Minhas férias foram grandes, não.....?!?!
Mas ainda não foi desta vez que este blog viu o seu fim. Por mais que não pareça, ainda há grandes motivos para ele continuar existindo.
O que houve, apenas, foi uma falta de assuntos, e de certa forma vontade, para escrever algo aqui no mês de janeiro. Em fevereiro, a prudência adiou mais uma vez o início dos trabalhos. Já que como todo mundo no Brasil, era melhor deixar para depois do Carnaval.
Em março, o problema foi apenas lembrar que este espaço ainda existia. E agora, dois dias depois de completar 25 anos de vida, um quarto de século, dou o ponta pé inicial para 2007.
Muitos planos, objetivos e ansiedade..... E é por isto que preciso do meu blog. Além de poder compartilhar as breves idéias e pensamentos, tudo que eu postar aqui é uma prova de que realmente aconteceu.
Que DEUS possa nos guiar para caminhos tranquilos e interessantes em 2007.....
segunda-feira, março 19, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
O fim - de ano ou de mundo?
Bonito (MS) – Bonito é assim. Uma pequena cidade no meio do nada. Um verdadeiro fim de mundo. Nada mais justo celebrar o fim de ano por aqui.
A impressão é que aqui nem mesmo a chuva chega. Apesar de, às vezes, cair chuvas torrenciais, normalmente forma-se aquele tempo horrível, dá uns chuviscos e depois abre o sol de novo.
O calor é característico. Úmido e constante. O sol é de cegar qualquer um que queira apenas olhar para frente. Aqui se gasta várias camisetas num só dia. O ar condicionado é abençoado.
Uma cidade que fora de época é pacata e com uma cultura interessante. É comum ver rodas de moradores com seus “copos” de tereré nas mãos e sentados em roda, batendo papo pelas calçadas.
Porém em feriados isto aqui vira um inferno. Desce tudo do que é de pior de Campo Grande (MS) e ficam badernando pelas ruas. Dá até para questionar que Bonito seja um paraíso ecológico.
Aqui a natureza é bonita (se me permitam o trocadilho). Pena que seja inacessível às pessoas de baixa renda, por causa dos preços gigantescos dos passeios. Mas, mesmo assim, dá para apreciar coisas belas, observando as araras, tucanos e outros pássaros incomuns alçando vôos e pela cidade.
Mas, apesar de toda propaganda, Bonito não passa de um local onde o peso é mesmo o agronegócio. Todo o Mato Grosso do Sul é assim. É muito mais agrário que o meu amado Estado de Goiás. Difícil de acreditar.
Fim de ano
Passei o dia arrumando os fogos de artifícios que vamos soltar aqui na virada do ano. De jornalista, virei engenheiros de fogos..... hummmm..... mudança interessante.
Gente, é isso..... Este velho amigo deseja a todos um grande reveillon e um 2007 mágico a todos. Que no ano que vem, podemos todos realizar os nossos sonhos.
E que DEUS abençoe a todos nós!!
A impressão é que aqui nem mesmo a chuva chega. Apesar de, às vezes, cair chuvas torrenciais, normalmente forma-se aquele tempo horrível, dá uns chuviscos e depois abre o sol de novo.
O calor é característico. Úmido e constante. O sol é de cegar qualquer um que queira apenas olhar para frente. Aqui se gasta várias camisetas num só dia. O ar condicionado é abençoado.
Uma cidade que fora de época é pacata e com uma cultura interessante. É comum ver rodas de moradores com seus “copos” de tereré nas mãos e sentados em roda, batendo papo pelas calçadas.
Porém em feriados isto aqui vira um inferno. Desce tudo do que é de pior de Campo Grande (MS) e ficam badernando pelas ruas. Dá até para questionar que Bonito seja um paraíso ecológico.
Aqui a natureza é bonita (se me permitam o trocadilho). Pena que seja inacessível às pessoas de baixa renda, por causa dos preços gigantescos dos passeios. Mas, mesmo assim, dá para apreciar coisas belas, observando as araras, tucanos e outros pássaros incomuns alçando vôos e pela cidade.
Mas, apesar de toda propaganda, Bonito não passa de um local onde o peso é mesmo o agronegócio. Todo o Mato Grosso do Sul é assim. É muito mais agrário que o meu amado Estado de Goiás. Difícil de acreditar.
Fim de ano
Passei o dia arrumando os fogos de artifícios que vamos soltar aqui na virada do ano. De jornalista, virei engenheiros de fogos..... hummmm..... mudança interessante.
Gente, é isso..... Este velho amigo deseja a todos um grande reveillon e um 2007 mágico a todos. Que no ano que vem, podemos todos realizar os nossos sonhos.
E que DEUS abençoe a todos nós!!
segunda-feira, dezembro 25, 2006
sábado, dezembro 23, 2006
Post do celular
Ola, pessoas!!
Estou testando a opçao de postar por celular. E horrivel ter que ficar escrevendo neste tecladinho, mas e interessante esta possibilidade! Ah, meu celular nao acentua, por isto me desculpem pela falta de acentos!
Abraços a todos!!
Final de Ano
Não sei se consigo, ainda, avaliar o meu ano de 2006. Foi um período de grande crescimento profissional, com toda certeza. Ano de abdicar certas coisas em busca de consolidar naquilo que eu escolhi para minha vida – ser jornalista. E como todo bom jornalista em início de carreira, com muitas crises pessoais em relação à profissão. Mas com um final feliz - pelo menos é o que deixo para 2007.
Penso em escrever aqui uma retrospectiva, nos moldes que fiz no ano passado, mas apenas para depois do Natal. Mas, em todo caso, acho que o espírito do momento é olhar para frente e pensar 2007.
Internacional
Queria ter escrito algo em relação ao título mundial do Internacional na semana passada, mas não tive tempo. Um título para lá de merecido. Um time que levou a sério todas as etapas do processo de ser campeão do mundo. Com planejamento e humildade. Coisas que o Barcelona, maior adversário do Colorado, não chegou nem perto.
Porém, uma coisa precisa ser ressaltada, sem querer tirar o mérito do clube que honrou muito o futebol brasileiro e sul-americano. Analisando o grupo de jogadores e o desempenho do conjunto, percebe-se que o time é mais fraco, tecnicamente, do que aquele que ganhou a Libertadores no meio do ano contra o São Paulo. Também, pudera, perdeu três jogadores muito importantes, como, principalmente, o artilheiro Rafael Sóbis.
O time não apresentou, em nenhuma das duas partidas, um futebol empolgante, como aquele Inter que jogou a Libertadores. Contra o Barcelona, se defendeu mais e atacou pouquíssimas vezes. O time espanhol, por sua vez, pensou que ganharia o jogo na hora que quisesse. Não foi assim.
Outro dia, conversando com um amigo, chegamos à conclusão que, analisando todos os campeões mundiais brasileiros, o time do Internacional seria o mais fraco de todos. Não se compara ao Santos, de Pelé, ao Grêmio, de Renato Gaúcho, ao Flamengo, de Zico e nem ao São Paulo, de Raí e Telê Santana. E é um pouco inferir ao São Paulo, campeão no ano passado.
Contudo, volto a dizer, nada disto diminui o mérito dos gaúchos!!
E Viva o Internacional!!
Penso em escrever aqui uma retrospectiva, nos moldes que fiz no ano passado, mas apenas para depois do Natal. Mas, em todo caso, acho que o espírito do momento é olhar para frente e pensar 2007.
Internacional
Queria ter escrito algo em relação ao título mundial do Internacional na semana passada, mas não tive tempo. Um título para lá de merecido. Um time que levou a sério todas as etapas do processo de ser campeão do mundo. Com planejamento e humildade. Coisas que o Barcelona, maior adversário do Colorado, não chegou nem perto.
Porém, uma coisa precisa ser ressaltada, sem querer tirar o mérito do clube que honrou muito o futebol brasileiro e sul-americano. Analisando o grupo de jogadores e o desempenho do conjunto, percebe-se que o time é mais fraco, tecnicamente, do que aquele que ganhou a Libertadores no meio do ano contra o São Paulo. Também, pudera, perdeu três jogadores muito importantes, como, principalmente, o artilheiro Rafael Sóbis.
O time não apresentou, em nenhuma das duas partidas, um futebol empolgante, como aquele Inter que jogou a Libertadores. Contra o Barcelona, se defendeu mais e atacou pouquíssimas vezes. O time espanhol, por sua vez, pensou que ganharia o jogo na hora que quisesse. Não foi assim.
Outro dia, conversando com um amigo, chegamos à conclusão que, analisando todos os campeões mundiais brasileiros, o time do Internacional seria o mais fraco de todos. Não se compara ao Santos, de Pelé, ao Grêmio, de Renato Gaúcho, ao Flamengo, de Zico e nem ao São Paulo, de Raí e Telê Santana. E é um pouco inferir ao São Paulo, campeão no ano passado.
Contudo, volto a dizer, nada disto diminui o mérito dos gaúchos!!
E Viva o Internacional!!
quarta-feira, dezembro 13, 2006
É só Dezembro
Cada mês do ano tem uma característica em especial. Janeiro é o mês do verão. Fevereiro, do carnaval. Março, do Oscar e do meu aniversário. Abril, Páscoa e metade do semestre. Maio, fim das chuvas. Junho, quase férias. Julho, inverno(apesar de Goiânia ter apenas uma semana de frio e olhe lá). Agosto é aquele mês enorme que nunca acaba. Setembro é aquele pequeninho que passa rápido. Outubro, o mês dos feriados. Novembro, o mês do “se toca, o ano tá terminando”. E Dezembro.....
Dezembro, para mim, é o mês normalmente alegre. Mês de festas. Dias em que as pessoas, geralmente, estão felizes. Mês de pouco trabalho. Tudo, ou quase tudo, pára na metade final do mês. De prenuncio de férias. Ou de auto-enganação daqueles que não vão ter. De chuvas e períodos nublados. Um mês quieto, onde nem vira-latas conseguem por fim ao silêncio das ruas de uma cidade em uma véspera de Natal.
Dezembro é o mês da esperança. É hora de fazer novos planos, e de perdoar a si próprio por aqueles projetos do ano passado que você não cumpriu. É um mês de perdoar as outras pessoas e de agradecer e prestigiar as almas que estão ao nosso lado durante todo ano, mas que nunca falamos um “obrigado”. É um momento para demonstrar mais alegria e se apagar as coisas espirituais, não importando qual a sua crença.
Dezembro é o mês em que nos remetemos a nossa infância. São dias em que nos elevamos para esperar aquilo que, no fundo, sabemos que não existe – Papai Noel. Mas, com isto, nos preparamos para uma coisa que é bem real – o Natal. É se acostumar com o fim (do ano), para que, com o passar dos anos, você se conforme com o fim (da vida). É um sentimento de final, juntamente com o começo, seja ele qual for.
É só Dezembro.....
Dezembro, para mim, é o mês normalmente alegre. Mês de festas. Dias em que as pessoas, geralmente, estão felizes. Mês de pouco trabalho. Tudo, ou quase tudo, pára na metade final do mês. De prenuncio de férias. Ou de auto-enganação daqueles que não vão ter. De chuvas e períodos nublados. Um mês quieto, onde nem vira-latas conseguem por fim ao silêncio das ruas de uma cidade em uma véspera de Natal.
Dezembro é o mês da esperança. É hora de fazer novos planos, e de perdoar a si próprio por aqueles projetos do ano passado que você não cumpriu. É um mês de perdoar as outras pessoas e de agradecer e prestigiar as almas que estão ao nosso lado durante todo ano, mas que nunca falamos um “obrigado”. É um momento para demonstrar mais alegria e se apagar as coisas espirituais, não importando qual a sua crença.
Dezembro é o mês em que nos remetemos a nossa infância. São dias em que nos elevamos para esperar aquilo que, no fundo, sabemos que não existe – Papai Noel. Mas, com isto, nos preparamos para uma coisa que é bem real – o Natal. É se acostumar com o fim (do ano), para que, com o passar dos anos, você se conforme com o fim (da vida). É um sentimento de final, juntamente com o começo, seja ele qual for.
É só Dezembro.....
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Por que mudar?
Acho que muitos de vocês que freqüentavam este blog pensaram que ele tinha acabado. Mas, felizmente, não é verdade. Eu parei de escrever aqui porque eu estava imerso em uma realidade onde a reflexão foi necessária para reagrupar as coisas e reconstruir este espaço. Então, mesmo que a reflexão não tenha acabado, cheguei à conclusão de que preciso voltar a utilizar este blog.
Por que mudar? Quando criei este blog estava em uma realidade diferente, com outros sonhos, cotidiano, pensamentos e gostos. Porém, tudo na vida muda. Neste tempo, desisti de alguns sonhos que não valiam a pena e agreguei outros que parecem ser tentadores. Deixei um dia-a-dia para integrar um outro cotidiano cheio de novos desafios. Apesar de muitos pensamentos serem mantidos, a reciclagem é natural em todo ser humano. E também há alguns novos gostos agregados e outros desprezados.
Também via a necessidade de ter um espaço onde eu pudesse falar sobre esportes, que é uma de minhas paixões nesta vida. O “Na Grande Área” não deu certo, pois, apesar de gostar muito de escrever lá, o ritmo de atualização de dois blogs não era muito agradável. Aqui vou poder misturar os assuntos e ter mais motivos para estar sempre atualizando.
Penso também em investir nas narrativas de viagens, outra paixão. Sem a pretensão de se fazer jornalismo literário, já que não domino o assunto, pretendo escrever a minha visão dos lugares que visitar (se DEUS quiser muitos, rs.) ou apenas do cotidiano em que eu estiver inserido. Assim vocês fiquem a vontade para concordar, ou discordar, com as minhas idéias, porque o importante aqui será entrelaçar as visões de cada um.
É isso, grande abraço a todos e espero que gostem.....
PS.: Ah, espero que ninguém fique chateado com as fotos acima. Elas só são um apanhado geral do que tinha aqui no meu computador. A idéia era colocar fotos só de mim, sozinho, mas daí eu pensei que poderia ficar muito egocentrista ou solitário. Então, como tenho muitos amigos (graças a DEUS), pensei em dividir o espaço com as pessoas que fazem parte do meu cotidiano. Porém, existem outras pessoas que eu gosto muito e que não estão presentes. É por isto que penso em renová-las com o passar do tempo.
PS2.: Ah, Did, obrigado por suas palavras. Na verdade você conseguiu visitar o blog antes mesmo de terminar as “obras”. Espero que 2007 sejam de grandes mudanças na vida de todos nós, mas apenas nas coisas que não estão dando certo.
Por que mudar? Quando criei este blog estava em uma realidade diferente, com outros sonhos, cotidiano, pensamentos e gostos. Porém, tudo na vida muda. Neste tempo, desisti de alguns sonhos que não valiam a pena e agreguei outros que parecem ser tentadores. Deixei um dia-a-dia para integrar um outro cotidiano cheio de novos desafios. Apesar de muitos pensamentos serem mantidos, a reciclagem é natural em todo ser humano. E também há alguns novos gostos agregados e outros desprezados.
Também via a necessidade de ter um espaço onde eu pudesse falar sobre esportes, que é uma de minhas paixões nesta vida. O “Na Grande Área” não deu certo, pois, apesar de gostar muito de escrever lá, o ritmo de atualização de dois blogs não era muito agradável. Aqui vou poder misturar os assuntos e ter mais motivos para estar sempre atualizando.
Penso também em investir nas narrativas de viagens, outra paixão. Sem a pretensão de se fazer jornalismo literário, já que não domino o assunto, pretendo escrever a minha visão dos lugares que visitar (se DEUS quiser muitos, rs.) ou apenas do cotidiano em que eu estiver inserido. Assim vocês fiquem a vontade para concordar, ou discordar, com as minhas idéias, porque o importante aqui será entrelaçar as visões de cada um.
É isso, grande abraço a todos e espero que gostem.....
PS.: Ah, espero que ninguém fique chateado com as fotos acima. Elas só são um apanhado geral do que tinha aqui no meu computador. A idéia era colocar fotos só de mim, sozinho, mas daí eu pensei que poderia ficar muito egocentrista ou solitário. Então, como tenho muitos amigos (graças a DEUS), pensei em dividir o espaço com as pessoas que fazem parte do meu cotidiano. Porém, existem outras pessoas que eu gosto muito e que não estão presentes. É por isto que penso em renová-las com o passar do tempo.
PS2.: Ah, Did, obrigado por suas palavras. Na verdade você conseguiu visitar o blog antes mesmo de terminar as “obras”. Espero que 2007 sejam de grandes mudanças na vida de todos nós, mas apenas nas coisas que não estão dando certo.
terça-feira, novembro 07, 2006
Por que?
Por que já é tão tarde?
Por que o tempo insiste em passar?
Por que eu não posso ficar aqui futricando no computador?
Por que eu não posso assistir televisão?
Por que eu não posso ler um bom livro?
Por que eu não posso estudar?
Por que eu tenho que me deitar na hora que eu não quero?
Por que minha consciência fica pesada ao dormir tarde?
Por que as pessoas olham com desprezo quando você acorda ao meio-dia, em um dia útil?
Por que elas te julgam sem ao menos saber se você produziu algo, ou não, durante à noite?
Por que mesmo sem nada para fazer eu tenho que acordar cedo?
Por que eu gosto de ficar sozinho à noite acordado?
Por que agora já são três e trinta da manhã?
Por que eu vou ter que ir para cama agora?
Por que eu tenho a impressão de que amanhã vou acordar para o almoço, mais uma vez?
Por que tem noites que eu luto para ficar acordado e outras que me desespero para dormir pelo menos por uma hora?
Por que o tempo insiste em passar?
Por que eu não posso ficar aqui futricando no computador?
Por que eu não posso assistir televisão?
Por que eu não posso ler um bom livro?
Por que eu não posso estudar?
Por que eu tenho que me deitar na hora que eu não quero?
Por que minha consciência fica pesada ao dormir tarde?
Por que as pessoas olham com desprezo quando você acorda ao meio-dia, em um dia útil?
Por que elas te julgam sem ao menos saber se você produziu algo, ou não, durante à noite?
Por que mesmo sem nada para fazer eu tenho que acordar cedo?
Por que eu gosto de ficar sozinho à noite acordado?
Por que agora já são três e trinta da manhã?
Por que eu vou ter que ir para cama agora?
Por que eu tenho a impressão de que amanhã vou acordar para o almoço, mais uma vez?
Por que tem noites que eu luto para ficar acordado e outras que me desespero para dormir pelo menos por uma hora?
segunda-feira, outubro 09, 2006
Eleições e reformulação
Nossa, acho que nunca passei tanto tempo sem escrever aqui. Também pudera, setembro de um ano eleitoral para um jornalista político é igual final de campeonato - passa e a gente não vê.
O problema que o primeiro de outubro passou, mas trouxe mais um mês turbulento. Segundo turno presidencial, para o governo, e mais algumas semanas de muito trabalho e apreensão.
Então vou ter que esperar passar o 29 de outubro para reavaliar muita coisa. Uma delas o meu blog. Quero fazer algo mais dinâmico. Penso em uní-lo com o "Na Grande Área" que não funciona há algum tempo. Enfim, pretendo construir um espaço onde eu possa escrever mais e sobre vários assuntos.
É isso. Antes de acabar, deixa eu fazer uma enquete. Quem for comentar o post, por favor diga quem, na opinião de cada um, irá vencer as eleições para governo e presidência. Alcides ou Maguito? Alckmin ou Lula?
abraço a todos, e até mais se DEUS quiser,
O problema que o primeiro de outubro passou, mas trouxe mais um mês turbulento. Segundo turno presidencial, para o governo, e mais algumas semanas de muito trabalho e apreensão.
Então vou ter que esperar passar o 29 de outubro para reavaliar muita coisa. Uma delas o meu blog. Quero fazer algo mais dinâmico. Penso em uní-lo com o "Na Grande Área" que não funciona há algum tempo. Enfim, pretendo construir um espaço onde eu possa escrever mais e sobre vários assuntos.
É isso. Antes de acabar, deixa eu fazer uma enquete. Quem for comentar o post, por favor diga quem, na opinião de cada um, irá vencer as eleições para governo e presidência. Alcides ou Maguito? Alckmin ou Lula?
abraço a todos, e até mais se DEUS quiser,
terça-feira, setembro 05, 2006
O Mundo das Aparências
Havia tão pouco tempo que eu estava por ali, mas já notava algo de anormal. Entrava e saía por aquela porta e ninguém nem “tchum”. Isto mesmo, ninguém não estava nem aí para mim. Não queria saber se estava bem, se precisava de ajuda, se estava feliz, ou se estava triste, grilado ou contente, com frio ou com calor. E olha que havia duas ou três pessoas por ali, paradas, vigiando o dia inteiro. Tudo o que eles faziam eram observar, mas de uma forma que os seus olhares me perfuravam em vários pontos, e suas vistas iam buscar um ponto do outro lado da calçada.
Por ali passei várias vezes. Nunca cruzei tanto uma porta quanto aquela, nas poucas horas que estive naquele local.
Era noite. Naquele crepúsculo eu precisava ficar um tempo estacionado, em frente a aquela porta, do lado de fora. A passagem que dava acesso era estreita, e uma obra logo a frente dizia que não era um bom lugar para ficar parado. Mesmo porque o trânsito de pessoas era muito grande. Ora, mas preciso ficar esperando aqui e vou – pensei. É claro que minha presença naquele pequeno espaço causou confusão. Olhei para trás, vi os vigias que conversavam animadamente entre eles. É agora – animei.
O plano era simples. Ficar ali parado num lugar tão pouco propício seria motivo para chamar-lhes a atenção. Seria a minha vingança contra o desprezo sufocante típico daquele lugar. Não que eu quisesse algo, pelo contrário, apenas me surpreendia com a frieza que tudo era encarado por ali. Inclusive os seres humanos. E eu queria tirar a prova e descobrir se tinha me tornado mesmo um Gasparzinho, ou se era apenas a minha impressão.
Lugar pior não havia, mesmo assim fiquei por ali. No mesmo instante, um daqueles guardas virou na minha direção e disse – Ei, aí não!! Ahá, deu certo!! Até que enfim consegui modificar aquela rotina e aquele individualismo preponderante. Não sou um fantasma!!
Quando virei para me desculpar e lhe dar garantias de que não ficaria mais ali, percebi que o vigia não olhava para mim. Pelo contrário, quase me derrubou no intuito de chegar mais rápido e solucionar de vez o seu problema. Era um taxi que entrava em um local proibido. Putz, que tragédia!! Nada me restou além de esperar. Fiquei mais de meia hora naquele local e nada. Já ficava tarde e ninguém me notava. A única coisa que eu fazia era desviar das pessoas que passavam por ali, pois senão elas me levariam consigo, com se fosse apenas um objeto. É isso, perdi.
Era um dia especial, e por isto precisava me vestir bem. Camisa para dentro, calça social, cinta aparecendo e sapato com meias finas. Perfeito. Estava bem vestido. Um pouco de perfume e estava pronto para descer.
A porta se aproximava. Eu estava tão perdido em pensamentos que nem percebi. Bem vestido, finalmente comecei a me sentir bem no meio de pessoas com ternos e camisas de seda, típicas daquele lugar. Fiquei pensando nisto. Mesmo porque, dentro daquele mar de indiferença, a única coisa que tinha comigo eram os meus pensamentos.
A porta se abriu automaticamente, como sempre. – Precisa de táxi, senhor? – me surpreendeu um dos vigias. Não acreditei. Passei por aquela porta mais de uma dúzia de vezes nas últimas 24 horas e nenhuma palavra. Quase impedi o fluxo de pessoas, e nada. E agora, isto.....
Não me entreguei, arrumando a gola da minha camisa, continuei o passo sem um único desvio. – Não, obrigado - disse apenas, e dobrando a esquina rumei para o metrô.
Por ali passei várias vezes. Nunca cruzei tanto uma porta quanto aquela, nas poucas horas que estive naquele local.
Era noite. Naquele crepúsculo eu precisava ficar um tempo estacionado, em frente a aquela porta, do lado de fora. A passagem que dava acesso era estreita, e uma obra logo a frente dizia que não era um bom lugar para ficar parado. Mesmo porque o trânsito de pessoas era muito grande. Ora, mas preciso ficar esperando aqui e vou – pensei. É claro que minha presença naquele pequeno espaço causou confusão. Olhei para trás, vi os vigias que conversavam animadamente entre eles. É agora – animei.
O plano era simples. Ficar ali parado num lugar tão pouco propício seria motivo para chamar-lhes a atenção. Seria a minha vingança contra o desprezo sufocante típico daquele lugar. Não que eu quisesse algo, pelo contrário, apenas me surpreendia com a frieza que tudo era encarado por ali. Inclusive os seres humanos. E eu queria tirar a prova e descobrir se tinha me tornado mesmo um Gasparzinho, ou se era apenas a minha impressão.
Lugar pior não havia, mesmo assim fiquei por ali. No mesmo instante, um daqueles guardas virou na minha direção e disse – Ei, aí não!! Ahá, deu certo!! Até que enfim consegui modificar aquela rotina e aquele individualismo preponderante. Não sou um fantasma!!
Quando virei para me desculpar e lhe dar garantias de que não ficaria mais ali, percebi que o vigia não olhava para mim. Pelo contrário, quase me derrubou no intuito de chegar mais rápido e solucionar de vez o seu problema. Era um taxi que entrava em um local proibido. Putz, que tragédia!! Nada me restou além de esperar. Fiquei mais de meia hora naquele local e nada. Já ficava tarde e ninguém me notava. A única coisa que eu fazia era desviar das pessoas que passavam por ali, pois senão elas me levariam consigo, com se fosse apenas um objeto. É isso, perdi.
Era um dia especial, e por isto precisava me vestir bem. Camisa para dentro, calça social, cinta aparecendo e sapato com meias finas. Perfeito. Estava bem vestido. Um pouco de perfume e estava pronto para descer.
A porta se aproximava. Eu estava tão perdido em pensamentos que nem percebi. Bem vestido, finalmente comecei a me sentir bem no meio de pessoas com ternos e camisas de seda, típicas daquele lugar. Fiquei pensando nisto. Mesmo porque, dentro daquele mar de indiferença, a única coisa que tinha comigo eram os meus pensamentos.
A porta se abriu automaticamente, como sempre. – Precisa de táxi, senhor? – me surpreendeu um dos vigias. Não acreditei. Passei por aquela porta mais de uma dúzia de vezes nas últimas 24 horas e nenhuma palavra. Quase impedi o fluxo de pessoas, e nada. E agora, isto.....
Não me entreguei, arrumando a gola da minha camisa, continuei o passo sem um único desvio. – Não, obrigado - disse apenas, e dobrando a esquina rumei para o metrô.
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