4 lugar)
Recife – 5 jogos (Oitavas)
Fortaleza – 5 jogos (Oitavas)
Goiânia – 4 jogos (Oitavas)
Belém – 4 jogos (Oitavas)
Manaus – 4 jogos (Oitavas)

64 jogos

12 cidades sedes

Critério: Tamanho das cidades, importância para o futebol, participação de todas as regiões, proximidade e viabilidade geográfica, mais uma dose de realidade. Tentei estabelecer algo para equilibrar a balança ideal/realidade.

O que achou? Dê a sua sugestão você também!!

quinta-feira, novembro 01, 2007

O título que o Brasil não viu

O ex-presidente francês Charles de Gaulle disse uma vez que o Brasil não é um país sério e muita polêmica se criou.

Não sei se podemos generalizar, mas em muitas ocasiões a recíproca é verdadeira.

Como chamar de séria a televisão brasileira que detém o monopólio do futebol brasileiro?

Que passa seis meses promovendo o Campeonato Brasileiro.

Que incentiva a rivalidade e incita o torcedor a assistir o campeonato.

Que passa meses empolgando a todos, prevendo um magnífico desfecho.

Mas que na hora H não transmitiu o jogo que definiu o título do campeonato.

Independente de time A ou time B isto é o maior dos contra-sensos.

Porque quando se inicia o campeonato, são 380 jogos e apenas um define o campeão.

Ou seja, 379 jogos ficam a critério da televisão. Agora o outro é obrigação.

Pois conhecer o campeão não é o motivo maior de existir uma competição?

È claro que, em campeonato de pontos corridos, este jogo não é pré-determinado. Mas, particularmente este ano, todos sabiam quando iria ocorrer.

Não vem a caso discutir os interesses econômicos da televisão. Até porque ela paga caro e os clubes dão carta branca para que ela faça o que quiser.

Mas não transmitir o jogo que dá sentido a toda competição é enganar o torcedor. Ou melhor, o telespectador.

Qualquer que seja o time que esta pessoa torça. Qualquer que seja o time em questão.

Porque, na última quarta-feira, um time deu o ponta-pé inicial como um simples participante e saiu de campo campeão.

E apenas quem foi ao Morumbi ou quem tem pay-per-view assistiram.

O resto do Brasil se limitou a acompanhar pelo rádio e ver as fotos no dia seguinte.
Como querer que isto tudo seja chamado de ‘sério’?

sábado, outubro 20, 2007

Inacreditável!!!!!

Toda vez que um torcedor assiste a um jogo de seu time, espera ver o que foi hoje Goiás 5 X 3 Fluminense. Digno de estar no ranking de partidas históricas. Pela necessidade, pelo que jogou e pela vontade de todos os jogadores.

Uma partida que surpreende. Não pensei que este grupo tivesse condição de jogar o que jogou. Lembrou os velhos tempos do Goiás – de Cuca, Nelsinho Batista, Celso Roth e Geninho.

A torcida se manteve o tempo todo ao lado do time, mesmo quando estava atrás no marcador. Mas depois do quarto gol, acabou-se a timidez tão criticada aos esmeraldinos (leia-se ‘a nós esmeraldinos’). Festa que eu nunca vi no Serra Dourada.

É por isto tudo que este time não pode cair, apesar das ‘lambanças’ de sua diretoria. Não pode ficar fora da elite por incompetência de meia dúzia de pessoas. Que caiam os cartolas. O clube fica!

segunda-feira, outubro 15, 2007

A arbitragem e o destino do Goiás

A derrota do Goiás por 2 a 1 para o Grêmio, sábado, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, determinou a sentença esmeraldina – ou ganha os jogos em casa, ou será rebaixado.

Os próximos compromissos no Serra Dourada são Fluminense, sábado, 20, às 18:10, e Vasco, sábado, 3. Empates não servem, serão péssimos resultados.

Se o Goiás vencer os quatro jogos que tem em casa, escapará da degola (ainda pega o Corinthians e o Internacional). Mas a tarefa está longe de ser fácil. Além do time ser limitado, o fator arbitragem já começou a pesar, o que é normal em toda reta final de campeonato.

Não que tenha algum esquema conspiratório para salvar time A ou B. É que em final de campeonato o árbitro já entra em campo pressionado.

Hoje, Goiás e Corinthians estão empatados em pontos, dividindo a ‘primeira’ posição dos condenados. Vamos pensar em hipóteses. Se o Corinthians for rebaixado por um erro de arbitragem será um escândalo nacional. O ‘coitado’ do árbitro será suspenso e por meses o assunto na mídia esportiva só será este.

Agora se o Goiás vier a cair para a segunda divisão por causa de uma infelicidade do apito, pouco se comentará. É capaz do árbitro voltar a atuar já na outra semana. Por isto, até mesmo para se preservarem, na dúvida a decisão será pró-time grande.

Neste ponto o Atlético-MG, por exemplo, tem vantagem sobre o Goiás. Leão, o técnico do Galo, é rei de criar fatos e reclamar da arbitragem. E o pior, a mídia dá espaço para ele. Eis a resposta a aquele pênalti para lá de duvidoso na partida de sábado, 13, contra o América-RN, quando o time mineiro venceu por 1 a 0.

Em Porto Alegre, o Goiás foi prejudicado duas vezes pela má atuação de Wagner Tardelli (FIFA/SC) – não expulsou o atacante Tuta que, aos 6 minutos do primeiro tempo fez falta violenta no zagueiro Leonardo, além de ter validado o segundo gol tricolor, marcado pelo próprio Tuta depois de atropelar o goleiro Harlei na pequena área. A mídia nacional não esteve nem aí. E nem estará se o Goiás for rebaixado.

Por isto o time terá que jogar o que sabe e o que não sabe se quiser salvar o clube do cruel destino que lhe apresenta. Atuará contra adversários e contra o apito. Terá que sair com os três pontos de cada batalha.

Vale lembrar que, mesmo com todos os erros de arbitragem que já houve e que ainda estiverem por vir, a culpa de um hipotético rebaixamento do Goiás não será da arbitragem, e sim de quem viu aflorar a decadência no Verde e não fez nada: a diretória, principalmente o seu presidente Pedro Goulart.

--

Por hora, me desculpem pelo atraso da atualização e, excepcionalmente esta semana, não haverá as rapidinhas. Abraço a todos!!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Justiça a passos de tartaruga

A justiça no Brasil é lenta. Até aí, sem novidades. O resultado das duas sessões do Superior Tribunal Federal (STF), na quarta, 4, e quinta, 5, ratifica o fato. Após 25 anos de redemocratização a justiça determinou que o mandato parlamentar é do partido e não do político. A decisão foi fruto de uma nova interpretação da lei. Ou seja, todos estes anos de infidelidade partidária poderiam ter sido evitados se o Tribunal agisse antes. O leitor mais otimista pode pensar: mas agora será uma nova fase na política brasileira, já que, de agora para frente, se um parlamentar eleito por um partido filiar-se a outro, este deverá perder o mandato e o próximo suplente de sua coligação será convocado. Negativo. Nas mesmas sessões, os ministros decidiram que os deputados e/ou vereadores que mudaram de partido antes de 27 de março – data que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou a mesma decisão – serão anistiados. Até aí tudo bem. Já que STF e TSE demoraram tanto tempo para ‘porem’ ordem nas Casas, que também não façam algo que retroaja para prejudicar quem quer que seja. O problema é que nenhuma decisão mais severa foi tomada em relação a quem mudou de partido depois da data. Aliás, os ministros garantiram direito de defesa para quem assim o fez. O que era para ser uma decisão matemática – mudou? perdeu o mandato – agora vira questão política e motivo de novas demoras. Resultado: Em Goiânia vários vereadores ignoraram a sentença e se filiaram a novos partidos, mesmo depois da decisão do STF Confiando que, no Brasil, a justiça anda a passos de tartaruga, até que alguma providência seja tomada eles já foram reeleitos e, assim, livres de qualquer prejuízo. Resumo: Nem mesmo os políticos, beneficiados pela decisão amena, respeitam a justiça. Mas também, ao que parece, nem STF e TSE se dão ao respeito.

Bom de Bico
Diante de todo o imbróglio, o senador Marconi Perillo agiu e segurou a bancada de vereadores tucanos da capital no PSDB. Tudo sobre na edição desta semana da Tribuna do Planalto.

Mais Circo
Para os ‘Teóricos das Conspirações’, que vêem falcatruas em tudo no futebol brasileiro, uma para realmente desconfiar – o Bahia venceu o Fast-AM por 1 a 0, aos 49 minutos do segundo tempo.

Gol Salvador?
Vale lembrar que o time baiano precisava vencer de qualquer placar e torcer para que o Rio Branco-AC não triunfasse em cima do ABC-RN. Durante a partida em Salvador, o árbitro expulsou dois jogadores do Fast e deu seis minutos de acréscimos no final.

Mala Preta
A diretoria do tricolor baiano estava desesperada. Tanto que havia oferecido R$ 200 mil para o ABC-RN não perder o seu jogo. Dias antes, também fez uma proposta para o próprio Fast-AM vencer o seu jogo contra o Rio Branco.

Sintomas
Quem oferece dinheiro para ganhar, também pode oferecer para perder. Lembrando que até o poderoso Fluminense já se envolveu com atos estranhos na mesma Série C. Em 1999, precisava vencer o Serra-ES, e o fez com um gol curioso, no último minuto.

Experiência.....
.....que faltou para o inglês Lewis Hamilton, da McLaren. Com os pneus quase sem borracha, Hamilton entrou rápido demais no boxe, não conseguiu fazer a curva e foi morrer numa pequena caixa de brita.

Melhor para os brasileiros.....
Que vão poder acompanhar a corrida derradeira no autódromo de Interlagos, no próximo dia 21. O inglês tem 4 pontos a frente do espanhol Fernando Alonso e sete sobre o finlandês Kimi Raikkonen.

.....Ricos
O único setor que ainda não está esgotado vale R$ 1.545,00, apenas para o domingo.

Goiás em alta
Como noticiou o nobre jornalista Eduardo Horácio em seu blog, o TNS Sports, instituto de pesquisa inglês, em parceria com a revista Placar, diagnosticou que o time verde e branco possui a maior torcida na capital, com 23,7% de adeptos.

Os outros
Em segundo vem o São Paulo (17,1%), seguido de Palmeiras (10,5%), Corinthians (7,9%), Vila Nova (6,6%) e Flamengo (5,8%).

Serpes
A pesquisa é semelhante a uma outra, feita pelo instituto Serpes em janeiro deste ano, que aponta o Goiás em primeiro (46,10%), seguido de Vila Nova (14,90%), Atlético (2,10%) e Goiânia (0,80%). Nesta foi aceito apenas times goianos.

Foto: O ministro Marco Aurélio Mello e a presidente do STF, Ellen Gracie - lentidão a serviço do povo (Fonte: Agência Brasil - Radiobras)
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